Uma amizade pessoal pode desenvolver-se através de contacto direto e voluntário ou num contexto partilhado, como uma escola, centro juvenil, Child Friendly Space, atividade desportiva, jogo tradicional, dança, teatro, música, artes, formação profissional ou atividade comunitária. Comissões juvenis, grupos de mulheres e jovens, organizações comunitárias, comités de desenvolvimento de aldeias e outras plataformas comunitárias podem criar oportunidades de contacto regular, tutoria entre pares e apoio social. Um Child Friendly Space é um espaço supervisionado onde as crianças podem participar em atividades seguras e receber encaminhamentos quando necessário. As amizades são normalmente mantidas através de conversas regulares, encontros, atividades partilhadas e apoio prático. Escolas, professores, associações de pais e professores, responsáveis pelos gabinetes de apoio a crianças, centros juvenis e programas comunitários podem apoiar relações seguras entre pares. O apoio psicossocial e de saúde mental, frequentemente abreviado como MHPSS, pode estar disponível através de centros juvenis, Child Friendly Spaces, escolas e plataformas comunitárias. Um relatório de programa de 2025 registou 11 626 pessoas abrangidas em novembro e 111 759 ao longo do ano por centros juvenis comunitários e Child Friendly Spaces; estes valores descrevem o alcance do programa, não o número de amizades no Sudão do Sul. A amizade privada não tem candidatura, taxa, duração, período de espera, registo ou procedimento de saída prescritos. Os programas estruturados podem aplicar os seus próprios critérios de idade, localização, proteção e parceria; o acesso pode variar entre estados, condados, payams, bomas e aldeias. Insegurança, deslocação, inundações, estradas em más condições, pobreza, financiamento limitado, mobilidade condicionada pelo género, assédio e normas sociais podem dificultar o contacto regular. O telefone, o transporte e as atividades de lazer também podem ter custos, embora não exista uma tarifa nacional para a amizade. A Constituição de Transição protege a privacidade, a reunião e associação pacíficas, a circulação e residência e o bem-estar, lazer e proteção das crianças. Uma amizade não cria um contrato nem obriga a manter contacto. Cada pessoa deve respeitar o consentimento, os limites, a não violência e os direitos das outras pessoas. Ameaças, abuso, exploração, recrutamento por gangues, envolvimento de grupos armados, violência baseada no género, assédio, tensão étnica ou entre comunidades e violações de privacidade exigem proteção, não a continuação do contacto. Um adulto de confiança, professor, assistente social, serviço de proteção infantil, prestador de gestão de casos ou serviço de apoio psicossocial e de saúde mental pode ajudar com encaminhamentos. O fim de uma amizade não cria automaticamente uma relação romântica nem um agregado familiar comum.
Amizade no Sudão do Sul
No Sudão do Sul, a amizade é uma relação pessoal escolhida livremente, construída através de contacto mútuo e apoio repetidos. As pessoas conhecem-se frequentemente em escolas, grupos de jovens, atividades comunitárias, desporto, artes, espaços religiosos ou culturais e através do trabalho partilhado. Nenhuma autoridade nacional regista amizades ou oferece um benefício específico para amizades; o acesso e o apoio dependem, por isso, das redes e dos programas locais.
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