A Lei n.º 61/2011 estabelece o íslenska como língua nacional e oficial da Islândia e exige o seu uso e desenvolvimento em toda a sociedade. O Alþingi, os tribunais, a administração estatal e municipal, as escolas e os serviços públicos funcionam principalmente em islandês. Os organismos públicos devem usar uma linguagem clara, simples e compreensível. Os municípios definem as suas próprias políticas linguísticas e regras para a comunicação noutras línguas, pelo que o acesso prático pode variar entre instituições. A Íslensk málnefnd aconselha o Estado sobre política linguística. As suas regras oficiais de ortografia, Ritreglur Íslenskrar málnefndar, aplicam-se ao ensino escolar e às publicações estatais; as regras atuais foram publicadas em 2016 e 2018. A Stofnun Árna Magnússonar í íslenskum fræðum apoia o desenvolvimento de terminologia, dicionários, corpora linguísticos e tecnologia da língua. O islandês está estreitamente ligado às sagas, à literatura, à terminologia nacional e ao património cultural. A RÚV tem o dever legal de apoiar o islandês, a história e o património cultural islandeses, e espera-se que os fornecedores de meios de comunicação promovam a língua. Os conteúdos audiovisuais em línguas estrangeiras recebem, em geral, legendas ou dobragem em islandês. Na Islândia existem diferenças regionais de pronúncia e também de vocabulário, flexão e estrutura frásica. Há, por exemplo, modos de falar associados a Reykjavík e Akureyri, aos Westfjords e a Hornafjörður. Estas diferenças não constituem línguas oficiais regionais; o padrão nacional continua a ser o islandês em todo o país. O Íslenskt táknmál é a língua minoritária tradicional das pessoas que dela dependem, incluindo crianças. A investigação da Árnastofnun estima que existem aproximadamente 200 a 300 falantes nativos. O Estado e os municípios devem apoiar a sua preservação, desenvolvimento, uso e acessibilidade. A Málnefnd um íslenskt táknmál tem cinco membros com mandatos de quatro anos. A Língua Gestual Islandesa é uma forma de expressão equivalente na comunicação interpessoal, e os organismos públicos devem prestar os serviços de língua gestual necessários. O braille islandês é a primeira língua escrita das pessoas que dele dependem. O polaco, o espanhol, o árabe, o inglês e outras línguas são usados em contextos de migração e família. Em 2025, a Islândia tinha 73 795 imigrantes, correspondentes a 18,9% da população; as pessoas da primeira e segunda gerações, em conjunto, representavam 21%. O polaco era o maior grupo de línguas de origem, com 22 925 imigrantes, ou 31,1% de todos os imigrantes. No ano letivo de 2024, 7 661 alunos, ou 16,2%, tinham outra língua materna; as mais comuns eram o polaco, com mais de 2 200 alunos, o espanhol, com mais de 600, o árabe, com pouco menos de 600, e o inglês, ligeiramente abaixo desse número. Estes valores dizem respeito à língua materna ou familiar, não a todas as línguas faladas pela população. As escolas ensinam islandês como segunda língua e apoiam os alunos cuja primeira língua é outra. Sempre que possível, também podem apoiar a continuidade do uso da língua familiar. O domínio do islandês está associado à participação democrática ativa no Currículo Nacional. O apoio concreto depende da escola, do município e da implementação local. As pessoas que não falam islandês devem poder tratar de assuntos importantes e compreender os documentos relevantes, mas o inglês ou outra língua não têm o mesmo estatuto legal que o islandês. Os tribunais devem disponibilizar interpretação ou interpretação em língua gestual quando a lei processual o exige. A política para a Língua Gestual Islandesa de 2024–2027 abrange a aquisição da língua, a investigação e preservação, as atitudes positivas, a expansão das áreas de uso, o quadro jurídico e a tecnologia linguística. A Lei n.º 61/2011 não estabelece uma taxa geral para os utilizadores nem um prazo geral de processamento para o acesso linguístico. Os serviços de língua gestual são da responsabilidade do Estado e dos municípios, e a lei não estabelece uma taxa geral para esses serviços. Os cursos locais, a tradução e outro apoio dependem do prestador ou do município; as informações disponíveis não estabelecem um preço ou prazo de processamento único para todo o país.
Língua na Islândia
O islandês (íslenska) é a língua nacional e oficial da Islândia. É usado em toda a administração pública, nos tribunais, nas escolas e nos serviços públicos, assim como nos meios de comunicação e na vida cultural. As diferenças regionais na fala não criam línguas administrativas distintas. A Língua Gestual Islandesa (Íslenskt táknmál) tem estatuto protegido de língua minoritária e permite o acesso a quem dela depende.
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