O Gabão não tem um serviço nacional único que cubra todas as transições da vida. O apoio depende da idade, da cidadania, da situação profissional e de seguro, da renda, da localização e do risco imediato da pessoa. Em 2024, a população era de cerca de 2,54 milhões e a expectativa de vida era de aproximadamente 69 anos, mas os dados nacionais e locais não são igualmente atuais nem completos. A primeira transição formal é o registro de nascimento. Os pais ou outra pessoa autorizada comunicam o nascimento ao oficial de registro civil da mairie, da mairie d’arrondissement, da prefecture, da sous-prefecture ou de uma representação diplomática. O prazo é de três dias nas comunas e capitais de distrito e de 30 dias em outros lugares. O registro em si é gratuito, embora a emissão de cópias do acte de naissance, a certidão de nascimento, possa ter uma taxa. O documento ajuda a obter identificação, matrícula escolar, direito de voto, herança e assistência social. Um nascimento fora de uma unidade de saúde, a falta de testemunhas, a ausência de reconhecimento parental ou os custos de deslocamento e administrativos podem atrasar o registro. O registro tardio pode ser tratado pelo Ministère des Affaires Sociales, pelas mairies ou pelas prefectures, mas não foi confirmada uma taxa tardia uniforme nem uma sanção nacional. Pelo Code de l’Enfant do Gabão, criança (enfant) é toda pessoa com menos de 18 anos. As crianças têm direito a nome e identidade, vínculos familiares, sustento, moradia, contato, proteção em matéria de adoção e proteção contra negligência e violência. Crianças vulneráveis podem receber apoio para escola, educação ou formação profissional, e unidades públicas de saúde oferecem tratamento gratuito a crianças vulneráveis. As vacinas de rotina para crianças menores de cinco anos são gratuitas. Adolescentes de 12 a 18 anos podem receber educação sobre puberdade e saúde reprodutiva, mas o acesso à informação e à proteção continua desigual. A educação e a transição para o trabalho constituem outra etapa importante. A Lei 21/2011 prevê educação obrigatória e acesso à formação dos três aos 16 anos para cidadãos gaboneses e residentes estrangeiros, com disposições de igualdade de acesso. A passagem do ensino primário para a formação profissional básica pode ocorrer a partir dos 12 anos, depois de repetência, e o encaminhamento para estudos, universidade e formação profissional é feito pelo Ministère ou pelo Secrétariat d’Orientation. A Agence Nationale des Bourses du Gabon administra bolsas. A educação não garante automaticamente estágio ou emprego. Dados publicados pelo UNICEF de 2017 registraram taxas de conclusão de cerca de 57% no ensino primário, 24% no primeiro ciclo do secundário e 10% no segundo ciclo do secundário. O Gabão usa legalmente mais de um limite de idade. O termo jeune, ou jovem, abrange dos 18 aos 40 anos no quadro pertinente para a juventude. O direito de voto começa aos 18 anos, sujeito a requisitos de cidadania e inscrição, e, em geral, a pessoa pode assinar um contrato de trabalho sozinha a partir dos 18; aos 16 anos, isso exige assistência de representante legal. O Code de la nationalité estabelece 21 anos como idade geral da maioridade, com exceções para algumas pessoas de 18 anos e pessoas casadas. O apoio aos jovens combina, portanto, capacitação, preparação profissional, trabalho formal ou informal e empreendedorismo, em vez de uma garantia geral de sustento. Em 2023, o desemprego entre pessoas com 15 anos ou mais era de cerca de 20,4%, e aproximadamente 29,3% dos jovens não tinham emprego, não estudavam nem participavam de formação. Jovens de 16 a 25 anos em dificuldades sociais podem ser elegíveis para a cobertura de garantia social da CNAMGS após avaliação. O emprego formal vincula o trabalhador à Caisse Nationale de Sécurité Sociale (CNSS), que cobre maternidade, benefícios familiares, riscos profissionais, invalidez, velhice e pensão por morte quando os requisitos de seguro e contribuição são atendidos. A proteção à maternidade prevista no Code du Travail dura 14 semanas, normalmente seis antes do parto e oito depois; em caso de nascimento múltiplo, acrescentam-se duas semanas após o parto. A proteção efetivamente disponível