A Somália não dispõe de um recenseamento linguístico nacional fiável, pelo que não é possível indicar proporções exatas de falantes. O Maxaa-tiri predomina funcionalmente na administração federal, na educação e no comércio. O Maay tem o mesmo estatuto constitucional dentro do somali e é especialmente usado no sul e sudoeste da Somália. As variedades Benadiri, também conhecidas como Af-Reer-Hamar, Af-Hamari ou Xamaari, concentram-se na costa de Benadir e em comunidades urbanas, mas o grau de compreensão mútua entre o Maxaa-tiri, o Maay e as variedades Benadiri não é constante. Outras línguas incluem o Chimwiini ou Chimini, o Kibajuni ou Baajuni, o Mushunguli, o Maadoonte, o Jiido, o Dabarre, o Tunni e o Garre. O Baajuni, o Bravanês e o Mushunguli são vulneráveis e recebem pouco apoio estatal; a sua distribuição não está cartografada de forma fiável. A Câmara do Povo usa oficialmente o somali Maay e Maxaa-tiri, com o árabe como segunda língua, mas a prática federal é esmagadoramente em Maxaa-tiri. O Maay tem uso limitado ao nível federal, e não há evidências de uma norma nacional uniforme para serviços públicos multilingues. A política federal de educação usa o somali nos anos 1.º a 8.º do ensino primário; depois disso, as escolas usam geralmente inglês ou árabe, enquanto o somali continua a ser uma disciplina. Os Estados-Membros federais diferem: há relatos de que as escolas de Jubaland usam somali em cerca de 90% dos casos; em Hirshabelle, combinam frequentemente somali, árabe e inglês; e em Banadir, a proporção de inglês é maior devido às escolas urbanas e privadas. Há ensino em Maay e em línguas minoritárias a nível local ou em programas não formais, mas não foi criado um ramo escolar nacional em Maay nem um sistema de exames nessa língua. O Quadro Nacional de Avaliação de 2026 prevê avaliações em língua somali. A rádio continua a ser uma fonte central de informação. Os meios estatais usam sobretudo Maxaa-tiri; a Rádio Muqdisho e a Televisão Nacional da Somália oferecem programação limitada em Maay; e a Arlaadi Media transmite rádio e televisão em Maay. As línguas minoritárias têm pouca cobertura mediática: as emissões em Chimwiini da Rádio Barawe foram interrompidas em 2020 e retomadas quatro dias depois. A informação da FAO foi transmitida em Maxaa-tiri e Maay por mais de 21 estações de rádio. A poesia oral, a narração de histórias e as variedades locais continuam estreitamente ligadas à identidade cultural, enquanto a AGA apoia a investigação, a terminologia e o trabalho de literacia. As barreiras linguísticas afetam as pessoas deslocadas internamente, a informação humanitária, os cuidados de saúde, a administração pública e o diálogo cívico. Intérpretes locais, rádios comunitárias, programas em Maay e Chimwiini e formatos de voz ou IVR oferecem alternativas práticas. A Constituição prevê a proteção do direito à informação e a um intérprete para pessoas acusadas em processos penais, mas não há evidências de um direito nacional a intérprete em todos os serviços públicos. Não há uma taxa estatal separada pelo uso de uma língua; os serviços de tradução e interpretação dependem do prestador ou do projeto e são geralmente organizados caso a caso, sem tarifa ou norma de serviço nacional.
Línguas na Somália
O panorama linguístico da Somália inclui o somali, as suas variedades Maay e Maxaa-tiri, o árabe, o inglês e várias línguas regionais ou minoritárias. A Constituição reconhece o somali, incluindo Maay e Maxaa-tiri, como língua oficial e o árabe como segunda língua, mas os serviços públicos funcionam principalmente em Maxaa-tiri. O acesso efetivo varia conforme o Estado-Membro federal, a cidade, a escola, o meio de comunicação, a literacia e a deslocação.
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