O Artigo 9 da Constituição do Chade reconhece o francês e o árabe como línguas oficiais e exige a promoção das línguas nacionais. A Lei 16/PR/2006 prevê o ensino nas duas línguas oficiais, mas a implementação varia entre regiões e instituições. O árabe chadiano funciona como língua franca cotidiana e regional, enquanto as línguas locais são amplamente usadas nas famílias e comunidades. O francês é especialmente relevante na administração, na educação formal e na comunicação internacional ou profissional. O Ministério da Educação Nacional, do Bilinguismo e da Promoção Cívica, geralmente chamado MENBPC, trabalha com a Direction de l'alphabétisation et de la promotion des langues nationales, conhecida como DAPLAN, e outros órgãos de educação. A Universidade de N'Djamena, instituições de formação de professores e a rede CALF também apoiam a aprendizagem de línguas. Não há evidências confiáveis de uma exigência geral de teste individual de língua para ingressar em escolas ou cursos. As crianças podem falar uma língua local ou o árabe chadiano em casa, enquanto o ensino formal é feito em francês ou árabe, o que pode criar uma lacuna de compreensão. Um programa apoiado pelo Banco Mundial, lançado em 2022, desenvolveu ensino em Mada, árabe chadiano, Massa, Moundang e Sar para as séries 1 a 3, com a meta de alcançar 1.200 escolas e professores formados. Os modelos-piloto planejam uma transição para o francês ou o árabe após três ou quatro anos. Em Guéra, o modelo FAPLG oferece alfabetização em 15 línguas locais e educação pré-escolar para crianças de cinco a seis anos na língua materna, combinada com preparação oral em francês. Trata-se de um modelo regional, não de um padrão nacional. A DAPLAN oferece programas de alfabetização de adultos em todo o Chade, principalmente para pessoas com 15 anos ou mais, com uma média de cerca de 140.000 participantes por ano. O projeto-piloto RAMAED, em dezembro de 2023, envolveu 840 participantes em seis províncias e usou Sar, árabe chadiano e francês. As áreas de aprendizagem incluíam leitura, escrita, numeracia, vida cotidiana, saúde, ambiente, participação cívica, atividades geradoras de renda e competências digitais; na data da pesquisa, os resultados ainda estavam em análise. Os centros CALF em N'Djamena, Moundou, Abéché, Sarh, Adré e Mongo oferecem francês como língua estrangeira ou segunda língua, dos níveis A1 a C2, segundo o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Os cursos podem ser gerais ou profissionais, incluindo francês para fins específicos em administração, saúde, educação ou organizações não governamentais. Os centros oferecem formatos regulares, intensivos, noturnos e de fim de semana, com trabalho em grupo, simulações, áudio, vídeo e preparação para exames. Os estudantes devem contatar o centro correspondente, pois tarifas, datas das sessões e condições de admissão não são publicadas de forma confiável em uma única fonte nacional. Os CALF também preparam e organizam os exames de proficiência em francês DELF e DALF e as avaliações de francês TEF. O DELF abrange os níveis A1 a B2 e o DALF, C1 a C2. As datas e tarifas dependem do centro. Não há evidências confiáveis de um sistema nacional de exames padronizados para o árabe ou as línguas locais. Escolas corânicas e árabes oferecem outra opção de alfabetização funcional, mas sua finalidade principal é a educação religiosa, e o acesso, a qualidade e os custos variam localmente. O Ministério manifestou interesse pelo inglês e por outras línguas, mas as evidências disponíveis não estabelecem uma rede padronizada nacional de cursos de inglês ou árabe para além dos formatos CALF documentados. A aprendizagem digital continua desigual. O programa PRET 2025–2027/2028 inclui a digitalização do currículo e dos materiais didáticos do Tchad-EducaTIC. Até abril de 2021, o ensino a distância da UNICEF por rádio, televisão e dispositivos móveis alcançou 968.077 estudantes, enquanto os materiais Lafya usavam áudio e vídeo em francês, árabe e Ngambaye. A conectividade apoiada pela Airtel abrangia 13 escolas secundárias e 23 escolas de formação de professores, mas não há evidências de um aplicativo nacional de aprendizagem de línguas. Não há uma tabela nacional de tarifas verificada para cursos ou exames oficiais. Os programas da DAPLAN estão em andamento, enquanto os horários dos CALF seguem o calendário regular, intensivo, noturno ou de fim de semana de cada centro. Uma referência anterior do PASEC 2014 mostrou que apenas 20% dos concluintes do ensino primário tinham uma boa base de leitura e matemática em francês e árabe; esse número descreve uma situação anterior e não deve ser tratado como medida nacional atual.
Aprendizagem de línguas no Chade
O Chade tem mais de 100 línguas. Francês e árabe são as línguas oficiais, enquanto as línguas locais e o árabe chadiano continuam centrais para a comunicação familiar, comunitária e regional. Aprende-se línguas por meio do ensino bilíngue, programas de alfabetização de adultos, cursos privados e comunitários, formação profissional em francês, escolas religiosas e materiais digitais. A disponibilidade, as tarifas, os horários e os certificados variam conforme o prestador e a localidade, pois o Chade não tem um único sistema nacional de cursos e certificação de línguas.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

