O mercado de trabalho do Ruanda abrange as pessoas disponíveis para trabalhar, as organizações que procuram mão de obra, as formas como os trabalhadores encontram oportunidades e as mudanças que afetam os setores e as competências. O Inquérito à Força de Trabalho de 2025 contabilizou 8,541,210 pessoas em idade ativa, definida neste conjunto de dados como 16 anos ou mais. A força de trabalho era composta por 5,449,044 pessoas, incluindo 4,772,704 pessoas empregadas e 676,340 desempregadas. A taxa de participação na força de trabalho era de 63.8%, o rácio entre emprego e população era de 55.9% e 3,092,165 pessoas estavam fora da força de trabalho. A subutilização afetava 3,883,348 pessoas, ou 56%, e o subemprego relacionado com o tempo afetava 36.1%. As pessoas trabalhavam efetivamente uma mediana de 27 horas por semana, comparada com 36 horas habituais. Os valores mais recentes do segundo trimestre de 2026 eram sazonais: a população em idade ativa era de cerca de 8.7 milhões, havia 4,706,239 pessoas empregadas, a taxa de participação na força de trabalho era de 62.1%, o rácio entre emprego e população era de 53.8%, o desemprego era de 13.4% e a subutilização era de 59.7%. A referência anual de 2025 é melhor para comparações ao longo do tempo. O trabalho concentra-se na agricultura, nos serviços e na indústria. Em 2025, a agricultura orientada para o mercado, excluindo a produção alimentar de subsistência, representava 39.1% do emprego, os serviços 44.4% e a indústria 16.5%. Os principais empregos fora da agricultura aumentaram de 2.049 milhões em 2019 para 2.908 milhões em 2025, e o total desses empregos principais passou de 2.670 milhões em 2024. Os serviços aumentaram de 42.9% para 44.4% entre 2024 e 2025, enquanto a indústria se manteve aproximadamente estável. O comércio grossista e retalhista, incluindo a reparação de veículos, empregava cerca de 714,000 pessoas; a construção, 423,000; os transportes e armazenagem, 332,000; a indústria transformadora, 267,000; a educação, 203,000; o alojamento e restauração, 186,000; e os empregadores domésticos, 172,000. As finanças empregavam cerca de 42,000 pessoas e as tecnologias da informação e comunicação cerca de 17,000. O acesso varia consoante o local. No EICV7, o rácio entre força de trabalho e população era de 72.1% nas zonas urbanas e 83.4% nas zonas rurais. A Cidade de Kigali registava o valor mais baixo, de 73.0%, enquanto as outras províncias variavam entre cerca de 78% e 85%. A participação rural está fortemente ligada à agricultura de subsistência; os mercados de trabalho urbanos têm uma maior concentração em atividades fora da agricultura e nos serviços. Os dados do mercado de trabalho por distrito podem ser consultados através do Inquérito à Força de Trabalho e do Sistema de Informação do Mercado de Trabalho, ou LMIS, mas o Ruanda não dispõe de uma taxa uniforme de acesso nem de uma probabilidade garantida de encontrar trabalho em todos os distritos. A escolaridade aumenta a participação, mas não elimina o desajuste de competências. Mais de 80% da força de trabalho tem, no máximo, o ensino primário. Em 2025, o desemprego era de 11.3% entre pessoas sem escolaridade, 12.6% entre pessoas com ensino primário, 14.7% após o primeiro ciclo do ensino secundário, 16.0% após o segundo ciclo do ensino secundário e 10.2% entre diplomados universitários. A taxa para a educação e formação técnica e profissional, conhecida como EFTP, era de 12.7%, comparada com 13.4% para o ensino geral. A Estratégia Nacional de Emprego e Competências 2024–2029 identifica procura nas telecomunicações, eletrónica, indústria transformadora e mineração, e assinala excesso de oferta em áreas como negócios, hotelaria, educação e direito. A orientação profissional, a atualização de competências e a requalificação continuam limitadas. Os rendimentos variam consoante o setor e o estatuto laboral. Entre os trabalhadores por conta de outrem, o rendimento mensal mediano em dinheiro do emprego principal era de 39,000 francos ruandeses (RWF), e a média era de 83,110 RWF. Cerca de 35.7% recebiam menos de 30,000 RWF por mês e 20.8% recebiam pelo menos 