A Comissão Central para Eleições e Referendos, normalmente abreviada como CCER ou KMIR, é o órgão eleitoral central permanente do Tajiquistão. Tem sete membros, nomeados pelo Presidente e aprovados pelo Majlisi Namoyandagon, a câmara baixa do Parlamento, para mandatos de sete anos. A administração eleitoral tem três níveis: a CCER, 41 comissões distritais e comissões de secção de voto. Os órgãos executivos locais propõem os membros das comissões inferiores. Partidos e candidatos podem nomear observadores, mas a lei não prevê observação cidadã apartidária nem lugares para partidos nas comissões. O Presidente é eleito diretamente por voto secreto para um mandato de sete anos, segundo um sistema de maioria absoluta. Pelo menos 50% dos eleitores registados têm de participar para a eleição ser válida. Os candidatos presidenciais devem ter exclusivamente a cidadania tajique, pelo menos 30 anos, ensino superior, domínio da língua estatal e pelo menos dez anos de residência no Tajiquistão. Um candidato precisa de assinaturas de pelo menos 5% do eleitorado e deve ser nomeado por um partido político; não é permitida a candidatura independente. O limite constitucional formal é de dois mandatos consecutivos, com uma exceção constitucional para Emomali Rahmon. O próximo ciclo presidencial regular é esperado em 2027, por inferência baseada no mandato de sete anos após a eleição de 11 de outubro de 2020. O Majlisi Oli é bicameral. O Majlisi Namoyandagon tem 63 lugares: 41 são preenchidos em círculos uninominais por maioria absoluta; se nenhum candidato obtiver mais de metade dos votos, realiza-se uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados no prazo de duas semanas. Os restantes 22 lugares são preenchidos por listas partidárias nacionais fechadas, com um limiar de 5%. Em geral, os candidatos parlamentares devem ter exclusivamente a cidadania tajique, pelo menos 30 anos, cinco anos de residência, ensino superior e domínio da língua estatal. Uma lista partidária pode incluir até 28 candidatos. Candidatos independentes só podem concorrer em círculos uninominais, onde são necessárias pelo menos 500 assinaturas de apoio e uma caução eleitoral. A caução é devolvida quando uma lista partidária obtém mais de 5% a nível nacional ou quando um candidato num círculo obtém pelo menos 10% dos votos desse círculo. O Majlisi Milli tem 33 membros e não recorre a um voto direto dos cidadãos a nível nacional. As assembleias representativas locais elegem 25 membros e o Presidente nomeia oito. O mandato é de cinco anos. As eleições locais abrangem a Região Autónoma de Gorno-Badakhshan, as regiões, Duchambé, cidades e distritos. Estas eleições usam voto direto e secreto em círculos uninominais, com mandatos de cinco anos. As eleições de jamoat seguem uma lei separada e dizem respeito a órgãos de autogoverno de localidades e aldeias. Os cidadãos podem votar e candidatar-se nas eleições locais a partir dos 18 anos. São excluídas as pessoas que cumprem penas de prisão, qualquer que seja a infração ou a duração da pena, bem como as pessoas declaradas legalmente incapazes por um tribunal. As comissões de secção de voto compilam uma lista de eleitores para cada eleição com base em dados das autoridades locais. O Tajiquistão não mantém um registo eleitoral centralizado permanente. Os funcionários verificam os dados porta a porta, mas as salvaguardas contra registos duplicados ou votos múltiplos não são robustas. Uma pessoa omitida da lista pode ser acrescentada pela comissão da secção quando for possível confirmar a residência local. As representações diplomáticas organizam o voto no estrangeiro para cidadãos elegíveis com identificação válida, embora as regras pormenorizadas para as listas de eleitores no estrangeiro sejam limitadas. A campanha começa após o registo dos candidatos e termina 24 horas antes do dia da eleição. Os eventos públicos exigem aprovação prévia da autoridade competente, pelo menos 15 dias antes do evento. As campanhas podem recorrer a meios tradicionais e em linha, embora as campanhas nas redes sociais e na internet sejam pouco regulamentadas. As campanhas podem receber fundos públicos e donativos privados, mas são proibidos donativos de entidades estatais, anónimos e estrangeiros. Aplicam-se limites de despesas, contas bancárias eleitorais especiais e relatórios financeiros; não é exigida a divulgação pública desses relatórios. A lei prevê cobertura igual nos meios de comunicação públicos e tempo de antena gratuito, enquanto avaliações do ambiente de campanha assinalaram meios de comunicação dominados pelo Estado, autocensura e acesso limitado a informação independente. A votação é presencial e por voto secreto. O voto por procuração é proibido. Na administração eleitoral de 2025, as autoridades planearam 41 comissões distritais e cerca de 3.380 comissões de secção de voto. A comissão da secção conta os boletins, a comissão distrital apura os resultados e a CCER finaliza-os. Quando se aplica a regra de validade e a participação fica abaixo de 50%, pode ser necessária uma nova eleição. Reclamações sobre comissões eleitorais, as suas decisões ou inação, incluindo resultados, podem ser apresentadas a comissões ou tribunais; outras infrações são encaminhadas aos tribunais. O prazo normal de recurso é de 10 dias, com um prazo-alvo de três dias para decisão. O Supremo Tribunal é a instância final. As audiências são formalmente públicas, mas as decisões só são publicadas com o consentimento da parte interessada. As eleições para o Majlisi Oli, as assembleias representativas locais e os jamoats realizaram-se em 2 de março de 2025, seguidas pela eleição do Majlisi Milli em 28 de março de 2025. A CCER comunicou uma participação de 85,5% entre 4.723.559 eleitores registados e confirmou os 63 deputados do Majlisi Namoyandagon. Nos 22 lugares das listas partidárias, o Partido Democrático Popular do Tajiquistão recebeu 51,9% e 12 lugares; o Partido Agrário, 21,0% e 5 lugares; o Partido das Reformas Económicas, 12,7% e 3 lugares; o Partido Socialista, 5,3% e 1 lugar; e o Partido Democrático, 5,1% e 1 lugar. O Partido Comunista recebeu 1,9% e não atingiu o limiar. Seis partidos foram registados para a lista nacional e foram registados 68 candidatos às listas. O ODIHR cancelou a sua missão de 2025 porque não foram dadas garantias relativas à acreditação. Avaliações anteriores do ODIHR descreveram um ambiente rigidamente controlado, alternativas genuínas limitadas e restrições à liberdade de expressão, reunião e associação. Também levantaram preocupações sobre a independência das comissões, as salvaguardas das listas eleitorais, a contagem e o apuramento, a transparência do financiamento das campanhas e a eficácia das vias de recurso legais. Estas conclusões descrevem o ambiente eleitoral prático a par das regras formais; não alteram a atribuição legal de responsabilidades entre a CCER, as comissões e os tribunais.
Eleições no Tajiquistão
As eleições no Tajiquistão escolhem o Presidente, as duas câmaras do Majlisi Oli, as assembleias representativas locais e os órgãos de jamoat. Os cidadãos votam diretamente nas eleições presidenciais, para a câmara baixa e locais, enquanto o Majlisi Milli é parcialmente eleito pelas assembleias locais e parcialmente nomeado pelo Presidente. A Comissão Central para Eleições e Referendos organiza o processo através de comissões distritais e de secção de voto.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

