A mandioca e a banana-da-terra são cultivos locais importantes. Outros alimentos comuns incluem folhas de mandioca, berinjela-africana, pimenta, peixe, crustáceos, aves, carne bovina, cabra, carneiro, leguminosas, verduras, frutas e outros tubérculos. A produção de milho é mais limitada. Os cereais ainda dependem muito das importações: cerca de 90% do consumo de cereais é abastecido por importações. Estimativas de pesquisa para 2026 indicam que as necessidades totais de importação de cereais são de cerca de 255.000 toneladas, incluindo aproximadamente 170.000 toneladas de trigo e 70.000 toneladas de arroz. A chuva acima da média no primeiro semestre de 2026 gerou riscos para a segunda safra de milho. O acesso a alimentos costuma começar pelo preparo em casa e pela produção para consumo próprio. Pequenos produtores locais, mercados, supermercados, importadores, vendedores ambulantes, restaurantes e hotéis oferecem outras opções. Os preços são cotados em XAF, comumente chamado FCFA, e variam conforme as condições de mercado, as importações, o transporte e a disponibilidade sazonal. Em 2026, o Ministério do Comércio informou que havia reservas de alimentos para cerca de três meses. O megamercado CEAG, na Grande Libreville, oferece alguns alimentos básicos a preços reduzidos, mas esses valores não constituem uma referência nacional. A culinária gabonesa varia conforme a região e a tradição cultural. Entre os pratos e preparações conhecidos estão folhas de mandioca (feuilles de manioc), odika, bolinhos (boulette) e nyembwe. A carne de animais silvestres tem importância cultural, mas seu consumo está sujeito a limites de sustentabilidade, legais e de proteção das espécies. A pesca e a aquicultura têm potencial considerável, embora ainda seja possível ampliar seu uso e suas cadeias de valor. O Guia e as Recomendações Alimentares Nacionais (Guide et Recommandations Alimentaires Nationales), publicado em 2021, abrange bebês, crianças, adolescentes, adultos, pessoas idosas, pessoas grávidas e pessoas que amamentam. Recomenda amamentação exclusiva para bebês com menos de seis meses; beber água conforme a sede; evitar álcool, especialmente durante a gravidez e a amamentação; comer peixe ou frutos do mar duas vezes por semana, incluindo peixe gorduroso uma vez; e alternar carne e leguminosas com cereais integrais. Também recomenda verduras da estação todos os dias, duas frutas da estação por dia, refeições regulares, preparo de alimentos frescos e consumo limitado de gorduras, açúcar e sal. A última refeição deve ser feita pelo menos duas horas antes de dormir. Essas recomendações dizem respeito à alimentação e ao acesso a alimentos; o tratamento médico pertence ao sistema de saúde. O Gabão enfrenta uma dupla carga de subnutrição e sobrepeso ou obesidade. Um estudo nacional de 2023 sobre jovens em idade escolar abrangeu 4.149 adolescentes nas nove províncias e examinou a alimentação, o ambiente escolar, o sobrepeso e a magreza. Os resultados mostram por que o acesso a alimentos e os hábitos alimentares não podem ser avaliados apenas pelas calorias. A Agence Gabonaise de Sécurité Alimentaire (AGASA) previne, avalia e controla os riscos à saúde relacionados aos alimentos, da produção à distribuição. Seu trabalho inclui aprovação sanitária, rotulagem, qualidade dos alimentos, fiscalização de fraudes e inspeção sanitária de produtos de origem animal. Riscos à segurança dos alimentos podem surgir da higiene, do armazenamento, da refrigeração, do transporte, do processamento e da venda ambulante. O quadro nacional inclui a Ordonnance 50/78 e a Loi 15/65. As pesquisas disponíveis não estabeleceram de forma confiável as taxas, os prazos nem os procedimentos exatos de candidatura. A dependência das importações e a volatilidade dos preços dão relevância prática à produção local. O Ministère de l’Agriculture, de l’Élevage et du Développement Rural, o Ministério da Saúde e o Centro Nacional de Nutrição, PMMSAN, o Ministério do Comércio e a CEAG participam de medidas relativas à alimentação, à nutrição, ao abastecimento ou aos mercados. Cadeias de valor locais, zonas agrícolas, agricultura urbana e periurbana, avicultura, mandioca, banana-da-terra, pesca e aquicultura podem fortalecer o abastecimento. O processamento de alimentos perecíveis pode reduzir as perdas após a colheita. As escolhas sustentáveis também devem levar em conta a pressão sobre os estoques pesqueiros, as florestas, os animais silvestres e as espécies protegidas. As pesquisas disponíveis não identificam um sistema nacional único de certificação de sustentabilidade.
Alimentação no Gabão
A alimentação no Gabão combina mandioca, banana-da-terra, peixe, frutos do mar, carne, verduras, frutas e cereais importados. As famílias obtêm alimentos por meio do preparo em casa e da produção para consumo próprio, de produtores locais, mercados, supermercados, vendedores ambulantes, restaurantes e hotéis. O acesso e os preços variam conforme a renda, a localidade, a estação do ano, o transporte e o estoque disponível. As recomendações alimentares nacionais do Gabão promovem refeições frescas, variedade de grupos alimentares e consumo limitado de gorduras, açúcar e sal.
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