O ministério nacional responsável pela educação (EDU-NC) organiza a educação pré-escolar, o ensino primário e o ensino secundário. A administração funciona por meio de 60 províncias educacionais dentro das 26 províncias administrativas. No nível provincial, o representante provincial do ministério (PROVED) atua em seu nome, o órgão de exames certificadores (IPP) é responsável pelos exames certificados, e a diretoria de pagamento de salários e subsídios (DIPROCOPE) administra o pagamento de salários e subsídios de professores e outros funcionários. A Inspeção-Geral supervisiona qualidade, conformidade, inspeções, formação de professores e oferta de educação inclusiva e especial. A educação pré-escolar geralmente dura três anos e prepara as crianças para a escola por meio do desenvolvimento social, psicomotor e cognitivo inicial. O acesso depende bastante da oferta local e do financiamento; não foi estabelecido um direito nacional uniforme à educação pré-escolar gratuita. A educação básica obrigatória dura oito anos. O ensino primário tem seis séries e geralmente atende crianças de seis a onze anos. Termina com o exame nacional de conclusão do ensino primário (ENAFEP). A aprovação permite o ingresso no ciclo terminal da educação básica (Cycle Terminal de l’Éducation de Base, CTEB), que compreende as séries 7 e 8 e costuma ser frequentado aos doze e treze anos. O CTEB termina com o teste nacional de seleção e colocação (TENASOSP). O ensino secundário é dividido em percursos gerais, técnicos e profissionais. O ensino geral e o técnico geralmente duram quatro anos, enquanto o ensino secundário profissional costuma durar três anos. O exame de conclusão do ensino secundário que leva ao diploma estatal (EXETAT), nos percursos geral, técnico e profissional, resulta em um diploma estatal reconhecido em todo o país e permite trabalhar ou prosseguir os estudos. O ensino superior já não faz parte do sistema escolar. O ensino primário público é gratuito em todo o país desde 2019. Segundo a regulamentação estatal de 2025, escolas primárias públicas não podem cobrar taxas dos pais; o Estado financia seu funcionamento, salários e subsídios. Isso não estabelece uma regra uniforme de custos para escolas privadas e confessionais. O acesso e a qualidade do ensino diferem entre áreas urbanas e rurais e entre províncias educacionais. A falta de salas de aula, professores, materiais de aprendizagem, funcionários qualificados, água, saneamento e higiene dificulta a frequência escolar. Pobreza, reprovação escolar, trabalho infantil, casamento ou gravidez precoces, violência baseada em gênero e falta de produtos menstruais adequados afetam especialmente o acesso das meninas. Crianças com deficiência também enfrentam estigma, falta de espaços e materiais adaptados e poucos professores formados. A política educacional estatal promove a educação inclusiva. A Inspeção-Geral também apoia a formação e a supervisão em educação especial, enquanto programas como o programa de educação inclusiva (PEQIP) promovem salas de aula e materiais adaptados. Contudo, não há evidências suficientes de um percurso separado de escolas especiais em todo o país. Em crises, são usados espaços temporários de aprendizagem, aulas de recuperação e ensino pelo rádio e a distância; essas medidas só garantem educação como percurso regular para uma qualificação reconhecida quando há reconhecimento formal. O calendário escolar oficial é definido anualmente; já foi publicado um calendário para 2026–2027. Conflitos, deslocamentos, enchentes e fechamento de escolas podem alterar os arranjos locais. Em particular no leste da República Democrática do Congo, mais de 1.000 escolas foram afetadas em 2024, prejudicando a educação de mais de 900.000 estudantes. Os direitos incluem educação, não discriminação, participação, liberdade de expressão e um ambiente de aprendizagem seguro, saudável e digno. Comitês de proteção podem incluir professores, pais, estudantes e a comunidade em geral. Denúncias de violência física, psicológica ou sexual podem ser feitas à direção da escola, à Inspeção-Geral ou à EDU-NC; a linha 178 também está disponível. Os dados educacionais disponíveis mostram perdas substanciais ao longo do percurso escolar. Dados modelados do UIS para 2024 relatam taxas de conclusão de 61,3 por cento no ensino primário, 50,4 por cento no primeiro ciclo do ensino secundário e 22,5 por cento no segundo ciclo. Para 2023, as taxas modeladas de não frequência são de 17 por cento no ensino primário, 14 por cento no primeiro ciclo do ensino secundário e 27 por cento no segundo ciclo. O UNICEF também informa que apenas cerca de 62 por cento das crianças matriculadas concluem o ensino primário e que 84 por cento das crianças da quarta série não conseguiram ler corretamente um texto simples em francês. Esses números provêm de métodos e períodos diferentes e não são diretamente comparáveis.
Educação escolar na República Democrática do Congo
A escolaridade formal na República Democrática do Congo vai da educação pré-escolar a oito anos de educação básica obrigatória e ao ensino secundário. O ensino primário tem seis séries, seguido por duas séries do ciclo terminal da educação básica (Cycle Terminal de l’Éducation de Base (CTEB)) e, conforme o percurso escolar, pelo ensino secundário geral, técnico ou profissional. De acordo com a regulamentação estatal de 2025, escolas primárias públicas não podem cobrar taxas dos pais, enquanto o acesso e a qualidade variam bastante por região. Exames como ENAFEP, TENASOSP e EXETAT determinam transições e qualificações importantes.
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