O idioma coreano padrão ensinado na Coreia do Norte está associado a 문화어, uma forma padronizada centrada na fala de Pyongyang. O ensino escolar abrange vocabulário aprovado, gramática, pronúncia, ortografia e espaçamento. A Lei de Proteção da Língua Cultural de Pyongyang de 2023, conforme relatada, reforça esse padrão e restringe a fala no estilo sul-coreano, elementos não padronizados e o uso não autorizado de idiomas estrangeiros, embora o texto integral da lei não esteja disponível ao público para revisão independente. O percurso escolar formal compreende cinco anos de 소학교, três anos de 초급중학교 e três anos de 고급중학교, dentro de uma estrutura de doze anos de educação obrigatória, conforme relatado. As informações curriculares disponíveis situam o inglês nos anos quatro e cinco de 소학교, com duas aulas semanais; em 초급중학교, com quatro aulas semanais; e em 고급중학교, com três aulas semanais. As informações do ensino médio geral listam o inglês como único idioma estrangeiro na grade padrão. Em 2024, foi relatado um projeto-piloto de disciplinas eletivas envolvendo dezenas de escolas de ensino médio, mas não está claro se seu alcance se manteve. O inglês tem a presença mais ampla no ensino geral. Russo e chinês, assim como alemão, francês e japonês, são ensinados principalmente em escolas especializadas, universidades e alguns percursos profissionais. A Universidade Kim Il Sung oferece cursos de graduação em inglês, russo, chinês, alemão, francês e japonês. Sua Faculdade de Línguas Estrangeiras e Literatura forma especialistas em relações exteriores, diplomacia e assuntos internacionais, além de apoiar o ensino de idiomas estrangeiros em toda a universidade. Relatos históricos de um número maior de idiomas e escolas especializadas descrevem arranjos setoriais ou anteriores, não um padrão nacional atual. Escolas de idiomas estrangeiros e artes, instituições para alunos talentosos e programas universitários oferecem acesso mais especializado. As informações publicadas não estabelecem com clareza os critérios de seleção, a cobertura regional, as taxas ou as regras de conclusão. O acesso prático parece concentrar-se em instituições especializadas, particularmente em Pyongyang, mas não há dados confiáveis que permitam comparações nacionais. Adultos podem encontrar cursos de idiomas estrangeiros e informática na Grande Casa de Estudos do Povo, na Casa Central da Cultura da Juventude e em outros estabelecimentos públicos de ensino. Ministérios, instituições nacionais, fábricas e empresas também organizam formação conforme a demanda. A Faculdade de Educação da Universidade Kim Il Sung oferece formação em idiomas estrangeiros para professores e pesquisadores universitários, além de formação continuada a distância. Um relato norte-coreano de 2023 afirmou que profissionais de universidades centrais haviam formado mais de 4.000 professores em disciplinas principais, idiomas estrangeiros e disciplinas básicas; trata-se de uma alegação estatal não verificada de forma independente. Idiomas estrangeiros têm maior relevância prática na diplomacia, nas relações internacionais, no ensino superior, na ciência e tecnologia, na tradução e em áreas relacionadas. A Lei de Educação a Distância de 2020 fornece base legal para o ensino a distância. Relatos estatais descrevem uma rede dedicada à educação, aulas gravadas, uma intranet, bibliotecas eletrônicas e espaços de aprendizagem de ciência e tecnologia em províncias e locais de trabalho. Também informam que mais de 120.000 pessoas trabalhadoras participavam da educação a distância. Esses números e a cobertura alegada não foram verificados de forma independente; por isso, é mais adequado entender o aprendizado digital como institucional ou baseado em intranet do que como acesso aberto pela internet global. A educação obrigatória formal é nominalmente gratuita segundo a tradução citada da Lei de Educação, que também descreve o direito à educação gratuita e o dever dos responsáveis de assegurar a frequência. O texto legal proíbe taxas de matrícula, admissão, aulas e formação prática nos contextos formais citados, mas é difícil verificar a qualidade da implementação, os materiais didáticos, os dispositivos e a disponibilidade regional. As taxas de cursos não formais, aulas particulares, dispositivos e programas para estudantes estrangeiros não são documentadas com transparência. Estudantes estrangeiros normalmente ingressam por seleção estatal, universitária ou intergovernamental, e não por matrícula em massa aberta. A graduação regular na Universidade Kim Il Sung é ministrada em coreano e exige preparação prévia em coreano e exame de admissão. Candidatos a pós-graduação passam por avaliação de proficiência em coreano e exame de admissão. A universidade também oferece um programa de coreano de quatro anos para estudantes estrangeiros que se preparam para ensinar, traduzir ou interpretar o idioma; o currículo inclui conversação, leitura, gramática prática, escrita, fonologia, vocabulário, morfologia, sintaxe, semântica, dialetologia e linguística computacional. A avaliação linguística integra o ensino escolar comum, mas a estrutura nacional de exames de idiomas estrangeiros não é documentada publicamente. Há evidências de exames de admissão universitária e de proficiência em coreano. Não há evidências acessíveis de um sistema norte-coreano equivalente a certificados abertos e reconhecidos internacionalmente, comparáveis ao TOPIK sul-coreano ou ao QECR. A cooperação internacional histórica, incluindo um programa de formação de professores do British Council que funcionou de 2000 a 2017, não comprova continuidade atual.
Aprendizagem de idiomas na Coreia do Norte
Na Coreia do Norte, o aprendizado de idiomas ocorre principalmente no sistema público de ensino. O coreano, chamado 조선어 ou 국어, é ensinado como disciplina central, enquanto o inglês é o principal idioma estrangeiro no ensino geral. Russo, chinês, alemão, francês e japonês estão disponíveis sobretudo no ensino especializado ou universitário. Há cursos para adultos e educação a distância, mas prestadores independentes, preços e certificados de idiomas reconhecidos internacionalmente não são documentados com transparência.
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