depende da situação de emprego, da inscrição e das contribuições. O apoio na velhice divide-se entre caminhos contributivos e sujeitos a avaliação de recursos. A Garantie sociale da CNAMGS inclui pessoas com 60 anos ou mais e outros grupos, como pessoas com deficiência, sobreviventes de baixa renda, mães solo menores de 45 anos e jovens de 16 a 25 anos em dificuldades sociais. A categoria GEF, Gabonês Economicamente Vulnerável (Gabonais Économiquement Faible), identifica cidadãos gaboneses com pelo menos 16 anos cuja renda fica abaixo do salário mínimo legal e cuja situação é confirmada por investigação social. O apoio pode incluir transferências monetárias diretas ou indiretas, redução de custos de saúde, assistência educacional ou profissional e ajudas técnicas para pessoas com deficiência. Esses serviços dependem de avaliação e dos orçamentos disponíveis; não são um pagamento incondicional. A CNSS pode oferecer pensões por velhice, invalidez e morte, um subsídio de velhice e pedidos de aposentadoria antecipada para algumas pessoas de 55 a 59 anos, sujeitos aos requisitos de seguro, contribuição, idade e término do emprego. Não foi confirmado um direito nacional a cuidados formais de longa duração, um subsídio universal para cuidados, um equivalente a EHPAD ou atendimento residencial padronizado para idosos. Famílias e comunidades prestam a maior parte dos cuidados diários, com ajuda adicional do Centre National de Gériatrie et Gérontologie, do Ministère de la Santé, do Ministère des Affaires Sociales, da CNAMGS, dos municípios e de ONGs. Uma campanha apoiada pela OMS ofereceu exames, aconselhamento, óculos e inscrição gratuitos e alcançou cerca de 3.000 idosos, com 1.000 fichas em Owendo, Ntoum, Ndjolé e Lambaréné. Essa campanha foi um projeto, não prova de um serviço nacional permanente. Crises que envolvem crianças ou pessoas dependentes exigem outro caminho. Casos de violência, abandono, crianças em situação de rua e crianças em conflito com a lei podem ser comunicados à polícia, aos serviços sociais, à AMPE, à CAPEDS ou a um tribunal. A AMPE é um serviço multissetorial de proteção infantil do Ministère des Affaires Sociales; a CAPEDS e serviços relacionados podem oferecer alojamento temporário, apoio educacional ou psicossocial e reintegração familiar ou institucional. Em 2025, o UNICEF informou que unidades policiais especializadas e adaptadas a crianças funcionavam em 54 comunas. Não foi confirmada uma única linha telefônica nacional de atendimento 24 horas. Indicadores mais antigos também mostram por que a proteção continua sendo uma preocupação: dados do UNICEF registraram casamento infantil antes dos 18 anos em cerca de 22% das mulheres de 20 a 24 anos, trabalho infantil em cerca de 19% das crianças de 5 a 17 anos e violência sexual antes dos 18 anos em cerca de 9% das jovens, todos com base em dados de 2012; a estimativa da taxa de nascimentos entre adolescentes foi de 115 por 1.000 meninas de 15 a 19 anos, referente a 2009–2014. Esses números não devem ser tratados como medições nacionais atuais. Uma transição prática costuma ligar vários registros e serviços: o registro de nascimento facilita o acesso à escola, à saúde e à assistência social; a educação leva ao encaminhamento ou à formação; o emprego pode gerar proteção pela CNSS; a perda de renda ou a dependência pode levar a uma avaliação da CNAMGS ou da GEF; e uma crise de proteção pode exigir atuação social, policial e judicial. O órgão responsável, os documentos disponíveis, os custos e o tempo de espera podem variar conforme a província e o município, e conforme o serviço seja um programa público permanente, um projeto ou uma organização familiar informal.
Etapas da vida no Gabão
As etapas da vida no Gabão são marcadas pelo registro de nascimento, pela educação, pelo trabalho, pelas responsabilidades familiares, pela velhice e por necessidades de cuidados que mudam com o tempo. O apoio formal está fragmentado entre autoridades públicas, seguro social, serviços de saúde, municípios, ONGs e redes comunitárias. O acesso e a proteção podem variar entre áreas urbanas e rurais, e vários indicadores nacionais se baseiam em dados antigos.
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