Na Coreia do Norte, o contato social está estreitamente ligado à residência, ao local de trabalho, à escola e às organizações às quais a pessoa é designada. Um inminban é uma unidade de bairro que geralmente abrange cerca de 20 a 40 domicílios. Segundo relatos, os adultos são designados a uma de cinco organizações estatais, como o Partido dos Trabalhadores da Coreia, a Liga da Juventude, um sindicato, a União dos Trabalhadores Agrícolas ou a União das Mulheres. As atividades das organizações podem incluir avaliações semanais da vida e prestação de contas várias vezes por semana. Esses espaços proporcionam contato regular, mas não funcionam como clubes sociais independentes. Os moradores locais também podem se encontrar por meio de redes familiares, locais de trabalho, escolas, universidades, organizações de massa estatais e jangmadang. Um jangmadang é um mercado local ou informal onde a atividade econômica pode gerar contatos casuais. A atividade nos mercados continua sujeita a regulamentação e pode envolver taxas, pagamentos informais e riscos de corrupção. Não há documentação confiável sobre grupos comunitários independentes, formação espontânea de grupos em espaços públicos ou um serviço nacional neutro para conhecer pessoas. Visitantes estrangeiros normalmente precisam de documentos válidos, autorização e um itinerário organizado. Em geral, um guia local os acompanha. Viajar para fora de Pyongyang costuma exigir autorização adicional, e normalmente se usa o transporte público com um guia. Conversas ou encontros não autorizados com norte-coreanos podem ser proibidos ou envolver alto risco. O visitante deve perguntar ao guia antes de tirar fotografias e não deve pedir endereços residenciais ou números de telefone privados. O contato digital não é uma alternativa segura. Kwangmyong é uma intranet nacional controlada, não um acesso irrestrito à internet global, e Koryolink é uma rede móvel local. As comunicações podem ser monitoradas, e os cidadãos norte-coreanos não têm permissão para fazer chamadas internacionais. O uso de telefones celulares chineses ilegais em áreas de fronteira e contatos não autorizados com estrangeiros podem expor os moradores locais a consequências graves. Visitantes também podem encontrar acesso pouco confiável à internet e à comunicação móvel. Não se pode presumir que haja confidencialidade. A vigilância nos bairros, informantes informais e inspeções domiciliares afetam os riscos associados a um contato. Visitantes devem evitar conversas não aprovadas sobre a liderança política, religião, mídia estrangeira, Coreia do Sul, críticas ao Estado e outros assuntos sensíveis. A Constituição da Coreia do Norte menciona liberdades de reunião e associação, mas relatórios da ONU documentam que, na prática, não há livre acesso a reuniões pacíficas e associações independentes. Segundo relatos, violar regras de autorização de viagem pode resultar em detenção ou colocação em um campo de trabalho por até três meses. Não há preço padrão nem prazo de processamento para conhecer alguém; para os moradores locais, o acesso depende das rotinas de residência, trabalho ou organizações, e, para estrangeiros, de vistos, excursões, guias e autorizações de viagem.
Conhecidos na Coreia do Norte
Na Coreia do Norte, os conhecidos costumam ser contatos informais ou circunstanciais, formados por meio da família, da vizinhança, do trabalho, da educação ou de atividades organizadas pelo Estado. Não há um equivalente nacional direto a clubes sociais de livre acesso, serviços de encontros ou centros comunitários independentes. Visitantes estrangeiros geralmente conhecem moradores locais por meio de contatos organizados e supervisionados, enquanto encontros privados e comunicações confidenciais envolvem riscos graves.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

