O artigo 13.º da Constituição da Moldávia estabelece o romeno como língua do Estado. A Lei LP52/2023 substituiu a formulação legal «língua moldava» por «língua romena»; a antiga lei linguística de 1989 foi posteriormente considerada obsoleta, e a legislação anterior que a substituiu foi revogada. Os direitos linguísticos atuais decorrem, por isso, de várias fontes, incluindo a Constituição, a lei sobre os direitos das pessoas pertencentes a minorias nacionais, a legislação sobre educação e meios de comunicação, as regras eleitorais e a lei da autonomia. O Estado protege o russo e outras línguas faladas na Moldávia, mas estas não são línguas oficiais nacionais em igualdade com o romeno em todos os setores. O recenseamento da população e habitação de 2024 permitiu a autodeclaração livre da língua. Entre os inquiridos que responderam à pergunta sobre a língua materna, 48,1% declararam moldavo, 31,8% romeno, 11,6% russo, 3,6% gagauz, 3,0% ucraniano, 1,2% búlgaro e 0,3% romani. Quanto à língua habitualmente falada, os valores foram 45,0% moldavo, 33,7% romeno, 15,9% russo, 2,2% gagauz, 2,1% ucraniano, 0,8% búlgaro e 0,3% romani. Estes números descrevem declarações pessoais e o uso quotidiano; não alteram o estatuto constitucional do romeno. O russo também é uma língua de comunicação amplamente usada nas cidades, no trabalho e no dia a dia, e 68,2% declararam conhecê-lo, em comparação com 87,5% para moldavo ou romeno e 13,4% para inglês. Os padrões regionais afetam o acesso prático. Nas áreas urbanas, 37,7% declararam o romeno como língua materna, enquanto nas áreas rurais 60,5% declararam o moldavo. O russo era a língua habitualmente falada por 26,9% dos residentes urbanos e por 45,0% em Bălți. Na UTA da Gagáuzia, uma unidade territorial autónoma, 48,8% falavam habitualmente gagauz e 47,3% russo. Em Taraclia, 48,9% falavam habitualmente búlgaro. Os números do recenseamento abrangem a população residente habitual registada e não devem ser entendidos como uma classificação de dialetos. As pessoas pertencentes a minorias nacionais podem usar oralmente e por escrito a sua língua, receber informações e publicar materiais, bem como manter atividades culturais e educativas. Ao contactar autoridades públicas, podem dirigir-se aos funcionários em romeno ou russo e pedir uma resposta na língua escolhida. Nas áreas com uma população minoritária significativa, pode ser usada uma língua minoritária local adicional, mas o serviço efetivamente prestado depende da autoridade, do pessoal, da capacidade de tradução e da localização. Os avisos públicos, os nomes de lugares e instituições, as informações de segurança e as informações de saúde são geralmente disponibilizados em romeno, com outras línguas locais quando as regras e a capacidade local o permitem. A UTA da Gagáuzia tem um estatuto especial ao abrigo da Lei LP344/1994. O seu quadro local usa o romeno, o gagauz e o russo, embora alguns textos jurídicos locais ainda contenham o termo mais antigo «moldavo». O gagauz tem proteção jurídica, mas a sua disponibilidade prática continua a ser ampliada. O plano de ação nacional para 2026–2027 abrange desde jardins de infância até ao ensino superior, materiais didáticos, formação de professores, programas de verão, recursos digitais gratuitos, cursos para adultos dos níveis A1 a C2, investigação e ensino multilingue de disciplinas. Um projeto-piloto de 2024–2025 abrangeu 64 turmas e 1.060 alunos, mas estas medidas ainda não criam serviços em língua gagauz plenamente equivalentes em todas as instituições. O ensino é normalmente ministrado em romeno. O sistema educativo também disponibiliza percursos em russo e romeno e pode oferecer ucraniano, gagauz, búlgaro, hebraico, iídiche e outras disciplinas ou programas, conforme a capacidade institucional. O romeno é obrigatório no ensino em línguas minoritárias. O programa nacional de acesso ao romeno para 2026–2028 é financiado pelo Estado e gratuito para os participantes, incluindo adultos, comunidades minoritárias, funcionários públicos, pessoas que regressam, refugiados, pessoas deslocadas e outros interessados. Oferece cursos A1, A2 e B1 presenciais e em linha, com certificados associados ao Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Os manuais estão disponíveis através de modalidades de empréstimo a preço acessível. O acesso aos meios de comunicação é multilingue, mas não está distribuído de forma uniforme. Nos termos do Código dos Serviços de Comunicação Audiovisual LP174/2018, os programas locais incluem geralmente pelo menos 80% de conteúdo em romeno, enquanto as áreas em que uma minoria representa pelo menos 25% da população têm um limiar diferente para conteúdo em romeno. Os programas noutras línguas incluem normalmente tradução para romeno, com exceções para programas locais, conteúdos de aprendizagem de línguas e videoclipes. Os filmes são frequentemente dobrados ou legendados em romeno, e as emissoras têm de cumprir quotas de música romena, incluindo música da Moldávia. A Teleradio-Moldova e a GRT, a emissora pública regional da Gagáuzia, ilustram a distribuição distinta de programação em romeno, gagauz, russo e búlgaro. A participação cultural inclui literatura em línguas minoritárias, investigação, meios de comunicação locais, organizações comunitárias e a disciplina «Istoria, cultura și tradițiile». O russo dispõe de uma infraestrutura cultural e mediática de grande dimensão, enquanto a atividade em ucraniano, búlgaro e romani é mais frequentemente comunitária ou educativa. Nas eleições, os boletins de voto são geralmente em romeno. Os órgãos eleitorais podem disponibilizar línguas adicionais mediante pedido, e a Comissão Eleitoral Central pode usar russo, gagauz, ucraniano, búlgaro e romani em materiais informativos. Isto não cria um direito automático a todas as línguas em cada assembleia de voto. O Parlamento, o Tribunal Constitucional, o Governo, o Gabinete das Relações Interétnicas, o Ministério da Educação e Investigação, as autoridades locais, as instituições autónomas, o Conselho do Audiovisual, os órgãos eleitorais e o Serviço Nacional de Estatística cobrem partes diferentes do sistema. O acesso linguístico depende, portanto, tanto da regra formal como da região, da instituição, do pessoal disponível e dos meios de tradução.
Língua na Moldávia
O romeno é a língua oficial do Estado da Moldávia, enquanto o russo, o gagauz, o ucraniano, o búlgaro e o romani têm papéis regionais ou comunitários importantes. O recenseamento de 2024 registou tanto a língua materna autodeclarada como a língua habitualmente falada; por isso, «moldavo» é uma categoria censitária, não uma língua oficial do Estado distinta. O acesso linguístico varia por região: o russo é amplamente usado nas cidades, o gagauz na UTA da Gagáuzia e o búlgaro em Taraclia.
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