A formação técnica e profissional (Technical and Vocational Education and Training, TVET) na Eritreia prepara as pessoas para profissões específicas por meio de aprendizagem prática e teórica. O Ministério da Educação e o seu Departamento de Formação Técnica e Profissional (Department of Technical and Vocational Education and Training, DTVET) supervisionam as instituições formais, enquanto empregadores, prestadores acreditados, ministérios, administrações locais, ONG, organizações privadas e empresas paraestatais oferecem outras vias. A Eritreia não tem um quadro nacional de qualificações, pelo que as qualificações continuam a ser regulamentadas por setor e prestador. A TVET formal tem três níveis principais. Os programas Básicos aceitam pessoas que concluíram o ensino primário ou o ensino médio, duram de 6 a 12 meses e incluem no máximo 20% de teoria, com pelo menos 80% de formação prática. Os programas Intermédios exigem a conclusão do 10.º ano, duram 2 anos e incluem de 1 a 2 meses de formação industrial; cerca de 30% a 40% são dedicados à teoria e 60% a 70% à prática. Os programas Avançados normalmente exigem a conclusão do ensino secundário superior e aprovação no Exame de Conclusão do Ensino Secundário da Eritreia (Eritrean Secondary Education Leaving Certificate Examination, ESLCE), duram de 2 a 3 anos e incluem cerca de 30% de prática e 70% de teoria. Os centros formais identificados em dados consolidados de 2018 incluíam a Wina Technical School, a Asmara Technical School, a Mai-Habar Technical School, a Halay Technical School, a Don Bosco Technical School, a Denden Commercial School, a Hagaz Agro-Technical School, a Music School e o CeVoT/NACVOT em Sawa. Sawa tinha cinco escolas com áreas como Tecnologia Agrícola, Comércio e Gestão Empresarial, Tecnologia da Construção e maquinaria agrícola ou de construção. As disciplinas académicas incluíam inglês, matemática, ciências, tecnologias de informação e comunicação, empreendedorismo, geografia e história. Relatórios escolares recentes confirmam a oferta ativa de formação de certificação com duração de dois anos: a Asmara registou 136 diplomados em seis áreas, a Mai-Habar 143 diplomados, incluindo 55 mulheres, a Dekemhare 144 diplomados e a Halay 44 diplomados, incluindo 18 mulheres. As áreas reportadas incluem mecânica, construção, eletricidade, eletrónica, canalização, carpintaria, metalurgia, manutenção de computadores e redes. Os Programas Não Formais de Desenvolvimento de Competências geralmente duram de 3 a 9 meses e destinam-se a pessoas que deixaram a escola, desempregadas, trabalhadoras e outros grupos. Os centros acreditados podem emitir certificados nacionais reconhecidos. Os programas podem ser oferecidos pelo Ministério da Educação, Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde, Ministério das Pescas, Ministério do Turismo, Ministério da Administração Local, ONG, prestadores privados e empresas paraestatais. Entre as alternativas em funcionamento estão a formação em recursos marinhos para pescadores artesanais, o centro profissional da NCEW em Massawa com seis áreas técnicas, o SMAP em Asmara para formação em informática, negócios e gestão, e a oferta da NUEYS, NUEW e administrações locais em tecelagem, bordado, aplicações informáticas e competências geradoras de rendimento. Segundo as informações de 2018, o Centro de Formação em Turismo estava encerrado. Na Região Sul, os programas de 2026 abrangeram mais de 550 jovens por meio de cursos de 3 a 6 meses em nove áreas, incluindo instalação de linhas elétricas, sistemas solares, tecnologia informática, serviços de beleza e primeiros socorros. A aprendizagem no local de trabalho, a formação em contexto de trabalho, a formação dual e a formação no posto de trabalho funcionam paralelamente aos programas formais e não formais. A Proclamação Laboral n.º 118/2001 define aprendiz como uma pessoa que presta serviços ao abrigo de um contrato de formação profissional (vocational training contract). O contrato deve ser escrito e indicar a formação, a duração e se será pago um subsídio em dinheiro. As condições de trabalho do aprendiz também seguem a proclamação, os acordos coletivos aplicáveis e as regras do local de trabalho. O subsídio não é automático: depende do acordo. Os empregadores devem proporcionar a formação acordada, manter o aprendiz na área profissional acordada, dar instruções, protegê-lo contra lesões e salvaguardar a sua saúde e bem-estar moral. Os aprendizes devem cumprir o contrato, seguir cuidadosamente as instruções e trabalhar para concluir a formação com êxito. A rescisão obedece às normas legais ou a uma conclusão estabelecida de incompetência. A proclamação não fixa uma idade mínima específica para a aprendizagem; é proibido empregar crianças com menos de 14 anos, enquanto as pessoas dos 14 aos menos de 18 anos são consideradas jovens trabalhadores, e a OIT pediu maior clareza. O acesso formal normalmente depende da qualificação escolar exigida. O acesso não formal depende do grupo-alvo, do prestador e da capacidade disponível. O acesso e a seleção para a aprendizagem no local de trabalho variam consoante o empregador ou prestador de formação, e não foi documentado um procedimento nacional unificado para admissão, seleção ou reconhecimento. Em algumas localidades, continuam limitados o número de vagas, os instrutores, os equipamentos e as infraestruturas. A participação feminina correspondeu a cerca de 46% das matrículas em TVET de 2012/13 a 2017/18, com diferenças entre localidades e programas. Há oferta estatal financiada com recursos públicos, mas não existe uma tabela nacional fiável de propinas e bolsas. Os custos individuais dependem do prestador e do programa; em 2023, a oferta da NUEYS foi reportada como gratuita. Os programas formais emitem certificados ou diplomas, e os programas de competências acreditados com duração de 3 a 9 meses podem emitir certificados nacionais. Um empregador pode emitir um certificado pela formação de aprendizagem concluída ou terminada antes do previsto. Não há uma via automática documentada para prosseguir para o ensino superior com essas credenciais, porque a Eritreia não tem um quadro nacional de qualificações. A conclusão pode apoiar o emprego, o trabalho por conta própria ou a continuação do trabalho junto do empregador formador, mas não existe uma taxa nacional de colocação atual e auditada. A procura mais bem documentada diz respeito à construção, mecânica, eletricidade e eletrónica, tecnologias de informação e comunicação, agricultura, comércio, atividades marítimas e sistemas solares. Os dados consolidados mais recentes sobre o sistema são, em grande parte, de 2018; a UIS informou que a educação profissional representava 3,3% das matrículas no ensino secundário superior em 2018, incluindo 3,2% de matrículas femininas, enquanto relatórios escolares mais recentes, de 2026, confirmam a atividade, mas não fornecem um total nacional.
Formação profissional e aprendizagem na Eritreia
O sistema de formação profissional e aprendizagem da Eritreia combina formação técnica formal, programas breves de desenvolvimento de competências e aprendizagem no local de trabalho. Os programas formais duram de 6 meses a 3 anos e oferecem níveis Básico, Intermédio ou Avançado, conforme a escolaridade anterior. O acesso, o reconhecimento e a qualidade variam consoante o prestador, a localização e as vagas disponíveis.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

