Os terremotos representam um risco significativo em todo o Haiti, com preocupação especial perto das zonas de falha Enriquillo-Plantain Garden e Septentrional. Os terremotos de magnitude 7,0 em 2010 e de magnitude 7,2 em Nippes em 2021 mostraram como terremotos podem desencadear deslizamentos, liquefação do solo e risco de tsunami em algumas áreas costeiras. O departamento de Ouest, incluindo Port-au-Prince, Carrefour, Delmas e Pétion-Ville, tem exposição especialmente alta porque ali se concentram muitas pessoas, edifícios, serviços e atividades econômicas. Os departamentos de Sud, Grand’Anse, Nippes, Nord e Nord-Ouest também enfrentam altos riscos de furacões, inundações e necessidades de abrigo. O sistema formal de gestão de desastres do Haiti é o SNGRD, o sistema nacional de gestão de riscos e desastres. A DGPC, também chamada de DPC em algumas fontes, coordena o trabalho nacional sob o Ministério do Interior e das Coletividades Territoriais. Entre os órgãos departamentais, comunais e locais estão CDPC, CCPC e CLPC, enquanto o SPGRD apoia o sistema. Suas redes e voluntários treinados oferecem capacidade local, mas não garantem assistência imediata em todas as comunidades. As autoridades municipais e delegações locais realizam medidas conforme a situação e a capacidade disponível. A UHM e o CNM emitem alertas meteorológicos e hidrometeorológicos por meio de Météo-Haïti e CNM-Vigilance. Os alertas podem usar níveis amarelo, laranja ou vermelho e indicar perigos como ciclones, chuvas intensas, tempestades, ondas costeiras e inundações. A DGPC e o sistema de alerta precoce SAPMAH também usam rádio, SMS e canais localizados de alerta. Um roteiro validado em março de 2025 apoia a ampliação da cobertura de alertas precoces; um teste de 50.000 mensagens em Cap-Haïtien foi seguido por mais de 100.000 mensagens preventivas sobre inundações. A cobertura nacional de difusão celular foi planejada, mas ainda não está estabelecida como completa; portanto, verifique os boletins oficiais atuais e canais confiáveis de rádio ou celular. Um plano doméstico deve indicar um lugar seguro, um abrigo local ou refúgio seguro e uma forma de contatar parentes quando as redes estiverem funcionando. Proteja documentos de identidade e outros papéis essenciais e mantenha-os junto com água, alimentos, medicamentos prescritos, lanterna, bateria portátil carregada e kit de primeiros socorros. Reforce telhados e janelas quando possível e evite áreas propensas a inundação, zonas costeiras e encostas instáveis. O Haiti não publica uma garantia nacional confiável de disponibilidade de abrigos, e o acesso depende da capacidade local e do perigo atual. Quando um alerta oficial for emitido, siga as instruções da DGPC, DPC, CDPC, CCPC, CLPC ou das autoridades locais e vá para um local ou abrigo mais seguro quando receber essa orientação. Após um terremoto, evite edifícios danificados, encostas instáveis e áreas costeiras ou inundadas, pois podem ocorrer novos desabamentos, deslizamentos e ondas. O serviço de ambulância de emergência CAN pode ser contatado pelo número 116, gratuitamente, embora estradas danificadas, combustível limitado, interrupções de rede e insegurança local possam atrasar a assistência. CONATEL, Digicel e Natcom podem apoiar canais móveis de alerta, enquanto a Cruz Vermelha Haitiana, agências das Nações Unidas e organizações não governamentais complementam os serviços públicos. Em geral, a evacuação prioriza pessoas em zonas expostas a inundações, áreas costeiras e encostas instáveis. O Haiti não dispõe de um direito uniforme nacional à evacuação nem de um cronograma único fixo; os órgãos responsáveis, abrigos disponíveis e acesso seguro dependem do perigo e da capacidade local. A assistência de emergência também depende de avaliações de danos e necessidades, vulnerabilidade e suprimentos disponíveis. Não existe pagamento universal por desastre nem data fixa nacional para indenizações, e os requisitos de registro ou comprovantes variam localmente. No âmbito do SNGRD, cabe ao Estado a responsabilidade por prevenção, alerta, resgate, evacuação e recuperação. Na prática, espera-se que as pessoas sigam alertas e instruções oficiais de evacuação, evitem perigos conhecidos e comuniquem danos. O MTPTC participa da avaliação de danos a estradas, pontes e edifícios, enquanto autoridades públicas, parceiros humanitários e de desenvolvimento apoiam avaliações de danos, desobstrução, abrigo, moradia e restauração de serviços essenciais. A recuperação pode levar semanas ou anos e depende de financiamento, acesso e escala dos danos. Entre 2012 e 2020, projetos anteriores restauraram 120 quilômetros de estradas, seis pontes e sete abrigos rurais no Sud; os projetos anunciados ou em andamento incluem 20 refúgios seguros multifuncionais em cinco departamentos, enquanto cinco escolas em Nippes têm servido como abrigos. Esses projetos não demonstram cobertura nacional.
Desastres no Haiti
O Haiti enfrenta riscos importantes de terremotos, tempestades tropicais e furacões, chuvas intensas, inundações, alagamentos costeiros, deslizamentos e seca. Cerca de 96% da população enfrenta pelo menos um perigo geológico ou relacionado ao clima. Desastres podem causar desabamento de edifícios, danos a estradas e pontes, interrupção de serviços de água, saneamento e eletricidade, evacuação e necessidade urgente de abrigo.
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