O sistema formal de meios de comunicação inclui órgãos estatais, privados e digitais, mas o pluralismo na prática é muito limitado. O Ministério da Informação, Imprensa e Cultura, cuja sigla é MIPC, supervisiona os principais serviços públicos de radiodifusão. A Direção-Geral responsável pela televisão, rádio e imprensa escrita também tem responsabilidades no setor. A ORTEL regula as telecomunicações, não o próprio setor dos meios de comunicação. A ANCIC, o ministério responsável pelas telecomunicações e pelas novas tecnologias, a Fiscalía e os tribunais têm funções na aplicação da lei e nos processos relacionados com crimes cibernéticos. A emissora pública nacional, RTVGE, domina as notícias na televisão e na rádio. O seu serviço de televisão é geralmente chamado TVGE, e o serviço de rádio chama-se RNGE. A Asonga opera um canal de televisão privado, embora a sua propriedade esteja estreitamente associada à liderança do Estado. Por isso, as notícias atuais são geralmente obtidas através da RTVGE ou da Asonga. O plano do MIPC para 2025 menciona serviços adicionais da TVGE em Bata, estações rurais, expansão da fibra ótica, reparações e formação em tecnologia e jornalismo, mas não foi confirmado que o plano tenha sido plenamente executado. A imprensa escrita funciona ao abrigo da Ley 6/1997 de Prensa, Imprenta y Medios Audiovisuales, que continua indicada como aplicável. Um portal estatal na internet e órgãos como Ébano e Potopoto coexistem com publicações como Ahora EG, Real Guinea Ecuatorial, Mechap e Mofueñ. A atividade da imprensa independente ou privada é esporádica. O acesso à informação do Estado é reconhecido por lei, mas pode ser difícil na prática. Entre as restrições relatadas estão censura prévia, autocensura, despedimento, acesso restrito, ameaças e detenção arbitrária. Também há relatos de jornalistas estrangeiros impedidos de entrar no país. Órgãos independentes na internet podem oferecer alternativas parciais fora do controlo direto do Estado. O streaming e o acesso digital dependem muito da conectividade. A RTVGE e a TVGE oferecem acesso em direto pela internet; a RNGE está em funcionamento em linha desde 13 de fevereiro de 2025; e a TVGE disponibiliza gratuitamente vídeo a pedido. A Canal+ e a DStv oferecem alternativas de televisão pagas. Segundo os dados cartográficos disponíveis da UNESCO, de 2019, a banda larga fixa chegava a apenas cerca de 1,9% dos agregados familiares, pelo que a internet móvel é o principal meio de acesso. Os preços e a disponibilidade atuais dos serviços de streaming por internet não estão confirmados de forma fiável, e o custo dos dados depende do fornecedor, do dispositivo e do pacote. Estimativas de janeiro de 2025 registaram cerca de 1,16 milhões de utilizadores de internet, equivalentes a 60,4% da população, e cerca de 872.000 ligações móveis, equivalentes a 45,5%. Foram registadas cerca de 150.000 identidades nas redes sociais, equivalentes a 7,8%; este número não representa necessariamente pessoas distintas. As redes sociais apoiam o acesso a notícias, a participação pública e as vozes de fora do país, mas as publicações também podem criar riscos de vigilância e sanções. A Constituição reconhece a liberdade de opinião e de expressão e o sigilo das comunicações. A Ley 7/2024 sobre redes sociais e cibercriminalidade exige comunicações verdadeiras e proíbe o uso indevido de identidade, ameaças, discurso de ódio, notícias falsas e transferências de conteúdos que violem direitos de autor. Um tribunal pode ordenar uma retratação. Dependendo da conduta e das suas consequências, crimes relacionados com notícias falsas podem ser punidos com dois a quatro anos de prisão e uma multa de 5 a 50 milhões de F.CFA. A divulgação de notícias falsas que cause danos à reputação pode ser punida com três a seis anos e a mesma faixa de multa. Casos que envolvam ódio, violência ou perigo para o Estado ou para a saúde pública podem ser punidos com dez a vinte e cinco anos de prisão e multas de 100 a 500 milhões de F.CFA. Em geral, a preservação e a interceção de dados exigem uma ordem judicial. O uso dos meios de comunicação por crianças é regulado pela Ley 7/2024. Uma criança com menos de 14 anos precisa do consentimento dos pais ou do tutor para aceder às redes sociais. A publicação de dados ou contribuições de um menor exige consentimento explícito, e imagens ou vídeos de outras pessoas também dependem de consentimento. A educação para os meios de comunicação e a segurança é obrigatória no ensino primário, secundário, profissional e superior. Os organismos governamentais, as escolas, as famílias, as plataformas e os fornecedores de internet têm deveres relacionados de proteção ou sensibilização. A pornografia infantil e outros crimes cibernéticos são crimes. As pessoas podem obter informações através da RTVGE, RNGE, Asonga, redes sociais, revistas digitais e serviços estrangeiros de televisão por satélite ou por cabo. A lei prevê uma linha telefónica de informação e um canal de denúncia em linha através do ministério das telecomunicações, enquanto as queixas criminais devem ser apresentadas às autoridades competentes. O bloqueio de plataformas deve incluir uma notificação e a possibilidade de contestar a medida. Não foi confirmada de forma fiável a existência de um organismo independente para queixas sobre os meios de comunicação. O serviço de vídeo a pedido da TVGE é gratuito, enquanto a televisão paga e os dados móveis têm custos que dependem do fornecedor. A lei entrou em vigor 90 dias após a publicação no diário oficial. Não foram estabelecidas taxas ou prazos-padrão fiáveis para constituir uma empresa de comunicação social, obter acreditação ou conseguir uma licença local de radiodifusão.
Meios de comunicação na Guiné Equatorial
Os meios de comunicação na Guiné Equatorial incluem imprensa, rádio, televisão, streaming e redes sociais, mas as notícias nacionais continuam fortemente dominadas pelo Estado. A RTVGE e os seus serviços de televisão e rádio são os principais canais de notícias nacionais, enquanto a televisão por satélite, por cabo, a internet móvel e as redes sociais oferecem acesso adicional. Existem proteções legais à liberdade de expressão, mas também censura, riscos de vigilância e penas criminais para certas condutas em linha.
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