O empreendedorismo na Gâmbia abrange preparar, criar, adquirir, gerir, desenvolver, transferir e encerrar uma empresa independente ou atividade por conta própria. As formas jurídicas comuns incluem empresário em nome individual, sociedade geral ou limitada, companhia privada ou pública de responsabilidade limitada, companhia limitada por garantia, companhia externa ou sucursal e cooperativa. O empresário em nome individual não está separado da empresa, pelo que continua pessoalmente exposto às perdas e responsabilidades empresariais. A responsabilidade numa sociedade ou companhia depende da forma jurídica e dos respetivos documentos constitutivos. O Departamento das Companhias e o Registo Geral, sob a tutela do Ministério da Justiça, tratam do registo de empresas e companhias e emitem certificados. Um empresário em nome individual utiliza geralmente o formulário SWR3. Uma sociedade ou companhia utiliza geralmente o SWR7, identificação, número de identificação fiscal e os documentos constitutivos pertinentes. As companhias precisam de uma sede registada na Gâmbia. Uma sociedade também precisa de um contrato de sociedade e do imposto de selo da GRA. Um sócio ou administrador não residente precisa de um agente permanente gambiano. A reserva do nome custa D500 e o registo de empresário em nome individual custa D500. O registo de uma sociedade custa D1.000, com uma taxa de constituição de D5.000 para uma sociedade geral ou D10.000 para uma sociedade limitada. O registo de uma companhia custa D1.000, acrescidos de taxas de constituição entre D10.000 e D25.000, conforme o capital social. A constituição de uma companhia limitada por garantia custa D5.000, e o registo de uma companhia externa custa D1.000. O Ministério da Justiça prevê um prazo de processamento de um dia em Banjul e Kanifing, mas o lançamento completo normalmente demora mais quando são necessários instalações, licenças, autorizações setoriais ou análise ambiental. A Autoridade Tributária da Gâmbia, conhecida como GRA, emite o número de identificação fiscal, regista os tipos de impostos aplicáveis e administra a autoliquidação. O imposto sobre o rendimento das sociedades corresponde ao valor mais elevado entre 27% do lucro líquido, 1% do volume de negócios auditado ou 2% do volume de negócios não auditado. O imposto sobre o valor acrescentado (IVA) é de 15%. O registo para IVA é obrigatório quando as operações tributáveis atingem D2.000.000 por ano e pode ser voluntário a partir de D1.000.000 por ano. Em geral, uma empresa que pretenda cancelar o registo para IVA precisa de dois anos de declarações regulares e de um volume de negócios inferior a D1.000.000 nos doze meses anteriores. As declarações anuais de imposto sobre o rendimento das sociedades ou das pessoas singulares vencem-se a 31 de março. As declarações de imposto sobre o rendimento do trabalho pago à medida que é auferido, IVA, retenção na fonte e benefícios em espécie vencem-se até ao dia 15 do mês seguinte. As declarações de imposto sobre mais-valias vencem-se até ao dia 15 após a transação. A retenção na fonte sobre contratos é de 10% para residentes e 15% para não residentes. O imposto sobre o rendimento do trabalho pago à medida que é auferido aplica-se acima de D3.000 por mês ou D36.000 por ano. O imposto anual sobre a folha salarial de expatriados é de D10.000 para cidadãos da CEDEAO e D50.000 para outras nacionalidades. Um empregador regista-se na SSHFC para os regimes sociais aplicáveis a empregadores e trabalhadores, usando o Certificado de Registo da Empresa e formulários como NFP1, FPS, NPF1 e ICF1. O número de empregador é gerado após o processamento. Em geral, os trabalhadores apresentam os formulários exigidos, identificação, certidão de nascimento e fotografia. A contribuição para o Fundo Nacional de Previdência é de 15% da base salarial contributiva: 5% do trabalhador e 10% do empregador. As contribuições são pagas até ao dia 15 do mês seguinte; o atraso implica uma penalização mensal de 2,5%. As contribuições para o IICF aplicam-se quando o regime abrange o empregador. Uma empresa também precisa de uma licença de funcionamento do Conselho Municipal de Banjul ou do Conselho Municipal de Kanifing, conforme a localização. As aprovações setoriais são emitidas pela autoridade responsável. Entre os exemplos estão o Banco Central para serviços financeiros, o Conselho de Turismo da Gâmbia para o turismo, o Ministério da Agricultura para a agricultura, o Ministério das Pescas e dos Recursos Hídricos para a pesca, o Ministério da Informação e das Infraestruturas de Comunicação para as tecnologias da informação e comunicação e a FSQA para estabelecimentos de alimentos e rações. A Agência Nacional do Ambiente (NEA) pode exigir uma análise ambiental ou avaliação de impacto ambiental quando a atividade possa ter efeitos ambientais negativos. Também podem ser necessárias instalações, documentos de importação e exportação, uma conta bancária comercial e certificados específicos da atividade. A Agência de