Nas Comores, emprego abrange trabalho remunerado dependente realizado para um empregador, seja ao abrigo de contrato sem termo, a termo ou para uma tarefa específica. O mercado de trabalho é sobretudo informal; por isso, muitos trabalhadores encontram emprego através de contactos diretos, redes familiares, comunidades locais ou relações comerciais existentes, e não por meio de um portal nacional moderno de emprego. O serviço de emprego de cada ilha é legalmente responsável por receber e centralizar ofertas e candidaturas, prestar orientação profissional e apoio à colocação e manter informação sobre o mercado de trabalho. O serviço é legalmente gratuito, mas a disponibilidade operacional atual e o acesso online não foram estabelecidos. Um processo individual do trabalhador e uma carteira de trabalho podem ser exigidos no emprego formal, e o empregador deve comunicar a nova contratação no prazo de 48 horas, bem como comunicar a saída. As três ilhas principais são Ngazidja, Ndzuwani e Mwali. As condições do mercado de trabalho variam conforme o setor e a localidade, mas a investigação nacional disponível não estabelece um sistema de emprego separado para uma cidade ou região administrativa específica. A agricultura de subsistência, a pesca, o comércio, os serviços e o emprego público têm destaque. A participação na força de trabalho foi de cerca de 52,6% em 2024, com participação substancialmente menor entre as mulheres. A participação rural subiu de 50,6% para 55,0% entre 2020 e 2024, enquanto a urbana desceu de 52,1% para 49,4%. As remessas também influenciam o rendimento e as decisões de trabalho das famílias. O Code du Travail 2012 constitui o principal quadro jurídico. O contrato pode ser sem termo, a termo ou relativo a uma obra determinada. Um contrato executado nas Comores está sujeito às regras laborais comorianas. Em geral, o contrato é válido sem forma especial se puder ser provado e não está sujeito a imposto de selo ou registo. O período experimental pode durar até seis meses, incluindo uma prorrogação. Para cidadãos comorianos e residentes comuns, um contrato a termo pode durar até dois anos, com uma prorrogação de até um ano. Para pessoas não originárias, o limite máximo é geralmente de três anos, salvo autorização em contrário da autoridade ministerial competente. O contrato de aprendizagem deve ser escrito e pode durar até três anos. O tâcheronnat é uma forma de subcontratação funcional e não cria automaticamente uma relação de emprego dependente; é necessário examinar a relação de trabalho efetiva. Os trabalhadores estrangeiros precisam de uma carte spéciale de travailleur étranger, além das regras de emprego aplicáveis à função. Este documento é separado da documentação normal do trabalhador. O acesso, a validade e os procedimentos devem ser confirmados para cada caso junto das autoridades competentes em matéria de emprego e imigração. O horário normal de trabalho está limitado a 40 horas semanais e oito horas diárias. Na agricultura aplica-se um limite separado de 2 340 horas por ano ou 45 horas por semana. O trabalho noturno decorre das 19h00 às 5h00 e exige pelo menos 12 horas de descanso. O descanso semanal deve durar, em geral, pelo menos 24 horas e ocorrer normalmente ao domingo ou à sexta-feira. As férias remuneradas correspondem a pelo menos 2,5 dias de calendário por cada mês de serviço efetivo. A taxa é de três dias para trabalhadores menores de 18 anos, mães com filhos menores de 15 anos e trabalhadores com mais de 15 anos de serviço. Em geral, o direito a gozar as férias acumuladas surge após um ano. As férias podem ser acumuladas por até dois anos mediante aviso prévio de um mês, devendo pelo menos dez dias úteis ser gozados no prazo de um ano. A proteção da maternidade dura 14 semanas, incluindo oito semanas após o parto, e pode ser prolongada por três semanas nas circunstâncias previstas na lei. Uma trabalhadora que amamenta pode ter até uma hora de pausa diária para amamentação durante 15 meses. A idade mínima geral para trabalhar é 15 anos. O trabalho forçado, a discriminação e o assédio sexual ou moral são proibidos. O salário mínimo interprofissional é fixado por decreto após consulta do Conseil Consultatif du Travail et de l'Emploi. Os salários mínimos e complementos por setor podem ser fixados por despacho ministerial. O valor mínimo atual exato não foi verificado na investigação disponível; por isso, deve ser confirmado junto da administração do emprego ou da Inspection du Travail et des lois sociales antes de se usar qualquer valor. Aplica-se a igualdade salarial para trabalho