Os riscos relevantes no Benim incluem inundações fluviais, urbanas e costeiras, enxurradas, seca, calor extremo, ventos fortes, tempestades, erosão costeira, elevação do nível do mar, marés de tempestade, incêndios florestais, acidentes industriais, falhas de infraestrutura e emergências humanitárias. Cotonou e a área mais ampla de Grand-Nokoué estão particularmente expostas devido às áreas costeiras e lagunares baixas e à drenagem deficiente. Em Mono e Grand-Popo, os níveis da água e as inundações têm grande importância, enquanto no norte a seca e o estresse hídrico sobrecarregam a agricultura e o abastecimento. A costa do Benim tem cerca de 125 quilômetros; considera-se que aproximadamente 65 por cento está afetada pela erosão, com recuo médio de aproximadamente quatro metros por ano. O serviço estatal de gestão de desastres é conhecido localmente como proteção civil (Protection civile). A Agência Beninense de Proteção Civil (Agence béninoise de protection civile (ABPC)) existe desde 2024 e foi formada a partir da antiga Agência Nacional de Proteção Civil e do Grupo Nacional de Bombeiros. O sistema opera nos níveis nacional, de prefeitura departamental, municipal e local, com prefeitos departamentais, prefeitos municipais, chefes ou delegados de aldeia e plataformas locais. A preparação baseia-se, entre outros elementos, no Decreto 2023-334, no plano nacional de emergência nos termos do Decreto 2024-859, em planos municipais de emergência, análises de risco, treinamentos, exercícios e sistemas geoespaciais e de informação. A implementação prática varia conforme o município. O serviço meteorológico do Benim (METEO-BENIN) publica alertas meteorológicos, sazonais e marítimos, além de alertas especializados de vigilância (CAP-Vigilance). A autoridade hídrica (Direction générale de l'eau), o instituto nacional da água (Institut national de l'eau), o Instituto Beninense de Pesquisa Pesqueira e Oceanográfica (Institut de recherches halieutiques et océanologiques du Bénin) e a agência vêm desenvolvendo um sistema integrado de alerta de inundações para quatro bacias hidrográficas e vários tipos de risco, nos termos de um protocolo de intercâmbio de dados de maio de 2026. Não foi estabelecida cobertura nacional uniforme por SMS ou sirenes. Informações públicas de alerta estão disponíveis gratuitamente na internet. Em uma emergência aguda, plataformas locais, município (Mairie), prefeitura departamental (Préfecture) ou agência podem fornecer informações; as fontes disponíveis não estabelecem um número nacional de emergência para cidadãos cuja confiabilidade esteja documentada. Durante um evento, a agência, os bombeiros, os municípios, as equipes especializadas de resposta e as organizações de ajuda coordenada primeiro avaliam a situação e depois organizam resgate, medidas de proteção e, quando necessário, evacuações. Pontos de encontro, abrigos e rotas de evacuação dependem do evento e do local afetado; não foi estabelecida uma lista pública nacional de abrigos. Quem receber ordem para deixar uma zona de perigo deve seguir as instruções das autoridades responsáveis e não atravessar estradas ou cursos d'água inundados. O FONCAT é uma rubrica orçamentária estatal para assistência em desastres (FONCAT), mas não é um direito individual automaticamente pagável. Uma organização credenciada precisa primeiro obter confirmação técnica da ocorrência, imediatismo e duração do evento, depois apresentar um pedido de financiamento e aguardar aprovação. A assistência de emergência pode incluir água, alimentos, esteiras, medicamentos e outros bens, conforme a situação. Seu alcance e prazo dependem do evento e do procedimento aprovado. Plataformas locais podem solicitar fundos e pessoal; uma recusa pode levar a sanções administrativas e processo criminal. Não foi estabelecida compensação geral nem garantia permanente de moradia. Após desastres, o programa de resiliência pós-desastre (PNRRC-ACC) combina prevenção, recuperação e desenvolvimento contínuo da resiliência. Projetos estatais e municipais incluem drenagem, proteção costeira e infraestrutura resiliente; em Cotonou, incluem projetos de drenagem de Cotonou (PAPC) e medidas de infraestrutura relacionadas (SIRAT), envolvendo canais e drenagem. Não há regras nacionais uniformes de custos para medidas privadas de proteção, suprimentos de emergência, evacuação ou compensação. Alertas podem tratar de uma situação meteorológica de curto prazo ou de uma estação inteira, enquanto plataformas locais se reúnem pelo menos anualmente ou trimestralmente, conforme seu nível.
Riscos de desastres no Benim
O Benim tem um sistema multinível de gestão de desastres para inundações, secas, calor extremo, tempestades e outras emergências graves. Entre 1982 e 2022, 20 grandes inundações afetaram cerca de 3.3 milhões de pessoas; uma seca severa afetou cerca de 2.1 milhões. Áreas costeiras e lagunares, regiões fluviais e o norte do Benim enfrentam riscos prioritários diferentes.
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