As compras do dia a dia na Mauritânia fazem-se habitualmente em boutiques, mercados abertos, lojas de proximidade e feiras ou pontos de venda sazonais do Ramadão. A disponibilidade e os preços dos alimentos mudam consoante as condições do mercado e as estações. Os produtos de higiene pessoal e doméstica são vendidos em boutiques, farmácias e lojas locais; fora dos principais centros urbanos, o acesso e a variedade são mais limitados. O MCT acompanha os mercados, o abastecimento, os preços e a proteção do consumidor, mas não foi confirmado um horário comercial nacional uniforme nem uma prática geral de devoluções. A roupa encontra-se em mercados, alfaiates e artesãos. Em Nouakchott, o Marché des melhafa e o mercado central são locais relevantes para vestuário e têxteis. Os termos locais incluem melhafa e dra'a. Os artigos prontos a vestir costumam estar disponíveis de imediato; os artigos feitos por medida exigem mais tempo. A regateação é comum nos mercados, e não foi confirmada uma norma nacional única para tamanhos, ajustes e devoluções. Os produtos locais também incluem têxteis, joalharia, tapetes, artigos de couro e artigos de fibra de palmeira. A tecnologia e o equipamento doméstico são vendidos em lojas especializadas, pequenos retalhistas, importadores e vendedores informais. Os produtos podem incluir eletrónica, material elétrico, máquinas, ferramentas e peças sobresselentes. Para categorias de importação como eletrónica, têxteis, cosméticos, mobiliário e brinquedos, o importador pode precisar de um certificado ao abrigo do Programme de Vérification de la Conformité (PVCM). Este certificado diz respeito ao processo de importação; não constitui automaticamente uma garantia para o consumidor final. Pergunte ao vendedor pela fatura, garantia, peças sobresselentes e serviço pós-venda, frequentemente designado SAV. A reparação e a cobertura da garantia não estão disponíveis de forma uniforme na Mauritânia. As compras em linha têm enquadramento jurídico na Lei 2018-022, mas o setor continua numa fase inicial e fragmentada. Dados do eT Ready registaram compras em linha por menos de 2% das pessoas com 15 anos ou mais em 2021. A utilização da internet atingiu 58,8% em 2021, enquanto a cobertura 4G foi indicada como sendo de 53% em 2022. As plataformas e os serviços de entrega locais continuam limitados. Como não há moradas de rua formais disponíveis de forma consistente, os vendedores podem recorrer a um bairro, número de telefone, geolocalização, ponto de recolha ou estação de correios. As compras transfronteiriças também envolvem alfândega, impostos e logística internacional. O dinheiro em numerário continua a ser central. Um inquérito empresarial do eT Ready de 2023 registou pagamentos móveis em 37% dos pagamentos feitos no momento da encomenda, transferências bancárias em 25% e cartões em 20%. Para pagamentos na entrega, o inquérito registou dinheiro em numerário em 51% e pagamento móvel em 34%. A entrega foi o método de execução escolhido por 83,8% dos consumidores, face a 16,2% que pagaram antecipadamente. O BCM regula os serviços de pagamento, enquanto o GIMTEL apoia a interoperabilidade dos pagamentos. A RASSIDY é uma carteira digital aprovada pelo BCM, que permite guardar dinheiro, transferir e pagar sem conta bancária. A Moov Money opera ao abrigo da licença BCM 23GR2023 e oferece acesso por aplicação e USSD; a abertura de conta é gratuita, e o prestador aceita um NNI ou título de residência. Outras comissões dependem do prestador. Alguns comerciantes aceitam pagamentos por QR e pagamentos móveis de faturas ou impostos. Nas compras em linha, o vendedor deve identificar a empresa e a morada, descrever as características essenciais do produto, apresentar um preço TTC que inclua impostos, encargos e entrega, indicar o método de pagamento e entrega e prestar informação sobre garantia, SAV, reclamações, devoluções e reembolsos. Antes de confirmar, o comprador pode rever e corrigir a encomenda. Em geral, a lei prevê um prazo de retratação de 10 dias úteis a contar da receção do produto. Normalmente, o consumidor paga os custos de envio da devolução. O reembolso é devido no prazo de 10 dias úteis após o produto devolvido chegar ao vendedor, sujeito ao limite legal geral de 30 dias. Há exceções para produtos personalizados, perecíveis e software ou suportes de dados não selados. O comprador não é obrigado a pagar por um produto não solicitado. Produtos não conformes ou entregas que ultrapassem o prazo acordado podem dar direito a devolução e reembolso. Se o vendedor não puder fornecer um produto encomendado, deve avisar o comprador o mais tardar 24 horas antes da entrega acordada. Apresente primeiro a reclamação ao vendedor e guarde os registos da encomenda, do pagamento e da entrega. Se o vendedor não resolver o problema, contacte os serviços de proteção do consumidor ou de controlo económico; o MCT mantém pontos regionais de denúncia. Não foi confirmado qualquer provedor privado de compras. O Decreto 2012-157 proíbe a importação, o fabrico, a venda e a utilização de sacos de plástico flexíveis. Existem alternativas reutilizáveis, mas a disponibilidade é desigual; não foi confirmado um sistema nacional de rótulo ecológico, reparação, segunda mão ou retoma. A política de artesanato local e o acesso ao mercado estão associados ao MFPAM.
Compras na Mauritânia
Na Mauritânia, as compras fazem-se em boutiques, mercados ao ar livre, lojas de bairro, farmácias, lojas especializadas, junto de artesãos e num setor em linha pequeno, mas em desenvolvimento. Nouakchott e Nouadhibou oferecem a maior variedade; noutras wilayas, predominam lojas e mercados locais. Os preços, a disponibilidade, os métodos de pagamento, as entregas e as devoluções variam conforme o vendedor, o local, a estação e o produto.
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