igual ou equivalente. Os salários devem ser pagos em moeda com curso legal, e não em espécie. Os salários diários e semanais devem ser pagos pelo menos de 15 em 15 dias, enquanto os mensais devem ser pagos, no máximo, até oito dias após o fim do mês. No trabalho por peça, o adiantamento deve corresponder a pelo menos 90% do salário mínimo aplicável a cada 15 dias, e o saldo vence no prazo de 15 dias após a entrega. Os salários finais e as compensações vencem no último dia de trabalho e, em geral, é obrigatório fornecer um recibo individual de vencimento. Ao abrigo do Code du Travail, os créditos salariais não estão sujeitos a prescrição. Os empregadores devem prevenir riscos profissionais e para a saúde, fornecer equipamento de proteção individual e pagar os respetivos custos de segurança. Um acidente de trabalho ou uma doença profissional deve ser comunicada no prazo de dois dias à Inspection du Travail et des lois sociales e à Caisse Nationale de Solidarité et de Prévoyance Sociale. O quadro jurídico prevê um serviço médico e um exame inicial. A proteção social obrigatória está ligada à Caisse Nationale de Solidarité et de Prévoyance Sociale e a regimes relevantes, mas o acesso efetivo à cobertura e às contribuições é fragmentado, devido ao predomínio do trabalho informal. A ratificação da Convenção n.º 102 da OIT, em 2022, não garante automaticamente a mesma cobertura a todas as pessoas que trabalham informalmente. Um trabalhador pode pedir disponibilidade, uma interrupção excecional do contrato de trabalho. Em geral, não é remunerada e normalmente não conta para efeitos de promoção, antiguidade ou direitos de pensão. Não pode ser recusada para amamentação, formação profissional ou doença grave de familiar próximo nas situações protegidas pela lei. O regresso antecipado exige normalmente um aviso prévio de três meses. O chômage technique ou chômage économique interrompe temporariamente o contrato por até três meses por ano. O empregador tem de consultar os representantes dos trabalhadores e informar a Inspection du Travail. Durante a interrupção, o trabalhador recebe pelo menos 30% do salário-base, mantém o direito às prestações sociais relevantes e o empregador não pode contratar novas pessoas nem exigir horas extraordinárias. Um contrato sem termo pode ser rescindido por qualquer das partes, mas o despedimento exige um motivo legítimo. A comunicação escrita deve indicar o motivo, o prazo de aviso prévio e a indemnização por despedimento. Quando não se aplica um acordo coletivo, o prazo de aviso e o montante podem ser fixados ministerialmente após consulta. Antes de um despedimento por conduta ou desempenho, o empregador tem de ouvir o trabalhador. O despedimento abusivo dá primeiro lugar a uma tentativa de reintegração; caso contrário, há lugar a indemnização por danos. Uma ação relativa ao despedimento começa normalmente na Inspection du Travail e tem de ser apresentada no prazo de seis meses. Um contrato a termo só pode terminar antecipadamente por acordo escrito, força maior ou falta grave. A liquidação final vence no último dia de trabalho. Certos pedidos relativos a férias, viagens e transportes podem continuar a ser possíveis até dois anos após a saída. Um trabalhador deve começar por apresentar um litígio salarial, contratual, de acidente ou despedimento à Inspection du Travail et des lois sociales, para uma tentativa de resolução amigável. Se a conciliação falhar, a autoridade emite um certificat de non-conciliation, que permite ao trabalhador recorrer ao Tribunal du Travail no local de trabalho e, num litígio de despedimento, potencialmente também no local de residência do trabalhador. A convocatória do tribunal deve ser emitida no prazo de cinco dias após o pedido. O Tribunal du Travail trata de litígios relativos a contratos, salários, acidentes de trabalho, prestações familiares e pensões. Guarde o contrato, os recibos de vencimento, o horário, as notificações, os registos médicos, as mensagens e as provas de pagamento, pois o trabalho informal dificulta frequentemente a prova da relação laboral.
Emprego nas Comores
O emprego remunerado nas Comores existe em formas formais e informais, e o trabalho informal representa cerca de 88% do emprego. A agricultura de subsistência, a pesca, o comércio, os serviços e o setor público moldam as oportunidades em Ngazidja, Ndzuwani e Mwali. O emprego formal rege-se pelo Code du Travail 2012, mas o acesso a empregos privados formais continua limitado e muitas vezes depende de contactos pessoais ou redes locais.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

