A Costa do Marfim tem estruturas formais de gestão de catástrofes, mas a coordenação operacional e a informação pública podem estar fragmentadas. Os principais riscos são as chuvas intensas e as inundações, incluindo a drenagem obstruída e o transbordo de cursos de água naturais; os deslizamentos de terras e as encostas instáveis; os desabamentos de edifícios ou muros; as trovoadas; as secas; a erosão costeira e as inundações marinhas; os acidentes tecnológicos ou de transporte; e os sismos. O risco sísmico é modelado como baixo a nível nacional, mas um grande sismo poderia ter consequências graves no corredor densamente povoado do sul. O risco de inundação é o mais elevado a nível nacional e nas zonas costeiras, em particular em Abidjan, Port-Bouët, Grand-Lahou, Grand-Bassam e San-Pédro. A seca é mais relevante no norte, nordeste, noroeste e centro, onde pode afetar a agricultura, a pecuária e as florestas. Um modelo da UNDRR de 2026 atribui às inundações mais de 90% das perdas diretas médias anuais modeladas para perigos selecionados, cerca de 9% aos sismos e aproximadamente 0.1% aos deslizamentos de terras. São valores de modelo para comparar riscos, não previsões. Entre 2020 e 2025, o Distrito Autónomo de Abidjan foi indicado como a zona mais afetada por inundações, desabamentos, trovoadas e deslizamentos de terras. O Ministério do Interior e da Segurança supervisiona o Gabinete Nacional de Proteção Civil, conhecido como ONPC. O ONPC coordena o salvamento, a proteção da vida, a proteção de pessoas em perigo e a evacuação. O Prefeito, o Prefeito de Abidjan, o Distrito Autónomo, os presidentes de câmara locais e outros ministérios participam consoante o acontecimento. A SODEXAM fornece previsões meteorológicas. O CIGCC, Centro Interministerial de Gestão e Coordenação de Crises, articula as previsões com a ação governamental. O Secretariado de Estado da Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Catástrofes, abreviado SE/PN-RRC, apoia a redução de riscos no âmbito dos serviços do Primeiro-Ministro. As medidas de prevenção incluem inspeções e mapeamento de riscos, sensibilização pública, drenagem e limpeza de canais, manutenção dos cursos de água naturais, construção de bacias para águas pluviais, desocupação de zonas de alto risco e pré-posicionamento de unidades de resposta. Em 2026, as autoridades comunicaram mais de 5,000 ações de sensibilização e duas unidades especializadas em inundações em Yopougon BAE e Cocody-Riviera 3. A capacidade de drenagem, os sedimentos e resíduos, a construção não planeada e as encostas instáveis continuam a ser fatores de risco importantes. Um projeto do Banco Mundial está a reabilitar a infraestrutura de drenagem de Abidjan e indica proteção para cerca de 560,000 residentes. As previsões da SODEXAM podem dar origem a alertas localizados de vigilância laranja e a uma ação coordenada do CIGCC, do ONPC e dos ministérios. Em 2026, estes alertas abrangeram zonas como Cocody, Bingerville, Songon e Yopougon. Os canais digitais do Governo e do ONPC publicam avisos, e o serviço de comando do ONPC funciona continuamente. A Costa do Marfim não tem uma aplicação de alerta, um mapa de evacuação ou um diretório de abrigos único, documentado publicamente e de âmbito nacional; por isso, as pessoas devem seguir as instruções locais das autoridades e não confiar em listas não oficiais. Em caso de perigo imediato ou inundação, ligue para o ONPC ou para o serviço de bombeiros e salvamento através do número 180. O ONPC também publica os números 07 89 32 32 32, 05 74 32 32 32 e 01 50 32 32 32. Indique a localização exata, descreva quem está em perigo e explique como os socorristas podem chegar ao local. O número policial 100 é o contacto de segurança quando a catástrofe também cria um problema de segurança. Não entre em águas de inundação em movimento, edifícios instáveis nem zonas expostas à queda de muros ou a deslizamentos de terras. As autoridades podem ordenar que as pessoas abandonem zonas de risco (zones à risques), isto é, áreas identificadas como de alto risco. O Prefeito, o presidente da câmara e o ONPC identificam as necessidades locais de evacuação. Uma operação de desocupação forçada (déguerpissement) pode obrigar as pessoas a abandonar povoações ou estruturas perigosas; as autoridades anunciaram que essa ação deve incluir assistência e respeitar os direitos fundamentais. Os locais de acolhimento temporário (sites d’accueil) e as habitações de realojamento (relogement) são organizados caso a caso. Não está documentada uma lista pública nacional de locais, uma indemnização fixa geral, um prazo universal nem um procedimento uniforme de acolhimento. O acesso à assistência segue geralmente uma avaliação oficial das pessoas afetadas pelo acontecimento. O Ministério responsável pela coesão nacional, solidariedade e redução da pobreza pode prestar apoio específico ao acontecimento, incluindo ajuda relacionada com funerais, feridos ou agregados afetados. Em Agnéby-Tiassa, a 16 de julho de 2026, as autoridades comunicaram nove mortos e 2,145 agregados afetados. Após os acontecimentos de 28 e 29 de junho de 2026 em Abidjan, um número oficial provisório indicava 59 mortos até 7 de julho de 2026. Estes exemplos não estabelecem um pagamento fixo, um direito geral nem um prazo de candidatura padrão; a assistência depende do acontecimento, da avaliação e do orçamento disponível. Os residentes e as instituições têm o dever de cumprir as instruções de segurança, evitar povoações perigosas quando as autoridades assim as identificarem, manter livres os canais de drenagem e os cursos de água naturais e não deitar resíduos nos sistemas de drenagem. A recuperação pode incluir a reposição de estradas, água, eletricidade e drenagem, a recolocação de agregados afetados e a melhoria da resiliência das infraestruturas. O Plano Nacional de Desenvolvimento para 2026 a 2030 inclui medidas previstas para reforçar a infraestrutura, o equipamento e o enquadramento jurídico do ONPC, e para desenvolver sistemas integrados de informação geográfica e de risco em tempo real. As medidas previstas não devem ser tratadas como serviços já implementados.
Catástrofes na Costa do Marfim
As catástrofes na Costa do Marfim incluem inundações urbanas e rurais, deslizamentos de terras, desabamentos de edifícios ou muros, trovoadas, secas, erosão costeira, inundações marinhas, acidentes tecnológicos e acidentes de transporte. As inundações são o risco mais destacado nos modelos, sobretudo em Abidjan e noutras zonas do sul e do litoral, enquanto a seca afeta grande parte do norte e do centro. As autoridades da proteção civil coordenam os avisos, o salvamento, a evacuação e a assistência, mas a informação pública sobre alertas e abrigos continua a ser organizada localmente e incompleta.
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