Promoção de Investimentos e Exportações da Gâmbia, conhecida como GIEPA, apoia o investimento, as exportações e as micro, pequenas e médias empresas. Os seus instrumentos podem incluir apoio à investigação e desenvolvimento, isenções de depósitos de imposto sobre o rendimento, subvenções de contrapartida, estudos de mercado e empréstimos de médio ou longo prazo. O Fundo de Desenvolvimento Empresarial ainda está em desenvolvimento, pelo que o acesso não é garantido. A NEDI oferece formação em empreendedorismo e subvenções ou empréstimos para jovens e mulheres gambianos. O Fundo Empresarial para Mulheres apoia grupos de mulheres com formação e empréstimos em dinheiro a uma taxa de juro simples de 5%, sujeitos à aprovação do comité regional e do Conselho de Administração. As alternativas reguladas pelo Banco Central incluem VISACAs, sociedades financeiras e instituições financeiras fiduciárias. No Inquérito às Empresas do Banco Mundial de 2023, 4% das empresas usaram financiamento bancário para investimento, 71% dependeram de fundos internos, 17% usaram crédito de fornecedores e 7% recorreram a capital próprio. Cerca de 70,5% concorriam com empresas informais e 87% relataram cortes de eletricidade. Atrasos na obtenção de licenças e na importação, bem como eletricidade pouco fiável, podem afetar os custos, os prazos e a capacidade. A GIEPA pode emitir um Certificado de Investimento Especial (SIC) para um investimento de pelo menos US$250.000 num setor prioritário ou numa área prioritária. A isenção fiscal pode durar cinco anos num setor prioritário e até oito anos numa área prioritária. As áreas prioritárias enumeradas incluem a Região Ocidental, exceto a cidade de Brikama, e as regiões do Baixo Rio, Banco Norte, Rio Central e Rio Alto. Uma Licença de Zona de Processamento de Exportação (EPZL) está disponível para uma entidade constituída na Gâmbia. Uma entidade que exporte pelo menos 80% pode obter as isenções enumeradas de imposto sobre as sociedades ou o volume de negócios, IVA, direitos de importação, impostos especiais de consumo, depreciação e impostos municipais. Uma entidade que exporte pelo menos 30% pode receber uma concessão de 10% no imposto sobre as sociedades ou o volume de negócios por cinco anos, além de aconselhamento e apoio ao acesso a mercados de exportação. Os pedidos de SIC e EPZL podem exigir um plano de negócios ou estudo de viabilidade, comprovativo de financiamento, documentos de constituição e registo, número de identificação fiscal, documentos constitutivos, licenças, avaliação ambiental, licença comercial municipal, certificado da SSHFC e certificados de qualidade de exportação, quando exigidos. Um pedido de registo de marca utiliza o formulário M1. A taxa nacional é de D2.500, acrescida de D1.250 por classe; a publicação custa D1.250, podem ser apresentadas oposições durante três meses e a proteção dura dez anos, com possibilidade de renovação. Um nacional gambiano ou uma pessoa domiciliada ou com atividade empresarial na Gâmbia pode utilizar o Sistema de Madrid depois de obter uma marca nacional de base. O nome da empresa, o nome de domínio e a marca oferecem formas diferentes de proteção e exigem verificações separadas. A venda ou transferência de ativos ou ações pode gerar imposto sobre mais-valias e pode exigir atenção a licenças, credores, trabalhadores e obrigações perante a SSHFC. Os investidores elegíveis podem transferir lucros ou dividendos após impostos através do sistema bancário. A propriedade da empresa, os ativos, a propriedade intelectual e as ações só podem ser transferidos em conformidade com a forma jurídica, os documentos aplicáveis, a situação fiscal, as licenças, os créditos dos credores e as obrigações para com os trabalhadores. A informação oficial disponível não fornece uma lista completa e atualizada de procedimentos de dissolução ou liquidação, taxas ou prazos. Por isso, uma empresa que encerre na Gâmbia deve confirmar o procedimento de quitação e entrega de declarações aplicável ao seu caso junto do Registo Geral, da GRA e da SSHFC, considerando a forma jurídica e as responsabilidades específicas. O registo formal é mais acessível em Banjul e Kanifing, enquanto os serviços da GRA e da NEA também se estendem a locais como Brikama, Farafenni, Soma, Basse e Bwiam. As empresas rurais e urbanas enfrentam condições diferentes de acesso a serviços, financiamento, infraestruturas e licenças, mas integram o mesmo sistema empresarial nacional.
Empresas na Gâmbia
Na Gâmbia, uma empresa pode operar como empresário em nome individual, sociedade, companhia, cooperativa ou sucursal de uma empresa estrangeira. A operação formal normalmente exige registo da empresa, número de identificação fiscal, licença municipal de funcionamento e as aprovações setoriais aplicáveis. O registo emite um certificado formal e facilita o acesso a financiamento e a relações comerciais juridicamente exigíveis; sem formalização, a empresa fica sem essas proteções.
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