A escolha de parceiros e o namoro no Gabão geralmente ocorrem de forma privada ou em contextos familiares, tradicionais ou religiosos. Não foi identificada uma instituição pública estatal de namoro ou formação de casais. Os casais podem ficar noivos, morar juntos, casar segundo a prática tradicional, registrar o casamento civilmente, realizar uma cerimônia religiosa ou combinar vários desses caminhos. O casamento civil é registrado em uma mairie ou em um centre d’état civil. Em geral, o casal apresenta o pedido no cartório de registro civil ligado à residência ou ao local de permanência, publica os proclamas e recebe uma certidão de publicação. O casamento deve ocorrer no prazo de um mês após a emissão dessa certidão. Dois adultos comparecem como testemunhas, e o registro do casamento indica se o casal escolheu monogamia ou poligamia e identifica o regime matrimonial. As taxas locais de registro civil variam, e não foi confirmada uma tabela nacional única. Em geral, ambos os parceiros devem ter pelo menos 18 anos. Uma dispensa presidencial ou da Cour de Cassation pode ser aplicável por motivo grave. É necessário o consentimento pessoal; violência ou ameaças podem invalidar o casamento. Casamento tradicional sem consentimento ou casamento abaixo da idade legal são puníveis criminalmente. A Constituição de 2024 descreve o casamento como união entre duas pessoas de sexos diferentes. Relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo foram descriminalizadas em 2020, mas não foi identificado um caminho equivalente de casamento civil para casais do mesmo sexo. O casamento formal cria deveres de vida em comum, respeito, proteção, fidelidade, apoio e assistência mútuos. Os cônjuges administram juntos a casa e a família, escolhem em conjunto a residência conjugal e contribuem para as despesas domésticas de acordo com seus recursos. Cada cônjuge pode exercer uma profissão e manter uma conta bancária pessoal. Quando há perigo ou violência, um tribunal pode permitir que um cônjuge viva separado com os filhos como medida de proteção. O casamento pode ser monogâmico ou poligâmico, conforme a escolha registrada civilmente pelo casal. A pesquisa EDSG 2019–2021 informou que 6% das mulheres de 15 a 49 anos que viviam em união tinham uma coesposa e que 5% dos homens de 15 a 49 anos tinham pelo menos duas esposas ou parceiras, proporções inferiores às registradas anteriormente. Esses números descrevem padrões populacionais, não o estado jurídico de um casal específico. União de facto (union libre) significa coabitação como casal sem casamento. Pode produzir efeitos jurídicos depois de mais de dois anos consecutivos quando nenhum dos parceiros tem outro casamento, sujeita aos requisitos de prova aplicáveis e a exceções, entre elas a apresentação da mulher à família ou aos pais do homem. Não cria automaticamente comunhão de bens nem todos os deveres mútuos do casamento. Depois de mais de dois anos, pode haver assistência médica recíproca sujeita a limitações, e contribuições não remuneradas para o lar podem fundamentar compensação quando a relação termina. Relação extraconjugal sem coabitação (liaison irrégulière) é uma relação sexual sem domicílio comum e, em geral, não produz efeitos jurídicos. Os números da EDSG 2019–2021 para mulheres de 15 a 49 anos registraram 31,2% morando juntas, 17% casadas, 41,3% nunca casadas, 48,2% casadas ou vivendo em união, 9,2% separadas ou sem coabitação, 0,4% divorciadas e 0,9% viúvas. Os parceiros podem obter serviços de saúde sexual e reprodutiva por meio das estruturas do Ministério da Saúde e dos canais apoiados pelo UNFPA. Os métodos disponíveis incluem preservativos, pílulas, injetáveis, implantes e dispositivos intrauterinos. Em 2021, 33% das mulheres em união tinham necessidade não atendida de planejamento familiar; o uso de contracepção moderna era de 17%, contra 24% em 2012. Os métodos informados incluíam preservativos masculinos, 12%, e pílulas, 2%; entre mulheres sexualmente ativas fora de uma união, o uso de preservativos era de 28%. O QG Jeune oferece informação, escuta e acesso a serviços; clínicas móveis de 2024 atenderam 12.690 adolescentes e jovens e distribuíram 3.800.000 preservativos. A Lei 006/2021 abrange violência física, sexual, psicológica, patrimonial e econômica cometida por cônjuge atual ou anterior, concubino ou parceiro em união de facto, tenham ou não uma moradia compartilhada. A lei inclui estupro conjugal e violência doméstica. Centros de proteção foram estabelecidos legalmente por decreto em 2021, mas não foram confirmados uma linha telefônica nacional única, um custo padrão ou um prazo fixo de acesso. O repúdio é proibido. Qualquer cônjuge pode pedir divórcio judicial, ou ambos podem requerê-lo por mútuo consentimento. Os fundamentos podem incluir adultério, pelo menos um ano de prisão por infração intencional, abuso ou lesão grave, uso crônico de álcool ou drogas, violação da monogamia, violência familiar, descumprimento grave dos deveres conjugais, ausência declarada ou separação de fato por três anos. Um acordo de mútuo consentimento é analisado e aprovado por um juiz. O divórcio tramita nos tribunais, exige comparecimento pessoal, pode incluir medidas provisórias de proteção e deve ser transcrito no registro civil. Também é possível a separação judicial sem divórcio. O término de uma união de facto não inicia automaticamente um processo de divórcio nem um regime de comunhão de bens.
Relacionamentos amorosos no Gabão
Relacionamentos amorosos no Gabão podem envolver namoro privado, noivado, coabitação ou casamento. União de facto (union libre) significa viver como casal sem se casar; é comum na prática e produz menos efeitos jurídicos automáticos do que o casamento civil. Um casamento pode combinar cerimônias tradicionais, civis e religiosas, mas o ato civil é a principal base dos efeitos jurídicos formais. Consentimento, segurança, saúde sexual e a escolha entre monogamia e poligamia influenciam os direitos e as responsabilidades do casal.
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