As eleições para o Alþingi realizam-se normalmente de quatro em quatro anos, embora possa haver eleições antecipadas após a dissolução do Alþingi. A Islândia está dividida em seis círculos eleitorais. Os eleitores escolhem uma lista partidária, e os 63 lugares são compostos por 54 lugares de círculo e 9 lugares de compensação. Os lugares de compensação são atribuídos apenas a partidos que obtenham pelo menos 5% dos votos nacionais. O eleitor pode alterar a ordem dos candidatos ou eliminar nomes da lista escolhida, mas não pode assinalar mais de uma lista. As listas de candidatos incluem geralmente pelo menos tantos candidatos quantos os lugares do círculo e não mais do dobro desse número. Os candidatos precisam de ter capacidade eleitoral e plenos direitos civis; os juízes do Supremo Tribunal não podem candidatar-se. As eleições presidenciais realizam-se de quatro em quatro anos, normalmente no primeiro sábado de junho, podendo a data mudar se coincidir com o Pentecostes. O presidente é eleito diretamente por voto secreto, e vence o candidato com mais votos. Não há votação se houver apenas um candidato. Um candidato à presidência tem de ser cidadão islandês, ter pelo menos 35 anos e apresentar entre 1 500 e 3 000 subscrições, distribuídas proporcionalmente pelas quatro regiões da Islândia. As eleições municipais realizam-se normalmente de quatro em quatro anos, no terceiro sábado de maio, exceto quando essa data é imediatamente anterior ao Pentecostes. O mandato dura quatro anos. Os municípios usam eleições de listas proporcionais restritas ou eleições sem restrições e sem listas partidárias. Se apenas for apresentada uma lista, o município pode ser eleito sem votação. As candidaturas terminam às 12h00, 36 dias antes da eleição. O número de subscrições depende da dimensão do município e varia entre 10 e 160, até ao máximo de duas vezes o número exigido. À data da investigação de 2026, 50 municípios usavam eleições por listas, 7 usavam eleições sem restrições e 4 não realizavam votação por haver apenas uma lista. Um þjóðaratkvæðagreiðsla é um referendo e constitui o quarto tipo de eleição previsto por lei. Os eleitores seguem as regras de elegibilidade usadas nas eleições para o Alþingi e presidenciais. O referendo realizado em 29 de agosto de 2026 perguntou se deviam ser retomadas as negociações sobre a adesão da Islândia à União Europeia e o seu resultado foi consultivo. Nas eleições para o Alþingi, presidenciais e referendos, os eleitores têm geralmente de ser cidadãos islandeses, ter domicílio legal na Islândia e pelo menos 18 anos. Os cidadãos islandeses que se mudaram para o estrangeiro podem conservar o direito de voto a partir dos 16 anos, mediante pedido à Þjóðskrá Íslands. Em geral, os cidadãos estrangeiros não podem votar nestas eleições nacionais, salvo a exceção histórica dinamarquesa. O direito de voto municipal é mais abrangente: podem votar os cidadãos islandeses e os de outros países nórdicos que tenham domicílio legal e pelo menos 18 anos; os restantes cidadãos estrangeiros geralmente qualificam-se depois de três anos consecutivos com domicílio na Islândia. Os estudantes islandeses na Dinamarca, Finlândia, Ilhas Faroé, Gronelândia, Noruega ou Suécia podem apresentar um pedido ao abrigo da regra específica das eleições municipais, pelo menos 40 dias antes da eleição. A Þjóðskrá Íslands mantém o registo eleitoral, chamado kjörskrá. O kennitala do eleitor pode ser usado para verificar a inscrição. A data de referência do domicílio legal determina a inscrição, e o registo atribui ao eleitor uma kjördeild e um kjörstaður específicos. No dia da eleição, o eleitor apresenta identificação, recebe um boletim e coloca-o na urna sob a supervisão da kjörstjórn local. Marcas adicionais, a escolha de várias listas ou qualquer marca que permita identificar o eleitor podem invalidar o boletim. O eleitor pode votar antes do dia da eleição através de um sýslumaður. Os eleitores no estrangeiro podem normalmente votar numa embaixada ou num consulado islandês. A votação em instituição ou em casa pode estar disponível por doença, deficiência ou parto, se estiverem reunidas as condições legais. O pedido de voto em casa tem de ser apresentado até às 10h00 de dois dias antes da eleição; este tipo de votação pode começar até três semanas antes do dia da eleição. O calendário oficial define os prazos aplicáveis a cada tipo de eleição, e os procedimentos de participação eleitoral não têm taxa indicada. A contagem começa depois de as urnas fecharem e é aberta à observação pública. As comissões eleitorais locais superiores anunciam os resultados locais, enquanto Landskjörstjórn anuncia os resultados parlamentares, presidenciais e nacionais. Uma comissão preparatória do Alþingi analisa a legalidade da eleição de membros titulares e suplentes e pode ordenar uma recontagem. As reclamações sobre o registo eleitoral, as listas de candidatos ou a legalidade da eleição podem ser apresentadas à Úrskurðarnefnd kosningamála. A Islândia tem um sistema parlamentar. O presidente nomeia o primeiro-ministro e, sob proposta deste, nomeia os outros ministros. Os ministros exercem funções sob a autoridade do Alþingi. Se o Alþingi aprovar um voto de desconfiança no governo, o primeiro-ministro tem de apresentar a demissão do governo. Após as eleições de 2024 para o Alþingi, a Aliança Social-Democrata, o Partido da Reforma Liberal e o Partido do Povo formaram uma coligação que tomou posse em 21 de dezembro de 2024. Os custos eleitorais são repartidos entre o Estado e os municípios ao abrigo do Regulamento n.º 442/2024.
Eleições na Islândia
As eleições na Islândia permitem que os eleitores elegíveis escolham representantes, um presidente ou uma posição numa questão de referendo. Os quatro tipos legais de eleição são as eleições para o Alþingi, as eleições presidenciais, as eleições sveitarstjórn e os þjóðaratkvæðagreiðslur. O direito de voto depende geralmente da cidadania islandesa, do domicílio legal e da idade, embora as eleições municipais também permitam votar a grupos definidos de cidadãos estrangeiros. As eleições usam voto secreto, registos eleitorais oficiais e contagem pública sob a supervisão das autoridades eleitorais nacionais e locais.
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