A Direção-Geral de Pecuária (DGP) e a sua Direção dos Serviços Veterinários (DSV) constituem a principal autoridade veterinária do Estado. A Ordem dos Médicos Veterinários representa a profissão veterinária. A DGP está situada na Estrada da Granja, em Bissau; em 2023, estavam documentadas farmácias veterinárias em Bissau, Gabu e Bafatá. O número atual de clínicas privadas, os horários de funcionamento e a cobertura dos serviços a nível nacional não foram publicados de forma fiável. Um cão ou gato deve ser examinado por um veterinário antes de ser acolhido. Verifique o registo de vacinação antirrábica, o estado geral e os sinais de parasitas, e pergunte quais os tratamentos já recebidos. Uma avaliação veterinária da WOAH de 2015 descreveu a raiva como endémica na Guiné-Bissau e registou casos humanos. Os números nacionais atuais de casos e a cobertura da vacinação não foram verificados; por isso, o veterinário local deve confirmar o calendário de vacinação e as datas de eventuais campanhas em curso. A avaliação de 2015 referiu frequentemente parasitas gastrointestinais e indicou que os testes de diagnóstico eram então sobretudo clínicos; a entrega de equipamento a um laboratório da DGP em 2023 não prova, por si só, que todos os serviços laboratoriais estejam atualmente operacionais. Historicamente, parte dos medicamentos veterinários foi fornecida através do Senegal e da Guiné. A venda em mercados informais acarreta riscos de origem desconhecida, produtos contrafeitos, doses incorretas e refrigeração inadequada. Sempre que possível, recorra à DGP, à DSV ou a uma farmácia veterinária documentada; não trate um animal com medicamentos humanos ou produtos não verificados sem aconselhamento veterinário. Uma tabela de preços da DSV de 2015 indicava 5.000 FCFA por animal de companhia para a vacinação antirrábica, mas o preço e o tempo de espera atuais devem ser confirmados localmente. Para levar um animal de estimação para a Guiné-Bissau, é necessária autorização prévia de importação do serviço veterinário do Ministério da Agricultura e um certificado sanitário do local de origem. O desalfandegamento envolve um perito veterinário ou sanitário, e não são permitidos animais ou produtos de origem animal provenientes de zonas infetadas. O procedimento atual aplicável aos animais de estimação, incluindo taxas, quarentena e tratamento no aeroporto, não está especificado publicamente; por isso, contacte a DGP ou a DSV antes da viagem. Para retirar um animal da Guiné-Bissau, é necessária certificação veterinária internacional da autoridade veterinária, além do cumprimento das regras dos países de destino e trânsito. Os requisitos de vacinação, testes e prazos podem variar. Os animais selvagens não são uma alternativa normal aos animais de estimação. A Guiné-Bissau é Parte da CITES desde 1990, e o Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Alterações Climáticas atua como Autoridade Administrativa da CITES. Uma espécie viva incluída na CITES exige licenças específicas para essa espécie; as áreas protegidas do IBAP seguem regras de conservação, não as regras habituais para ter animais de estimação. Não há documentação fiável a nível nacional sobre abrigos, canis municipais, registos de realojamento ou serviços formais de eutanásia. Quando o proprietário já não pode manter o animal, a opção prática documentada é o realojamento privado ou comunitário associado a cuidados veterinários, embora a cobertura seja fraca. Deve evitar-se o abandono, e a ajuda local deve ser verificada caso a caso.
Animais de estimação na Guiné-Bissau
Os cuidados com animais de estimação na Guiné-Bissau dependem de serviços veterinários fragmentados, e não de um único sistema nacional para animais de companhia. Cães e gatos precisam de atenção especial à vacinação antirrábica, aos parasitas, à qualidade dos medicamentos e ao acesso a assistência veterinária. Os serviços e fornecimentos estão mais bem documentados em Bissau, Gabu e Bafatá do que nas zonas rurais, insulares ou em situações de emergência.
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