As paisagens naturais da Síria vão desde zonas húmidas mediterrânicas costeiras e montanhas costeiras arborizadas até às cordilheiras Antilíbano e Qalamoun, aos vales do Eufrates, Khabur, Orontes e Yarmouk, a Al-Jazira, aos oásis, às zonas húmidas sazonais, aos lagos salgados e às áreas desérticas. Al-Badia cobre cerca de 55% do país e sustenta extensas atividades de pastoreio de ovelhas, cabras e camelos, utilização de águas subterrâneas, recolha de lenha, agricultura em oásis e produção de sal. As florestas proporcionam habitat, controlo da erosão e das cheias, pastoreio, lenha, produtos não lenhosos e recreação. Em 2019, a agricultura representava cerca de 86–89% da utilização total de água, enquanto os poços privados e as bombas solares contribuem para a queda dos níveis das águas subterrâneas. As áreas naturais protegidas são geridas por uma combinação de autoridades nacionais, unidades administrativas locais, serviços florestais e parceiros internacionais ou da sociedade civil. O Ministério da Administração Local e do Ambiente tem responsabilidades de monitorização ambiental, biodiversidade, reservas naturais, avaliação de impacto ambiental e informação ambiental. O Ministério da Agricultura e da Reforma Agrária, em particular a sua direção florestal e as unidades florestais locais, trata das autorizações e da gestão relativas às florestas. A Sociedade Síria para a Conservação da Vida Selvagem, ou SSCW, é uma organização não governamental especializada que participa em ações de conservação. Não foi confirmado um sistema nacional uniforme de parques nacionais, serviços de turismo de natureza ou acesso para ciência cidadã. Em agosto de 2026, a Base de Dados Mundial sobre Áreas Protegidas indicava 19 áreas protegidas sírias, mas os registos usam pontos geográficos e não limites ou áreas fiáveis. Um relatório mais antigo da Convenção sobre Diversidade Biológica registava 22 áreas protegidas declaradas; por isso, os totais publicados e as delimitações não coincidem inteiramente. A Reserva Natural de Sabkhat al-Jabbul, perto de Alepo, é o único sítio Ramsar listado na Síria — ou seja, uma zona húmida reconhecida ao abrigo da Convenção Internacional de Ramsar — e abrange 10,000 hectares. É também um importante local para aves aquáticas, reprodução e passagem migratória; a população de flamingo-comum excede 1% da população mundial. O local é afetado pela produção de sal, agricultura, pastoreio, pesca e caça de aves aquáticas, enquanto os retornos de irrigação e as barragens alteram os níveis de água e a salinidade. As Áreas Importantes para as Aves e a Biodiversidade, ou IBAs, identificam cerca de 23 sítios que cobrem aproximadamente 11,435 quilómetros quadrados, incluindo Jabbul, as zonas húmidas do Eufrates e do Khabur, zonas húmidas costeiras, Jabal Abd al-Aziz e partes de Palmyra e de Al-Badia. A Síria alberga espécies migratórias e residentes, incluindo flamingos-comuns, aves aquáticas, pato-de-cabeça-branca, marrequinha-marmoreada, zarro-castanho, abetarda-moura, falcão-sacre, pintarroxo-sírio, gazelas e órix. A última colónia selvagem conhecida de íbis-eremita-do-norte situava-se perto de Palmyra, com o último registo reportado em 2015; é provável que esteja funcionalmente extinto na natureza, embora as condições de segurança tenham deixado a monitorização incompleta. Uma lista de mamíferos de 2025 atualizou a taxonomia e a distribuição das espécies. Estes registos devem, portanto, ser interpretados considerando as limitações de acesso ao terreno e de monitorização. A Lei Florestal 39/2023 considera as florestas estatais e privadas bens protegidos. É proibido cortar madeira nas florestas estatais, e aplicam-se deveres de proteção e restauro. A autoridade competente pode criar reservas florestais, parques florestais e jardins botânicos. As unidades florestais emitem autorizações para atividades como pastoreio, recolha, desbravamento ou outras atividades regulamentadas. O acesso local ao pastoreio pode ser licenciado em função da capacidade de suporte e da estação do ano. O pastoreio é proibido durante 15 anos em florestas danificadas por incêndios e durante 10 anos em plantações jovens, bem como em reservas, parques florestais, jardins botânicos e zonas protegidas. A Lei 12/2012 estabelece um quadro mais amplo para monitorização ambiental, biodiversidade, reservas naturais, avaliação de impacto ambiental, normas ambientais, dados ambientais e informação pública; em 2026 foi anunciado que a sua revisão estava em curso. A aplicação é desigual devido à administração, ao financiamento, às condições de segurança e à fragmentação dos dados ambientais. As pressões sobre a natureza incluem seca prolongada, temperaturas mais altas, desertificação, perda de solos e pastagens, tempestades de areia e poeira, incêndios florestais e agrícolas, cheias repentinas e contaminação da água ou do solo. Segundo os dados da UNCCA, mais de 60% das terras agrícolas estão em risco de desertificação, cerca de 30% das fontes de água estão contaminadas e a proporção de floresta caiu de cerca de 32% no século XX para menos de 3%. Há conflitos entre a segurança do pastoreio e a capacidade de suporte, a recolha de lenha e a proteção florestal, a irrigação e a conservação dos rios ou das águas subterrâneas, e a extração de sal, a pesca ou a caça e a proteção das zonas húmidas. A reconstrução e as infraestruturas também podem entrar em conflito com os limites das áreas protegidas. Em princípio, é possível praticar atividades recreativas ligadas à natureza, como caminhadas, observação de aves e turismo paisagístico ou ecológico, em zonas costeiras, montanhosas, húmidas, do Eufrates e de Al-Badia. O acesso depende do sítio, das condições de segurança, das autorizações locais e das autoridades de facto; não há um sistema nacional de visitantes, reservas ou taxas documentado de forma fiável. A migração sazonal das aves, as autorizações de pastoreio e o risco de incêndio podem alterar as condições. Confirme com a autoridade local ou unidade florestal responsável antes de visitar e não entre em zonas protegidas, afetadas por incêndios ou de acesso condicionado sem a autorização exigida. Há educação sobre a natureza através de campanhas de sensibilização, programas para diferentes faixas etárias, oficinas e projetos com autoridades, universidades, instituições especializadas, agências da ONU e ONG, mas não foi estabelecida uma estrutura nacional uniforme de ensino e acesso.
Natureza na Síria
A Síria inclui zonas húmidas mediterrânicas, florestas costeiras, montanhas, vales fluviais, oásis, lagos salgados, desertos e Al-Badia, a região de estepe do país. A natureza sustenta a biodiversidade, o pastoreio, a agricultura, a pesca, o abastecimento de água, o controlo da erosão e o lazer, mas a seca, o esgotamento das águas subterrâneas, os incêndios, a poluição e a perda de habitats exercem pressão crescente sobre estes sistemas. Há proteção através de reservas, regras florestais, designações de zonas húmidas e projetos locais ou internacionais, embora a gestão, os limites e o acesso variem conforme a localização.
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