A Constituição de 2018 reconhece o shikomor como língua nacional e o shikomor, o francês e o árabe como línguas oficiais. O shikomor é uma língua bantu estreitamente relacionada com o suaíli e é falado em variedades insulares, entre elas shiNgazidja, em Ngazidja, shiNdzuani, em Ndzuwani, e shiMwali, em Mwali. Em geral, os falantes conseguem entender-se, embora a pronúncia e as formas verbais variem de ilha para ilha. O shiMaore pertence a Mayotte e não faz parte do território da União das Comores aqui tratado. O shikomor é usado sobretudo em casa, nas comunidades, na comunicação oral local, nas cerimónias e na participação quotidiana. O francês ganha destaque no ensino formal, na alfabetização, na comunicação institucional, na administração e nas comunicações para fora do país. O árabe está fortemente ligado às escolas corânicas, às madrassas, à educação religiosa e à prática religiosa. Em alguns contextos educativos, as escolas franco-árabes combinam francês e árabe. Na educação pré-escolar, o shikomor é frequentemente a língua de ensino, enquanto o francês se torna a principal língua de ensino a partir do ensino primário. Professores e alunos podem enfrentar dificuldades quando o francês não é a sua língua mais forte, e o shikomor é frequentemente usado para explicações orais ou tradução. O árabe pode ser introduzido desde cedo pela educação corânica. De acordo com as informações disponíveis, os documentos formais e a administração escolar são geralmente tratados em francês, enquanto o acesso oral local recorre muitas vezes ao shikomor. As três línguas não têm as mesmas funções práticas. Não há evidências de que o Estado tenha o dever nacional de prestar todos os serviços nas três línguas, e as informações disponíveis não estabelecem um direito geral e padronizado a intérprete. Também não está documentado qualquer exame linguístico ou requisito linguístico para obter a cidadania. Ainda assim, o acesso pode depender do local, do tipo de escola, da alfabetização e da proficiência em francês, enquanto o acesso ao árabe é fortemente condicionado pela educação religiosa. O shikomor é escrito com alfabetos latino e árabe, este último também chamado ajami, mas não existe uma ortografia única e estável geralmente aceite em todo o país. O planeamento da alfabetização inclui sistemas de escrita mais recentes, embora o seu estatuto nacional continue pouco claro. O malgaxe é mencionado em textos mais amplos sobre o arquipélago comorense, mas não há informação suficiente sobre a sua distribuição, funções públicas e direitos na União das Comores para o descrever como um sistema de língua minoritária equivalente a nível nacional. Nas Comores existem estações de rádio e televisão, imprensa e meios de comunicação públicos, privados e comunitários. O Conselho Nacional da Imprensa e do Audiovisual (Conseil national de la presse et de l'audiovisuel, CNPA) regula a comunicação, o pluralismo e o acesso aos meios de comunicação, e tem também o mandato legal de promover a língua e a cultura comorenses. As informações disponíveis não estabelecem quotas linguísticas fixas, direitos gerais a tradução nem uma distribuição exata do uso das línguas nos meios de comunicação. As famílias, comunidades, palashiyos e madrassas também proporcionam apoio linguístico formal, não formal ou informal. Não está documentada uma taxa nacional de acesso linguístico nem uma regra uniforme sobre custos de tradução, mas a aprendizagem do francês, a escassez de materiais e a tradução informal podem gerar custos indiretos e atrasos.
Línguas nas Comores
As Comores têm três línguas oficiais: o shikomor, o francês e o árabe. O shikomor é a principal língua da vida quotidiana, das comunidades locais, das tradições orais e da identidade nacional, enquanto o francês predomina na educação formal, na administração e na comunicação externa. O árabe é central na educação e na prática religiosa e corânicas.
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