O francês é a língua oficial e a principal língua da educação formal. A política educativa prevê o uso da língua local ou nacional como meio de ensino na educação pré-escolar e nos primeiros anos do ensino primário; o francês é introduzido inicialmente de forma oral. A partir do terceiro e quarto anos do ensino primário, o francês é progressivamente usado na escrita. A partir do quinto e sexto anos do ensino primário e no ciclo superior da educação básica (Cycle Terminal de l’Éducation de Base), é geralmente a língua de ensino. Ainda assim, a implementação varia consoante a escola e a província. No ensino secundário superior (Humanités), o inglês integra cada vez mais a formação oral, académica ou profissional. O objetivo específico é, portanto, importante ao escolher uma língua para aprender. O francês facilita o acesso à escola, à administração e à comunicação entre regiões linguísticas. Dependendo do local de residência, da família, da área de trabalho e da mobilidade, o lingala, o kikongo, o suaíli ou o tshiluba podem ser cruciais para a vida quotidiana e os contactos locais. O inglês é particularmente adequado para contactos internacionais, investigação e certos objetivos profissionais. O chinês, o português, o italiano e o espanhol são oferecidos como línguas estrangeiras, mas dependem mais da escola, da instituição e do objetivo individual. A administração estatal da educação fornece manuais e guias para professores de francês, lingala, kiswahili e ciluba; não está documentada uma oferta abrangente para todas as línguas locais. O ensino primário público é geralmente obrigatório e gratuito. Os cursos externos de línguas, certificados e opções privadas, contudo, seguem as condições estabelecidas pelo respetivo prestador. O Instituto Francês na RDC (Institut français en RDC) oferece cursos de línguas de diferentes níveis e indica opções em Kinshasa, Lubumbashi e Goma, incluindo francês, lingala e suaíli. A inscrição pode começar online ou presencialmente. Segue-se um teste de nivelamento de A1 a C2, o pagamento da propina do curso e a confirmação da consulta seguinte. O catálogo atualmente acessível não fornece valores fiáveis das propinas nem calendários completos das sessões; esses detalhes devem ser confirmados junto do local relevante. Para comprovar a proficiência em francês, o instituto e a organização internacional de educação francesa (France Éducation international) oferecem, entre outros, DELF, DALF, TCF, TEF e DFP. O perfil nacional de setembro de 2025 indica quatro centros de exame e 629 candidatos ao DELF-DALF em 2024, incluindo 505 na categoria geral e 124 na categoria júnior. Em contrapartida, exames escolares como ENAFEP, TENASOSP e EXETAT fazem parte da educação formal e não são certificados gerais externos de línguas. A Direção-Geral da Educação Não Formal (Direction Générale de l’Éducation Non Formelle) coordena opções de educação não formal. Centros, parceiros e programas comunitários também atendem adultos ou pessoas fora do percurso escolar regular. Um projeto de alfabetização documentado historicamente utilizou lingala, kikongo, tshiluba e suaíli; a duração teórica era de cerca de três meses, enquanto a implementação no caso observado demorou cerca de seis meses. Isto não estabelece um direito geral a um programa uniforme em todo o país. Materiais digitais do Ministério da Educação, recursos educativos abertos e a mediateca do Instituto Francês complementam o ensino em sala de aula. Programas de rádio anteriores mostram uma possibilidade de ensino à distância, mas não comprovam a existência atual de um calendário nacional de cursos. Para fazer uma escolha fiável, é necessário analisar em conjunto a língua, o objetivo, o local, o prestador, o nivelamento, os custos, o horário e a comprovação pretendida.
Aprendizagem de línguas na República Democrática do Congo
A aprendizagem de línguas na República Democrática do Congo combina o francês com línguas estabelecidas local ou nacionalmente, como o kikongo, o lingala, o suaíli e o tshiluba. O francês predomina nas escolas e na administração em todas as regiões linguísticas, enquanto as línguas locais moldam a vida familiar, as comunidades, os mercados e o quotidiano. O inglês ganha importância para objetivos internacionais, académicos e profissionais. Cursos, exames, escolas e opções informais coexistem sem um sistema nacional unificado de cursos.
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