Antes de reservar a viagem, confirme os requisitos de entrada aplicáveis à sua nacionalidade e ao tipo de visto junto da embaixada ou do consulado responsável da República Democrática do Congo e, se necessário, junto da DGM. Poderá ser necessária a comparência presencial. Em geral, o passaporte deve ter pelo menos seis meses de validade restante e duas páginas em branco; algumas missões oficiais exigem um ano. Conforme a missão e o tipo de visto, poderá precisar de convite ou confirmação de hotel ou anfitrião, endereço completo do anfitrião, convite legalizado, bilhete de regresso e comprovativo de fundos. As taxas de visto dependem do tipo de visto e da missão, geralmente não são reembolsáveis, e uma missão oficial poderá indicar cerca de dez dias úteis para o processamento. Os requisitos podem variar; confirme-os antes de fazer reservas não reembolsáveis. A preparação de saúde faz parte do planeamento da chegada. Todas as pessoas com nove meses ou mais precisam de comprovativo de vacinação contra a febre-amarela para entrar no país. Também poderá ser pedido um certificado ou comprovativo de vacinação contra a poliomielite. A prevenção da malária e as vacinas de rotina, contra sarampo, papeira e rubéola (MMR), hepatite e febre tifoide dependem da orientação médica individual e do destino. O seguro de viagem, médico e de evacuação reduz as consequências de doença ou emergência. Antes da partida, consulte a situação atual de surtos. Na fronteira, tenha à mão o passaporte, o visto, o certificado de vacinação, o convite ou comprovativo de alojamento, as fotocópias e a correspondência oficial. A DGM é a autoridade policial de fronteira e de estrangeiros e realiza os controlos de vistos e migração. Não existe um direito nacional estabelecido a alojamento inicial fornecido pelo Estado. Reserve um hotel ou combine estadia com um anfitrião antes da chegada, especialmente fora de Kinshasa e das cidades maiores, onde o alojamento e os transportes podem ser limitados. Kinshasa é uma cidade-província; além dela, o país tem 25 províncias, e o acesso a serviços pode variar muito entre províncias, cidades e territórios. Após a chegada, quem entra por vias comuns recorre geralmente à DGM ou ao canal consular para questões de estatuto e residência. Uma mairie (administração municipal) ou autoridade territorial, um empregador, uma escola ou um anfitrião poderá ser o contacto local mais prático para as primeiras necessidades administrativas e de instalação, mas não existe um sistema nacional fiável de registo, centros de acolhimento ou aconselhamento geral à chegada. Não presuma que os cidadãos estrangeiros recebem automaticamente os mesmos documentos, prestações ou serviços públicos que os cidadãos nacionais. Também não existe um direito geral nacional a alojamento gratuito ou assistência social. As pessoas que procuram proteção têm um percurso documentado próprio. Quem pedir asilo deve apresentar-se à Comissão Nacional para os Refugiados (Commission Nationale pour les Réfugiés (CNR)) mais próxima no prazo de 30 dias após a chegada. Se não houver um serviço local da CNR, poderá contactar o ACNUR, também chamado HCR, ou uma autoridade local para ser encaminhado para a CNR. Leve documentos de identidade, nascimento, casamento e outros documentos relevantes, incluindo cópias, e indique todos os familiares que precisem de proteção. O registo e o pedido de asilo são gratuitos. A CNR pode emitir um récépissé valant titre de séjour temporaire (recibo que vale como título de residência temporário) por três meses, renovável. O ACNUR poderá emitir um APC e, em seguida, uma attestation de demandeur d’asile (declaração de requerente de asilo) válida por seis meses; confirme localmente a fase processual exata e renove cada documento antes de caducar. Duas faltas injustificadas a marcações podem levar ao encerramento do processo. De acordo com as informações aplicáveis do HCR, o récépissé, o APC ou a attestation permite permanecer legalmente durante o processo. Refugiados, requerentes de asilo, repatriados e deslocados internos poderão receber registo, documentação, proteção, assistência jurídica, alojamento, apoio em dinheiro ou alimentos, cuidados de saúde, educação e serviços comunitários do HCR e de organizações parceiras. Estes serviços são gratuitos, mas não estão disponíveis em todo o país e o acesso pode ser limitado em zonas de conflito ou campos. A presença do HCR e de parceiros está documentada em locais como Kinshasa, Goma, Beni, Bukavu, Uvira, Kalemie, Bunia e Faradje. Para informações sobre assistência pertinente, poderá contactar o PAM através do número 491111. Prepare-se para um acesso irregular a serviços básicos. Os indicadores nacionais de 2024 apontam para acesso à eletricidade de 22,5 por cento, à internet de 20 por cento e a saneamento gerido com segurança de 13 por cento, mas estes valores não permitem prever as condições num endereço específico. Para os primeiros dias, leve uma reserva de água, meios de carregamento ou energia de emergência e uma alternativa de dados móveis; identifique um centro de saúde local e mantenha um plano de contactos de emergência. Antes de viajar dentro do país, consulte as informações atuais sobre segurança e surtos. As recomendações do CDC aconselham a evitar todas as viagens a Ituri e ao Kivu do Norte e a evitar viagens não essenciais a Haut-Uélé e Tshopo. Os avisos do FCDO também abrangem partes do leste do Congo, zonas fronteiriças e certas áreas de Kinshasa e Mai-Ndombe. Protestos e interrupções nas redes, fronteiras ou voos podem afetar as deslocações. Antes de cada viagem importante, volte a confirmar alojamento, contactos, documentos e planos de deslocação. Segundo o Ministério do Interior, o número de emergência da polícia é 112.
Chegada à República Democrática do Congo
A chegada à República Democrática do Congo envolve contactos separados para imigração, saúde, alojamento e serviços locais, em vez de um serviço nacional único. A Direction Générale de Migration (DGM) trata dos controlos fronteiriços e migratórios; consulados, anfitriões, hotéis, autoridades locais e organizações humanitárias apoiam outras necessidades. Preparar a entrada, reservar alojamento inicial, fazer cópias dos documentos e planear a segurança é importante, pois os serviços e os transportes variam muito conforme o local.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

