O namoro e o noivado em Eswatini são geralmente informais. Uma relação consuetudinária pode envolver a família ou a chefatura, enquanto o casamento civil e o consuetudinário seguem vias formais diferentes. A administração do casamento civil envolve o Departamento de Registo Civil e Estatísticas Vitais do Ministério dos Assuntos Internos e um oficial de registo de casamentos ou Conservador; a referência administrativa atual é a Lei do Casamento de 1964. As candidaturas a casamento civil usam o Formulário BMD3. O registo do casamento consuetudinário usa o Formulário BMD4 e a informação oficial do serviço refere o casal, testemunhas, um representante do Chefe e uma pessoa com ocre vermelho. A mesma informação oficial diz que a submissão do casamento consuetudinário deve ser feita no prazo de 14 dias. Não há informação fiável e uniforme sobre as taxas de registo de casamento, pelo que o escritório responsável deve confirmar os encargos atuais. Os Projetos de Lei do Casamento e dos Bens Matrimoniais de 2022 não são legislação em vigor; a Estratégia Nacional 2023–2027 descreve a Lei do Casamento de 1964 como estando em revisão. A Secção 27 da Constituição reconhece o direito de homens e mulheres em idade núbil a casar e constituir família. O casamento exige o consentimento pleno e livre de ambas as pessoas, e a Secção 28 prevê tratamento igual para as mulheres. A informação oficial do serviço indica que um casamento envolvendo menor exige consentimento escrito de ambos os pais ou de um tutor. Os requisitos administrativos exatos devem ser confirmados junto da autoridade responsável, porque a situação jurídica aplicável e o procedimento determinam os documentos necessários. A Lei sobre Crimes Sexuais e Violência Doméstica trata o namoro, o noivado, as relações consuetudinárias, a coabitação e outras relações amorosas, íntimas ou sexuais reais ou presumidas como relações domésticas, incluindo relações de qualquer duração e relações com residência partilhada. A violência doméstica inclui abuso físico, sexual, emocional, verbal ou psicológico, abuso económico, intimidação, assédio, perseguição ilegal, danos à propriedade, entrada não consentida e conduta controladora ou abusiva. Uma ordem de proteção pode restringir aproximação, contacto, entrada, presença num local e acesso a armas. Pode apresentar-se uma candidatura urgente a uma ordem provisória através da polícia, por telefone ou fax. Uma ordem de proteção dura normalmente até dois anos, e uma ordem especial até três anos. A pena máxima por violência doméstica é E75.000, 15 anos de prisão ou ambas. A intimidade que envolva uma criança com menos de 18 anos é regida pelas infrações da Lei relativas a crianças. Uma relação anterior ou existente não é defesa, e, em geral, o consentimento não é defesa nos termos da Lei. Só se aplica uma exceção restrita quando ambas as pessoas têm menos de 18 anos, o consentimento é pleno e livre, a diferença de idade não excede cinco anos e o Diretor do Ministério Público dá consentimento por escrito. O Serviço Real de Polícia de Eswatini, os Tribunais de Magistrados e os Tribunais Superiores, os Tribunais de Pensão de Alimentos, a Unidade de Crimes Domésticos e Sexuais do Ministério Público e os serviços do Departamento do Vice-Primeiro-Ministro para Assuntos de Género e Família e Assistência Social têm funções distintas de proteção, acusação e apoio. Os Centros Integrados de Atendimento em Mbabane, Manzini e Siteki oferecem primeiros socorros psicológicos, profilaxia pós-exposição, tratamento de infeções sexualmente transmissíveis, prevenção da gravidez e exames forenses. Os relatórios governamentais descrevem como gratuitos os serviços estatais de saúde sexual e reprodutiva, embora o Ministério da Saúde tenha reportado interrupções de abastecimento em 2024/25, especialmente de métodos contracetivos de longa duração. Os Escritórios Regionais e Sub-regionais de Assistência Social e os Tinkhundla podem oferecer vias de apoio social. Não há provas oficiais atuais e fiáveis de um sistema público dedicado a encontros amorosos ou aconselhamento para casais, de um serviço formal de encontros online ou de um serviço público especializado de apoio após separações. O Inquérito sobre Violência contra Crianças e Jovens de 2022 reportou que 59,6% das mulheres e 55,2% dos homens com idades entre 13 e 24 anos já tinham tido um parceiro íntimo. Reportou que 6,0% das mulheres e 1,6% dos homens já tinham casado ou coabitado, em comparação com 10,4% e 2,7% entre pessoas dos 18 aos 24 anos. Entre as jovens casadas, 46,8% disseram que o seu primeiro parceiro ou cônjuge era pelo menos cinco anos mais velho. Entre as pessoas que tinham tido relações sexuais, a idade reportada da primeira relação foi de 17,6 anos para mulheres e 16,6 para homens. Os relatórios nacionais identificam parceiros atuais ou anteriores como os principais autores reportados em 31% dos casos de violência baseada no género e familiares em 23%; 63,9% dos casos ocorreram em propriedades familiares. Os casos reportados de violência interpessoal subiram de 9.102 em 2017 para 15.987 em 2021, embora a subnotificação continue a ser uma preocupação. A dependência económica, a pobreza, o desemprego, o consumo de álcool ou substâncias e as normas de género patriarcais podem aumentar os riscos nas relações.
Relacionamentos amorosos em Eswatini
Os relacionamentos amorosos em Eswatini podem assumir a forma de namoro, noivado, relação consuetudinária, coabitação, casamento civil ou casamento consuetudinário. Não existe um registo estatal de namoro nem um serviço público que defina o estado de namoro; os casais recorrem a cortejo informal, vias consuetudinárias apoiadas pela família ou pela chefatura, ou procedimentos formais de casamento. Uma relação pode continuar a receber proteção legal quando os parceiros namoram, coabitam ou mantêm uma relação íntima ou sexual.
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