O mercado de trabalho local inclui emprego formal, trabalho informal, trabalho independente, trabalho familiar e procura de emprego. Em 2023, 49,6% do emprego foi classificado como informal, enquanto o setor público representava 33,0% e o setor privado 17,1%. O trabalho assalariado correspondia a 16,1% dos trabalhadores, incluindo 12,1% em cargos permanentes e 4,0% em cargos temporários. Estes números tornam essencial distinguir entre ter trabalho e ocupar um posto formal de empregado. Em 2023, os serviços empregavam 50,0% dos trabalhadores, a agricultura 33,8% e a indústria 16,2%. Na agricultura, a lavoura representava 78,2%, a pecuária 14,7%, a pesca e aquicultura 6,3% e a silvicultura 0,8%. Na indústria, a restante indústria transformadora representava 37,9%, a construção 28,0%, as atividades extrativas 16,3% e a agroindústria alimentar 11,8%. Dakar tinha a taxa de emprego mais elevada, de 45,0%, seguida de Thiès, com 36,7%, e concentra também empregadores formais e serviços de intermediação de emprego. As zonas rurais continuam mais ligadas à agricultura. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de atividade era de 56,5% entre as pessoas com 15 anos ou mais. Era de 64,2% para os homens e 49,3% para as mulheres, e de 58,1% nas áreas urbanas em comparação com 54,1% nas rurais. A taxa de emprego era de 40,2%, menos 0,2 pontos percentuais do que no primeiro trimestre de 2025. Os indicadores de desemprego descrevem a pressão do mercado, não um tema separado aqui: a taxa alargada era de 22,9%, enquanto a taxa estrita da OIT era de 5,1%; a taxa alargada atingia 32,0% nas zonas rurais, 17,4% nas urbanas, 28,4% entre os jovens e 16,8% entre os adultos. A procura formal mudou de forma desigual. No quarto trimestre de 2025, o emprego assalariado do setor moderno, excluindo a administração pública, chegou a 341 945 postos, mais 2,7% em relação ao ano anterior. A indústria cresceu 11,0%, o comércio 2,3%, a construção caiu 8,1% e os serviços caíram 0,2%. Em 2024, a DGTSS registou 1 928 estabelecimentos recentemente abertos, que criaram 10 386 empregos, enquanto 155 encerramentos resultaram na perda de 880 empregos. Também analisou 77 870 contratos: 61,98% eram a termo, 23,42% sem termo, 5,14% sazonais, 4,41% estágios, 3,51% temporários e 1,54% de aprendizagem. Os homens representavam 72,54% destes contratos e as mulheres 27,46%. O salário mínimo legal para trabalho não agrícola era de 370.526 FCFA por hora numa semana de 40 horas, com efeitos a partir de 1 de julho de 2023. O salário mínimo agrícola era de 236.865 FCFA por hora; em 2025, os mínimos agrícolas mensais variavam entre 61 585 e 88 527 FCFA por 208 horas, consoante a categoria. As convenções setoriais e as classificações aplicáveis podem alterar os valores. O recibo de vencimento, as regras de horário, os deveres de segurança e a proteção social fazem parte do emprego formal, sob inspeção da DGTSS e das ITSS regionais. A IPRES, CSS e ICAMO oferecem vias formais de proteção social, mas o trabalho informal limita a cobertura e a aplicação das regras. A ANPEJ apoia a intermediação de emprego através de inscrição, avaliação de competências, orientação profissional, correspondência entre perfis e vagas, apoio à colocação, formação para entrevistas, criação de empresas e formalização. Os empregadores podem utilizar análise de necessidades, publicação de vagas, pesquisa de candidatos, pré-seleção e uma base de dados de CV com mais de 50 000 perfis, incluindo perfis da diáspora. Os serviços da ANPEJ não conferem direito a emprego. Os percursos de competências incluem vales 3FPT, ISEP e cursos CCP de três ou seis meses, bem como certificados de um mês. O programa PFPE ofereceu 1 200 vagas em 2024/25 em Diourbel, Ziguinchor, Sédhiou e Kolda, em áreas prioritárias como canalização, eletricidade, energia fotovoltaica, agroindústria alimentar, alvenaria, tinturaria e design gráfico; os participantes elegíveis receberam propinas e um subsídio ao abrigo do concurso. O acesso depende de cada anúncio e pode exigir CNI, extrato do registo civil e prova de vulnerabilidade. O Espoir Jeunes destina-se a pessoas dos 18 aos 40 anos com um projeto profissional; para cursos CCP de três ou seis meses, exige-se o BAC. A formação formal não conduz automaticamente a emprego: em 2023, a taxa de emprego foi de 50,2% para pessoas com formação formal e 66,0% para pessoas com formação informal, o que evidencia a relevância prática da aprendizagem informal e no trabalho. A taxa de jovens NEET com 15 a 24 anos era de 46,8%, incluindo 55,2% das mulheres jovens e 38,0% dos homens jovens; atingia 54,9% nas zonas rurais e era mais elevada em Matam, Tambacounda e Kédougou. A mobilidade profissional e a migração também afetam a oferta: a migração inter-regional recente entre profissões era de 2,6%, enquanto em 2024 os contratos de trabalhadores que se deslocavam para fora da residência habitual aumentaram para 1 024, face a 739 em 2023. É provável que a migração laboral informal e transfronteiriça esteja sub-registada nos dados administrativos. A ANSD mede as condições do mercado de trabalho através de ENES, EERH e RGPH-5. A DGTSS e a ITSS fornecem informações sobre contratos, inspeção e proteção social, embora a EERH exclua a administração pública. O PIB real cresceu 5,8% em relação ao ano anterior no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 8,6% na indústria, 5,7% na agricultura e 5,2% nos serviços. Isto sustenta oportunidades na indústria, atividades extrativas, comércio, construção ligada à agricultura e serviços técnicos ou digitais, enquanto a pressão sobre os jovens, as disparidades de género, o desajuste entre zonas rurais e urbanas, a informalidade e as diferenças entre certificados e requisitos profissionais continuam a ser limitações importantes.
Mercado de trabalho no Senegal
O mercado de trabalho do Senegal combina uma grande economia informal com um setor formal menor e um elevado nível de trabalho por conta própria. Em 2023, os serviços representavam 50,0% do emprego, a agricultura 33,8% e a indústria 16,2%; 64,0% dos trabalhadores trabalhavam por conta própria. Dakar concentra empregos formais e serviços de intermediação, enquanto as zonas rurais continuam mais dependentes da agricultura.
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