A Constituição de 2024 protege no Gabão os direitos de opinião, expressão, comunicação e imprensa, permitindo restrições exigidas pela ordem pública e por outras leis. A Ordonnance 0012/PR/2026 atualiza o Code de la Communication e abrange imprensa escrita, mídia audiovisual, mídia digital, plataformas, blogs, serviços de mensagens e mídia produzida por usuários. As atividades de mídia são, em geral, livres, sujeitas à lei, mas desinformação, discurso de ódio, violência, racismo, tribalismo, xenofobia e violações ilícitas da privacidade são restringidos. O Journal Officiel é a fonte oficial dos textos legais publicados. A Haute Autorité de la Communication (HAC) é a autoridade administrativa independente que regula a mídia. Ela trata de autorizações para transmitir, distribuir ou publicar; controla frequências; define condições para criar e operar veículos de comunicação; supervisiona cotas de programação e regras de publicidade; e pode receber reclamações ou agir por iniciativa própria. As sanções podem incluir advertência, notificação formal, suspensão, proibição ou retirada de autorização ou carteira profissional. A Ordonnance 0013/PR/2026 altera o quadro da HAC. Antes de iniciar uma atividade, consulte a HAC sobre os procedimentos atuais de autorização, reclamação e carteira profissional. A imprensa gabonesa tem mais de 60 títulos impressos registrados em relatos, embora seja necessário confirmar a situação atual, a propriedade, a circulação, o preço e o alcance local de cada veículo. O L’Union é apontado como o único diário nacional, ao lado de semanários privados como Échos du Nord, La Loupe, L’Aube e Le Temps. O jornalismo on-line está crescendo; entre os sites citados com frequência estão Gabonreview, Gabon Media Time e Gabonactu. Não se deve presumir a situação jurídica, a propriedade ou a cobertura atual desses veículos pelo nome ou por uma lista antiga. A radiodifusão combina rádio e televisão públicos e privados, transmissão terrestre, satélite, televisão paga e distribuição on-line. Gabon Première é o principal serviço nacional de televisão e pertence à linhagem da Gabon Télévisions, anteriormente associada à RTG; sua missão pública abrange informação, educação e entretenimento. Gabon 24 oferece notícias contínuas bilíngues em francês e inglês e está disponível no Gabão por meio da Canal+ Afrique e da Satcon. A cobertura efetiva varia conforme a área e o método de distribuição. Há streaming por serviços globais on-line, transmissões de emissoras e vídeos em redes sociais, mas não há um inventário nacional confiável de serviços, preços ou catálogos específicos do Gabão. O acesso depende de dados móveis ou banda larga fixa, dispositivo adequado, eletricidade, meios de pagamento e disponibilidade territorial do serviço. Direitos autorais, regras de privacidade e termos da plataforma se aplicam a materiais transmitidos e carregados. No primeiro trimestre de 2026, a ARCEP informou 2.405.614 assinaturas declaradas de internet. As assinaturas móveis representavam 94,43% e as fixas, 5,57%; 94,436% foram classificadas como de alta velocidade e 5,563% como de velocidade muito alta. As participações informadas pelas empresas foram: Moov Africa Gabon Telecom Mobile, 53,850%; Airtel Gabon, 40,585%; Moov Africa Gabon Telecom Fixe, 3,019%; GVA, 2,544%; e GBM, 0,003%. Assinaturas não equivalem a pessoas únicas, e o denominador de penetração usa uma referência censitária antiga. A ARCEP abrange comunicações eletrônicas, empresas, infraestrutura, qualidade e concorrência. Os preços de dados, fibra, celular, televisão e imprensa variam conforme a empresa e o veículo, sem uma tabela nacional confiável estabelecida. As regras de comunicação do Gabão também abrangem redes sociais, blogs, mensagens e mídia de usuários. As pessoas têm direitos de retificação, atualização e apagamento, além do direito de resposta, que, conforme o quadro citado, deve em geral ser exercido em até 48 horas. Os deveres incluem identidade, privacidade, propriedade intelectual, imagem, honra, proteção infantil e segurança de dados. Em caso de grave perturbação viral, um juiz pode ordenar restrições graduais a conteúdo ilegal por até 72 horas, conforme a regra pesquisada. A representação enganosa de identidade e o uso indevido de inteligência artificial podem gerar responsabilidade criminal. A maioridade digital é aos 16 anos. É proibido criar uma conta ou perfil para menores de 16 anos, salvo em contextos educacionais ou científicos especificados, com consentimento dos pais. Os provedores de conteúdo devem proteger menores de 18 anos contra pornografia, aplicar verificação de idade, usar configurações padrão que limitem o contato com menores, filtrar recomendações prejudiciais de inteligência artificial e apresentar relatórios trimestrais. O apoio prático à educação para a mídia, ao combate ao assédio virtual e à segurança on-line continua fragmentado; não foi confirmada uma instituição nacional de mídia para jovens. O jornalismo pode ser exercido em uma redação pública ou privada, em um veículo on-line, como profissional independente ou em produção audiovisual. Jornalista é quem coleta, processa e divulga regularmente informações por um veículo ou por conta própria; a produção e edição digital independente regular também podem se enquadrar na comunicação digital profissional. Jornalistas têm direitos de acesso e divulgação, mas devem verificar a exatidão, proteger a privacidade e o direito à imagem, respeitar a honra e a propriedade intelectual, proteger crianças, proteger dados e identificar adequadamente fontes e responsabilidade editorial. Acesso a fontes oficiais, segurança pessoal, intimações, autocensura e fragilidade econômica continuam sendo riscos práticos. As pessoas participam consumindo, comentando, publicando, compartilhando, usando rádios comunitárias autorizadas, apresentando reclamações ou exercendo o direito de resposta. A HAC pode ser procurada por uma pessoa ou organização afetada e também pode agir por iniciativa própria. As regras visam pluralismo e acesso político igualitário, mas desigualdades de conectividade, intimidação, concentração de propriedade, aplicação de regras pelas plataformas e desinformação podem limitar a participação. O francês é a língua oficial de trabalho; pode haver mídia em línguas locais, mas não há um inventário nacional confiável nem avaliação de cobertura. Não existe um serviço público único chamado “Mídia” nem cobertura universal nacional da mídia.
Meios de comunicação no Gabão
O Gabão tem um sistema formal de meios de comunicação que abrange imprensa, radiodifusão, mídia digital, streaming, plataformas, blogs, mensagens e conteúdo criado por usuários. Televisão e rádio têm amplo alcance, enquanto o uso da internet é fortemente móvel e o acesso varia conforme localização, conectividade, dispositivo, renda e idioma. A Constituição e as leis de comunicação protegem os direitos ligados à mídia, sujeitos a regras sobre ordem pública, privacidade, discurso de ódio, desinformação e outros conteúdos ilícitos.
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