100,000 RWF. O rendimento horário médio era de 723 RWF no total, 408 RWF na agricultura, 849 RWF na indústria e 1,100 RWF nos serviços. O rendimento mensal médio era de 33,326 RWF na agricultura, 104,169 RWF na indústria e 141,653 RWF nos serviços. Estes valores aplicam-se aos grupos de rendimento medidos e não representam um salário garantido para todos os trabalhadores. O trabalho informal é central para o mercado de trabalho. O emprego informal representava 91.8% de todo o emprego em 2025 e 86.7% do emprego não agrícola. O trabalho informal envolve frequentemente ausência de contrato escrito, remuneração irregular, benefícios limitados e acesso mais fraco à proteção social. A governação e o cumprimento das regras laborais formais são da responsabilidade do Ministério da Função Pública e do Trabalho, conhecido como MIFOTRA, mas nenhuma instituição encaminha automaticamente todos os candidatos para um emprego. As pessoas encontram trabalho muitas vezes através de canais informais. Em 2025, amigos, familiares e intermediários representavam 46% dos métodos de procura de trabalho indicados, a procura junto de fábricas ou locais de trabalho 33.5%, o apoio financeiro para iniciar uma empresa 9.2%, as candidaturas a potenciais empregadores 7.9%, o recrutamento de rua 7.7% e os anúncios de emprego 4.6%. As alternativas formais e digitais incluem o Portal de Emprego Kora, o LMIS, o portal de estágios do Conselho de Desenvolvimento do Ruanda e o Sistema de Acompanhamento de Diplomados, que acompanha os resultados dos diplomados. Estes serviços estão disponíveis para os candidatos, empregadores ou diplomados pertinentes, mas as informações consultadas não estabelecem uma taxa de acesso universal, colocação garantida ou prazo de processamento normalizado. A migração também afeta a oferta de mão de obra. Em 2025, havia 1,943,592 migrantes, ou 13.9% da população total, e 968,935 trabalhadores migrantes. Os migrantes internos eram 1,833,598 e os migrantes internacionais, 109,994. Os trabalhadores migrantes internos tinham uma taxa de participação na força de trabalho de 77.7%, um rácio entre emprego e população de 69.1% e desemprego de 11.1%; entre os trabalhadores migrantes internacionais, esses valores eram de 67.1%, 57.0% e 15.0%, respetivamente. A procura de trabalho representava 20.5% dos motivos de migração; o regresso, construção ou arrendamento de casa, 19.5%; e encontrar emprego, 16.4%. Os principais corredores de migração interna incluíam a Província do Sul para Kigali, com 150,357 pessoas, e a Província do Leste para Kigali, com 139,364. Entre os migrantes internacionais, 53.9% provinham do Uganda, 16.4% de outros países, 11.1% da República Democrática do Congo, 6.4% do Burundi e 5.0% da Tanzânia. A Política de Mobilidade Laboral do Ruanda centra-se na mobilidade segura e regular, na proteção dos trabalhadores, no reconhecimento de competências, na cooperação bilateral e nas competências da diáspora ou de pessoas que regressam. A Estratégia Nacional para a Transformação 2 estabelece como meta criar 1,250,000 empregos produtivos e dignos entre 2024 e 2029. A Estratégia Nacional de Emprego e Competências para 2024–2029 apoia competências orientadas pela procura, aprendizagem no local de trabalho, ligações ao setor privado e correspondência com empregos, com ênfase na agricultura de maior produtividade, no trabalho fora da agricultura, nos serviços, nos serviços digitais às empresas, na indústria e na EFTP. A meta é uma orientação política, não prova de que os empregos já tenham sido criados.
Mercado de trabalho no Ruanda
O mercado de trabalho do Ruanda combina uma grande economia informal com a expansão do trabalho fora da agricultura e dos serviços. Em 2025, havia 4,772,704 pessoas empregadas, a taxa de participação na força de trabalho era de 63.8% e 91.8% do emprego era informal. A agricultura orientada para o mercado, os serviços e a indústria representavam 39.1%, 44.4% e 16.5% do emprego, respetivamente, enquanto a remuneração e o acesso variavam muito consoante o setor, a escolaridade, o sexo, a idade e a região.
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