As tradições norte-coreanas são transmitidas por famílias, vizinhos, aldeias, escolas, locais de trabalho, apresentações públicas e aprendizagens com especialistas. O ciclo anual inclui 24 divisões sazonais lunares e costumes ligados ao Ano-Novo lunar, chamado 설날 ou Sŏllal. Os preparativos podem incluir limpeza da casa e preparação de roupas, seguidos de jogos de yut, balanços, pipas e trenós. O 정월대보름, ou Jongwol Daeborum, no décimo quinto dia do primeiro mês lunar, inclui observar a lua em colinas ou montanhas da aldeia, cantar, participar de jogos folclóricos e fazer pedidos simbólicos de boa sorte e boas colheitas. O Ssirum, uma tradição de luta corpo a corpo que usa uma tira de satpa e o tronco, as mãos e as pernas, é praticado em todo o país e está associado a celebrações comunitárias, escolas e competições. O termo Chuseok é usado na Coreia do Norte, mas as evidências disponíveis não estabelecem uma prática ou duração de feriado uniforme no país; por isso, os costumes sul-coreanos não devem ser transferidos automaticamente. Uma camada comemorativa oficial distinta inclui o Dia da Estrela Brilhante, em 16 de fevereiro, e o Dia do Sol, em 15 de abril. Homenagens florais, visitas a museus, apresentações em massa, esportes e presentes para jovens podem fazer parte desses eventos recorrentes. Sua organização é controlada politicamente, mas não é possível verificar uniformemente a estrutura nem o caráter voluntário da participação. Os costumes do ciclo de vida incluem o ritual baegil, no centésimo dia de vida, o dol, no primeiro aniversário da criança, casamentos, funerais, homenagens aos antepassados e hwangap, no sexagésimo aniversário. Essas práticas continuam em famílias e comunidades, mas mudaram de forma. As cerimônias baegil costumam ser simplificadas, a roupa do dol é especialmente visível para meninas, alguns casamentos urbanos usam parcialmente vestimenta de estilo ocidental e as roupas de funeral ou luto se tornaram menos elaboradas desde a década de 1990. O casamento também tem um aspecto jurídico: seu reconhecimento legal exige registro junto ao órgão responsável pelo registro civil. A legislação familiar norte-coreana prevê casamento livre e monogamia, fixa idades mínimas para casar de 18 anos para homens e 17 para mulheres, exclui casamentos entre relações de parentesco sanguíneo e afinidade especificadas e estabelece deveres entre cônjuges, pais e filhos. Uma cerimônia de casamento e o registro legal, portanto, são relacionados, mas não idênticos. O Joseon-ot, incluindo chima, jogori e paji, era usado mais amplamente na vida cotidiana, mas hoje está associado sobretudo a casamentos, aniversários e festivais. Seda, ramie e algodão são usados; design, corte, costura, bordado e manutenção são transmitidos por famílias, relações entre especialistas e aprendizes, escolas, mídia e eventos. Mulheres são importantes transmissoras dessa tradição do vestuário, e Pyongyang é um centro relevante de transmissão, embora a prática exista em todo o país. Arirang é um gênero lírico oral com cerca de 36 versões conhecidas, cada uma podendo conter letras e melodias locais. Famílias, amigos, vizinhos, escolas, grupos profissionais e sociedades de salvaguarda o transmitem; formas tradicionais também aparecem em arranjos sinfônicos e modernos. Pode expressar vínculo social e luto. O celadon de Koryo representa uma tradição artesanal cuja produção e popularidade diminuíram. Um projeto de capacitação de 2024–2025, envolvendo a Academia de Ciências Sociais e a Comissão Nacional da UNESCO, apoia oficinas, publicações e pesquisas, com mais de sete unidades principais como meta. Não há evidências de um direito geral de participação ou de uma taxa fixa. A Autoridade Nacional para a Proteção do Patrimônio Cultural, a Agência Coreana de Preservação do Patrimônio, o Departamento de Patrimônio Cultural Imaterial, a Comissão Nacional da UNESCO, a Academia de Ciências Sociais e sociedades locais de salvaguarda contribuem para o reconhecimento ou a proteção formal. A inclusão em listas e as medidas de salvaguarda geram reconhecimento institucional, não um direito irrestrito de praticar ou viajar. As tradições em geral são praticadas em casa sem licença geral. O acesso a eventos públicos ou organizados pelo Estado pode depender de escolas, locais de trabalho ou outras organizações. Viagens privadas para cerimônias podem exigir um certificado de viagem, e controles de mobilidade podem limitar a participação entre regiões. Os custos das cerimônias familiares variam conforme roupas, alimentos, presentes e serviços; não há evidências de uma tabela nacional de tarifas ou benefícios. Crenças e ritos religiosos pertencem ao tema separado da religião, e os costumes de preparar kimchi ou o macarrão Pyongyang Raengmyon pertencem principalmente à alimentação. O quadro geral combina transmissão familiar e comunitária contínua com salvaguarda estatal, influência urbana e dos mercados, rituais simplificados, vestuário usado em ocasiões especiais em vez do cotidiano, arranjos musicais modernos e menor interesse por alguns ofícios.
Tradições na Coreia do Norte
As tradições na Coreia do Norte combinam costumes lunares recorrentes, cerimônias familiares, vestuário, música, jogos e práticas artesanais com comemorações organizadas oficialmente. Práticas como Sŏllal, Arirang, Ssirum e Joseon-ot continuam visíveis, embora sua forma, frequência e acesso variem entre famílias, comunidades, escolas e eventos organizados pelo Estado.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

