A Islândia é uma república parlamentar com dois níveis principais de governo: o Estado e os municípios. O Alþingi é o parlamento unicameral, com 63 membros. Aprova leis, aprova o Orçamento do Estado anual e os impostos, e fiscaliza o executivo por meio de debates, comissões e outros procedimentos parlamentares. O Presidente é o chefe de Estado e é eleito diretamente por voto secreto a nível nacional. Tem poderes constitucionais formais, enquanto o poder executivo é transferido para os ministros. O Primeiro-Ministro e o Conselho de Ministros asseguram a liderança política, e os ministérios e as agências executam a administração pública. Cada ministro é responsável pela ação administrativa na área correspondente. Os municípios têm conselhos eleitos diretamente e autonomia local prevista na lei, mas a Islândia não tem um nível regional de governo eleito entre o Estado e os municípios. As responsabilidades municipais incluem o ensino primário, os serviços sociais, os cuidados infantis, a assistência social, o abastecimento de água e aquecimento, os esgotos, os resíduos, o planeamento, a inspeção de edifícios e a saúde pública. Os municípios elaboram os seus próprios orçamentos e gerem as suas finanças dentro dos limites da lei. A Associação das Autoridades Locais Islandesas representa os interesses municipais, mas não é uma autoridade administrativa pública. As pessoas e as empresas contactam normalmente os serviços do Estado através do ministério, agência ou Comissário Distrital responsável. Os Comissários Distritais tratam de serviços como passaportes, documentos de identidade, licenças, certificados familiares e administrativos e execução de decisões. O Ísland.is é o portal central de serviços públicos, apoiado pela infraestrutura digital partilhada da Digital Iceland, por candidaturas em linha, pela área pessoal e pela caixa de correio digital. Cerca de 300 processos de candidatura estão disponíveis em linha, enquanto alguns serviços também exigem ou permitem atendimento presencial. A elegibilidade, as taxas e os prazos dependem da lei e do caso concreto. Os tribunais islandeses são independentes e têm três níveis: oito Tribunais Distritais, o Landsréttur como Tribunal de Recurso e o Supremo Tribunal. Em geral, os recursos para o Supremo Tribunal exigem autorização. As audiências públicas são a regra, sujeitas a restrições legais. O sistema financeiro do Estado segue um ciclo orçamental anual. O Ministério das Finanças e dos Assuntos Económicos gere a política do Tesouro, a política orçamental e a dívida pública; os impostos, taxas e outros encargos precisam de base legal. Vários organismos fiscalizam o poder público. A Ríkisendurskoðun, o Tribunal de Contas Nacional da Islândia, responde perante o Alþingi e audita as contas do Estado, organismos públicos, receitas, execução do orçamento e eficiência. O Provedor de Justiça do Alþingi, Umboðsmaður Alþingis, examina a administração estatal e municipal e protege direitos por meio de recomendações não vinculativas. Qualquer pessoa, incluindo não cidadãos, pode apresentar reclamação gratuitamente; poderá ser necessário esgotar um recurso administrativo, e a reclamação deve normalmente ser apresentada no prazo de um ano após a decisão ou ação. A Autoridade de Proteção de Dados fiscaliza o tratamento de dados pessoais. A Lei dos Procedimentos Administrativos protege o acesso das partes, o direito de serem ouvidas, a fundamentação e a notificação; a Lei da Informação dá acesso a materiais públicos disponíveis, sujeito a exceções legais. Os Arquivos Nacionais preservam documentos e facultam acesso dentro dos limites de privacidade e interesse público. A Islândia não tem forças armadas permanentes. A segurança nacional assenta na adesão à NATO, no acordo bilateral de defesa com os Estados Unidos de 1951 e na cooperação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Guarda Costeira Islandesa, a polícia e os organismos de proteção civil. A Guarda Costeira trata da aplicação da lei no mar, busca e salvamento, segurança marítima, desativação de engenhos explosivos e tarefas operacionais de defesa. A polícia e o Comissário Nacional tratam da segurança interna, proteção civil e aplicação da lei, enquanto o Conselho de Segurança Nacional reúne representantes do Governo, do Alþingi, da Guarda Costeira e da polícia.
Estado na Islândia
A ordem constitucional da Islândia está estabelecida na Stjórnarskrá lýðveldisins Íslands, e os poderes nacionais são repartidos entre o Alþingi, o Presidente, o Governo e os tribunais independentes. O Estado aprova leis, cobra impostos, presta serviços nacionais e define a política de segurança, enquanto os municípios prestam muitos serviços locais ao abrigo da autonomia prevista na lei. A administração pública funciona por meio de ministérios, agências, Comissários Distritais e do Ísland.is; o acesso a informação, as reclamações e a revisão judicial protegem os direitos legais.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

