Os termos árabes المعارف e التعارف referem-se, de forma ampla, a conhecidos e ao ato de conhecer pessoas; não designam uma instituição formal. As pessoas costumam conhecer-se através de familiares, anfitriões, vizinhos, escolas, locais de trabalho, mercados, espaços religiosos ou comunitários e grupos locais de jovens ou de apoio. Apresentações informais por alguém de confiança são muitas vezes mais seguras do que abordar anonimamente uma pessoa desconhecida. Não existe no Sudão uma plataforma ou um procedimento nacional padrão para conhecer pessoas, nem um direito geral a uma resposta, a um encontro, a uma amizade ou à disponibilidade digital. Alguns espaços de encontro documentados incluem os Espaços Seguros de Aprendizagem da UNICEF (UNICEF Safe Learning Spaces), os Espaços Amigos das Crianças (Child-Friendly Spaces), os Clubes de Adolescentes e Jovens (Adolescent and Youth Clubs), as atividades Makanna e os Espaços Seguros para Mulheres e Raparigas da UNFPA (UNFPA Women and Girls Safe Spaces). Estes locais costumam servir grupos definidos, como crianças, adolescentes, mulheres, raparigas ou pessoas deslocadas, em vez de oferecer um serviço geral a todos os adultos. O acesso, o horário, a privacidade e a confidencialidade devem ser confirmados junto da escola, ONG, comunidade ou direção do alojamento local. Os espaços de apoio humanitário não devem ser tratados como clubes sociais gerais nem como substitutos dos serviços de emergência. As condições sociais diferem entre os 18 estados do Sudão. Cartum, Darfur, Kordofan, Nilo Azul e as zonas fronteiriças são especialmente voláteis, enquanto Porto Sudão, Kassala, Norte, Nilo, Gedaref e algumas partes de Cartum podem ter melhor infraestrutura num dado momento; as condições podem mudar sem aviso. Conflitos, deslocamento, postos de controlo, rapto, detenção, violência criminosa, terrorismo, minas terrestres, engenhos explosivos não detonados, trânsito e riscos para a saúde podem afetar até viagens curtas. Evite rotas desconhecidas e deslocações noturnas, escolha de dia um local povoado cuja segurança tenha sido confirmada localmente, organize transporte ou acompanhamento fiável, combine um plano para sair e informe pelo menos uma pessoa de confiança sobre a hora e o local. O número formal de emergência 999 pode não estar acessível em áreas afetadas pelo conflito; não dependa dele como único plano de segurança. Uma pessoa pode interromper o contacto a qualquer momento. Não partilhe cópias de documentos de identidade, palavras-passe de utilização única, informações financeiras, localização em tempo real nem imagens íntimas com alguém que acabou de conhecer. Não aceite pressão para dar dinheiro, transporte, alojamento ou favores pessoais. Tire fotografias apenas com consentimento e nunca fotografe instalações governamentais ou militares, pontes, aeroportos, postos de combustível, campos ou outros locais sensíveis. Vista-se com recato, respeite as práticas religiosas e sociais locais, incluindo o Ramadão, e evite demonstrações públicas de afeto. O contacto privado não deve ser automaticamente interpretado como romântico. Relações fora do casamento, coabitação ou partilha de um quarto de hotel com uma pessoa não aparentada do sexo oposto podem criar riscos legais no Sudão, e os atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são ilegais. O contacto digital depende das redes Zain, MTN e Sudani ou Sudatel, da eletricidade, do acesso a carregadores e da cobertura local. Os serviços móveis e de internet podem ser interrompidos sem aviso, e a reposição é desigual. A Autoridade Reguladora das Telecomunicações e dos Correios, conhecida como TPRA (Telecommunications and Post Regulatory Authority), é o regulador formal das telecomunicações, mas não presta um serviço para encontrar pessoas. Sempre que possível, use mais de um meio de comunicação, como chamadas, SMS e mensagens de dados, e não envie digitalmente informações sensíveis sobre o conflito ou a localização. Dados móveis, transporte, alojamento seguro e carregamento têm custos variáveis, enquanto conhecer pessoas informalmente não tem uma tarifa nacional padrão. Escolas, ONG, grupos comunitários e responsáveis por alojamentos podem controlar localmente o acesso; as autoridades continuam responsáveis pelas regras aplicáveis a identificação, transporte, fotografia e residência.
Conhecidos no Sudão
No Sudão, conhecidos costumam ser contactos sociais pouco próximos ou circunstanciais, estabelecidos por meio de familiares, vizinhos, escola, trabalho, mercados ou atividades comunitárias. O país não dispõe de um serviço público central que registe ou ponha pessoas em contacto. O acesso a espaços sociais e a segurança dos contactos variam muito conforme a região, o conflito, a situação de deslocamento, o género e a aceitação local. Um primeiro encontro exige informações atuais sobre a segurança local, limites claros e uma forma fiável de sair.
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