A legislação boliviana considera os animais seres vivos com direito à proteção contra violência, maus-tratos e crueldade. Os tutores são responsáveis por guarda, alimentação, abrigo, atendimento veterinário profissional em tempo hábil, controle reprodutivo, riscos à saúde pública e danos causados a terceiros. Abandono, sofrimento desnecessário, transporte cruel e agonia prolongada são proibidos. Os governos municipais autônomos podem aplicar sanções, e as infrações podem levar a prisão, multas ou trabalho comunitário conforme a Ley 700 e o artigo 350 bis do Código Penal; o biocídio é punível com 2 a 5 anos de prisão e multas de 30 a 180 dias, com agravante quando morre mais de um animal. Projetos de proteção animal noticiados em 2026 continuavam sendo propostas legislativas, e não legislação em vigor. Pode haver adoção por meio de um Centro Municipal de Zoonosis (CEMZOO), de campanhas municipais ou de organizações de proteção animal. Requisitos, disponibilidade, acompanhamento, taxas e condições de esterilização variam localmente. Um exemplo de El Alto solicita documentos de identidade, comprovante de residência, um croqui da localização e um número de telefone, e informa que o processo pode ocorrer no mesmo dia. Antes de acolher um animal, confira sua saúde, vacinação contra raiva, vermifugação, situação de esterilização e os cuidados, espaço e custos que você pode oferecer. A aquisição particular e os cuidados de rotina são em grande parte organizados informalmente, e as fontes oficiais consultadas não identificaram um registro, uma licença ou um serviço nacional único aplicável a todos os animais de estimação. A vacinação antirrábica de cães e gatos é oferecida permanentemente e gratuitamente em estabelecimentos públicos de saúde e CEMZOO, com uma campanha nacional anual coordenada pelos serviços departamentais de saúde, conhecidos como SEDES, e pelos municípios. Suspeitas de raiva devem ser comunicadas a um CEMZOO ou à autoridade sanitária. Uma mordida exige atendimento urgente à saúde humana. O controle de parasitas, a alimentação, a reprodução e outros cuidados veterinários de rotina variam e, em geral, são privados. Entre as raças de cães classificadas como perigosas pela Ley 553 estão American Staffordshire Terrier, American Staffordshire Bull Terrier, Pit Bull Terrier, Bullmastiff, Doberman, Dogo Argentino, Dogo de Burdeos, Fila Brasileiro, Rottweiler e Tosa Inu, incluindo cruzamentos e híbridos. A guarda exige autorização policial, registro municipal e licença, um responsável adulto com cédula de identidade e REJAP, certificados veterinários de saúde, vacinação antirrábica e esterilização, espaço adequado e seguro de responsabilidade civil. O cão deve usar coleira oficial e microchip; a licença vale por dois anos. Em locais públicos, o responsável pode levar um cão de cada vez e deve usar focinheira e guia não extensível, além de portar a licença. Os municípios podem acrescentar raças ou métodos de identificação. São proibidos o treinamento para ataque, as lutas, as apostas e a criação com fins lucrativos. Cães e gatos transportados dentro da Bolívia ou para o exterior precisam de um certificado zoossanitário COMVETBOL, emitido por clínica, consultório ou hospital registrado no SENASAG, o serviço nacional de sanidade agropecuária e segurança alimentar. O certificado cobre raiva e outras vacinas, vermifugação e estado clínico, e deve ser solicitado pelas companhias aéreas e transportadoras terrestres. A Resolução Administrativa 228/2025 determina que, no momento da viagem, a última vacinação antirrábica tenha sido aplicada há pelo menos 30 dias e há no máximo um ano, com comprovante de vacinação ou campanha devidamente endossado; as regras da CAN podem exigir um intervalo mínimo de 14 dias, portanto confirme a regra aplicável com o SENASAG, a transportadora e o destino antes de reservar. Para a exportação, o SENASAG emite o Certificado Zoossanitário de Exportação (CZE) após receber o Formulário 01, o certificado COMVETBOL original emitido no máximo 10 dias antes da partida, o certificado antirrábico e a etiqueta da vacina com lote, validade e marca. As regras do destino podem exigir idade mínima de três meses, um título de anticorpos contra raiva para a UE ou outros documentos. As taxas seguem a Ley 830; o processamento pode levar até 48 horas após a entrega de documentos completos, ou 24 horas pela internet, e o CZE segue o período de validade do destino e vale para um embarque. Para a importação, cada animal precisa de certificado zoossanitário oficial de exportação, verificado na entrada; os documentos devem estar em espanhol ou ser traduzidos, e um passaporte europeu para animais de estimação pode substituir o certificado de origem quando aceito. Animais silvestres ou exóticos e casos sujeitos à CITES exigem a participação da autoridade ambiental e seguem um procedimento separado relacionado à natureza. As fontes consultadas não identificaram um procedimento nacional padrão para entrega ou renúncia à guarda. Entre as opções possíveis estão CEMZOO, campanhas municipais de resgate e adoção e organizações de proteção animal, mas critérios de aceitação, tempo de espera, taxas, esterilização e acompanhamento variam. As regras antirrábicas também preveem captura, isolamento, observação e, conforme o protocolo aplicável, devolução, adoção ou eutanásia. Verifique o procedimento municipal em vigor, em vez de presumir que a prática de outro município também se aplica.
Animais de estimação na Bolívia
A guarda responsável de animais de estimação na Bolívia inclui cuidados adequados, atendimento veterinário, controle reprodutivo, manejo seguro e cumprimento das normas de proteção animal. Cães e gatos são abrangidos por programas públicos contra a raiva, serviços municipais e certificados para transporte, enquanto o acesso a serviços de adoção, esterilização e resgate varia conforme o município. Cães legalmente classificados como perigosos e viagens internacionais estão sujeitos a deveres especiais.
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