O cálculo começa pelas despesas pontuais de registo, cauções, adaptação do espaço, equipamento, abastecimento inicial, software, licenças e lançamento no mercado. Também devem ser incluídos os custos fixos contínuos, como renda, pessoal essencial, contabilidade, telecomunicações, seguros e custos recorrentes de software. O inventário, as matérias-primas, as faturas de clientes por receber e os pagamentos antecipados a fornecedores imobilizam capital adicional. Os custos variáveis de produção, entrega, taxas de pagamento, comissões, devoluções e apoio aumentam com as vendas e devem ser imputados a cada venda. As despesas pessoais mínimas de subsistência e os levantamentos do titular devem ser planeados separadamente das necessidades de capital da empresa, mas não devem ser esquecidos ao calcular o período de financiamento pessoal. O fluxo de caixa inicial depende das datas efetivas dos pagamentos, e não apenas do momento em que uma venda é feita ou uma fatura é emitida. Os prazos de pagamento dos clientes, os prazos dos fornecedores, os períodos de permanência do inventário, as datas dos impostos e os possíveis pagamentos de IVA podem, por isso, criar um défice de financiamento, mesmo quando a empresa é lucrativa no papel. Para a fase de arranque, é adequado um plano de liquidez contínuo de 13 semanas, complementado por um plano que abranja pelo menos doze meses para ter em conta a sazonalidade e a evolução a mais longo prazo. Os cenários adverso, esperado e favorável devem variar o volume de vendas, os preços, os incumprimentos de pagamento, os salários, a renda, os custos de importação e os prazos de pagamento. Se as receitas forem em GEL e os custos em moedas estrangeiras, a taxa de câmbio — incluindo as margens aplicadas pelos bancos e as taxas de pagamento — deve ser considerada um fator de risco separado. A reserva de liquidez não deve ser definida como uma percentagem fixa, mas calculada com base nos possíveis défices mensais e em atrasos realistas. As subvenções, os empréstimos ou os pagamentos de clientes previstos só devem ser contabilizados como disponíveis quando o montante, o calendário e as condições estiverem firmemente estabelecidos. O resultado do plano é a necessidade máxima acumulada de financiamento, acrescida de uma reserva justificada. Quando houver dados reais sobre vendas, custos e prazos de pagamento, as estimativas devem ser regularmente substituídas por valores efetivos.
Requisitos de capital e fluxo de caixa inicial para abrir uma empresa na Geórgia
O capital necessário para abrir uma empresa na Geórgia inclui investimentos iniciais, custos de arranque, capital continuamente imobilizado e uma reserva de liquidez até que as entradas de caixa se tornem estáveis. O planeamento do fluxo de caixa ao longo do tempo mostra quando os pagamentos vencem e se os fundos disponíveis serão suficientes, mesmo em caso de atrasos.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

