A Geórgia chama-se Sakartvelo em georgiano. O seu território liga há muito o mar Negro, o Cáucaso, a Anatólia e terras mais a leste. A antiga Cólquida, no oeste, e a Ibéria, também chamada Cartli, no leste, são centrais nos relatos sobre os primórdios do Estado georgiano. O comércio e o contacto ligavam estas terras a civilizações vizinhas. O cristianismo tornou-se uma força importante na Antiguidade Tardia. Mais tarde, igrejas, mosteiros, escrita e arte religiosa ajudaram a preservar a identidade cultural em períodos instáveis. Diferentes terras georgianas estiveram por vezes unidas sob monarcas poderosos. A época medieval, especialmente o período associado ao rei David IV e à rainha Tamar, ocupa um lugar importante na memória nacional. A Geórgia também sofreu invasões repetidas, divisões internas e a rivalidade entre potências maiores. A fragmentação política criou tradições regionais distintas, ao mesmo tempo que enfraqueceu o poder comum. Durante o século XIX, os territórios georgianos foram incorporados no Império Russo. Isso alterou o governo, a educação, a vida urbana e os movimentos políticos, ao mesmo tempo que incentivou novas formas de consciência nacional. Após um breve período de independência estatal, a Geórgia passou a fazer parte da União Soviética. O domínio soviético trouxe industrialização e educação em massa, mas também repressão, política controlada e pressão sobre a vida social e cultural. A Geórgia restabeleceu a independência com a dissolução da União Soviética. O período seguinte incluiu a construção do Estado, dificuldades económicas, conflitos internos, deslocações forçadas, reformas e debate contínuo sobre a identidade e o rumo nacional. A história da Geórgia tem várias perspetivas, não uma narrativa simples. Minorias étnicas e religiosas, diferentes regiões, comunidades deslocadas e povos vizinhos podem recordar o mesmo período de formas distintas.
História da Geórgia
A história da Geórgia vai desde os antigos reinos e o cristianismo primitivo até períodos de unidade, invasão, domínio imperial, governo soviético e independência restaurada. A memória histórica na Geórgia molda profundamente a língua, a religião, a identidade regional, os monumentos e a vida pública.
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