O Benim não tem uma única língua quotidiana usada igualmente em todas as regiões. O francês é a língua oficial e as comunidades podem usar e desenvolver as suas próprias línguas faladas e escritas. O Estado promove as línguas nacionais para a comunicação entre comunidades. O quadro ortográfico oficial reconhece 20 línguas nacionais, incluindo adja, anii, baatonum, boo, byali, dendi, ditamari, foodo, fon, fulfulde, gengbe, lokpa, mbelime, mòoré, nateni, waama, wacigbe, xwelagbe e yom, assim como o iorubá e variantes locais; a disponibilidade efetiva varia por região. A Direção de Alfabetização e Promoção das Línguas Nacionais (Direction de l’Alphabétisation et de la Promotion des Langues Nationales, DAPLN) desenvolve e supervisiona programas de alfabetização e línguas nacionais, centros de aprendizagem e formadores. Os centros públicos Faire-Faire eram 168 em 2022–2023. O PAGEDA 2 ofereceu o nível 1 em 306 centros nas regiões de Borgou, Alibori, Atacora e Donga, com 8,685 alunos a estudar batonum, fulfulde, dendi, boo, naténi, biali, ditamari, yom, lokpa, iorubá, m'bèlimè, waama ou anii. Estes programas centram-se na leitura, escrita e numeracia funcionais, comunicação quotidiana e comunitária, mulheres e raparigas, jovens e artesãos. Um projeto-piloto de 2018 para artesãos abrangeu 4,450 trabalhadores em 178 centros distribuídos por 46 comunas, mas isso não estabelece uma taxa atual nacional de acesso a cursos profissionais de línguas. As crianças podem ter o primeiro contacto com uma ou duas línguas beninenses localmente dominantes no primeiro ano do ensino pré-escolar público, seguindo-se o francês a partir do segundo ano. O ensino de francês pode incluir um período de imersão de cerca de 11 semanas e muitas crianças aprendem francês como segunda língua ou língua estrangeira. No ensino formal, inglês, alemão e espanhol estão disponíveis em programas diferentes; em 2024, o ministério indicou alemão ou espanhol como opção no primeiro ciclo do ensino secundário, mas a disponibilidade depende da instituição. O francês costuma ter o maior valor prático para serviços governamentais, ensino formal, mobilidade social, comunicação inter-regional e muitos empregos. As línguas nacionais são particularmente úteis para comunicação local, trabalho comunitário e alfabetização funcional. Os empregadores podem exigir línguas diferentes conforme o setor e a região. Materiais profissionais também podem ser traduzidos para línguas nacionais, por exemplo para formação em eletricidade de edifícios. Os alunos podem estudar por meio de programas públicos, centros privados ou apoiados por parceiros, escolas, locais de trabalho, famílias, comunidades e ambientes informais de trabalho ou artesanato. Os centros privados são supervisionados pela DAPLN, mas não existe um calendário, estrutura de taxas, duração do curso ou requisito de admissão nacional uniforme para todas as línguas. Também não há direito automático a um curso de línguas gratuito, embora o acesso ao ensino público esteja garantido constitucionalmente. Há certificação de francês em dois centros de exame DELF/DALF e um centro TCF. Em 2024, os centros DELF/DALF registaram 1,022 candidatos e tinham 32 examinadores devidamente autorizados e três formadores. Cada centro define as taxas e datas. Os diplomas DELF e DALF são válidos para toda a vida, enquanto os exames DILF são realizados em França, não como exame nacional beninense. Não existe certificado nacional de línguas nacionais baseado no QECR. A aprendizagem digital está a expandir-se através de recursos educativos em alpha.educmaster.bj, materiais XANOO de alfabetização funcional e aprendizagem profissional, bibliotecas digitais fixas e móveis, ensino por rádio e módulos online ou em sala de aula. A posse de dispositivos, conectividade e qualidade da rede variam, pelo que o acesso digital não substitui centros locais ou ensino presencial em todos os contextos.
Aprendizagem de línguas no Benim
A aprendizagem de línguas no Benim inclui francês, línguas nacionais, línguas estrangeiras, programas de alfabetização e aprendizagem digital. O francês é a língua oficial e é central para o ensino formal, instituições públicas, mobilidade social e muitos locais de trabalho, enquanto as línguas nacionais continuam essenciais para a comunicação regional e a vida comunitária. O acesso, a disponibilidade dos cursos e a certificação dependem da língua, local, instituição e programa.
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