A Islândia está sobre a Dorsal Mesoatlântica e uma pluma mantélica, que produz cinturões vulcânicos ativos, fissuras, falhas, rocha basáltica jovem e áreas geotérmicas. As paisagens naturais incluem geleiras, lagoas glaciais, rios glaciais, cachoeiras, nascentes, fiordes, vales, praias, dunas, costas, zonas úmidas, lagos, campos de lava, crateras, cristas de tufo, cavernas e campos geotérmicos de alta e baixa temperatura. O clima, a altitude, a cobertura de neve, o recuo das geleiras, a erosão e o uso humano do solo geram grandes diferenças regionais. A Islândia tem 41 sistemas vulcânicos ativos, e as erupções ocorrem em média a cada três a seis anos. A Islândia tem 105 tipos de habitat mapeados: 64 terrestres, 17 de água doce e 24 costeiros. Os habitats naturais e seminaturais incluem pântanos, campos de musgo em lava, bosques de bétula, vegetação alpina, terrenos geotérmicos sem cobertura vegetal, geleiras e planícies sandur formadas por rios glaciais e jökulhlaups. Campos geotérmicos, gêiseres, fontes termais, espécies geotérmicas e depósitos geológicos podem estar sujeitos a restrições legais ou proteção. Cerca de 130 friðlýst svæði, ou áreas protegidas, preservam paisagens, plantas, animais, ecossistemas, formações geológicas, natureza selvagem e valores científicos ou educacionais. As categorias incluem parques nacionais, reservas naturais, monumentos naturais, parques campestres, habitats protegidos, áreas de proteção paisagística e zonas úmidas Ramsar. A Islândia tem três parques nacionais. As restrições variam por local e podem regulamentar acesso, trilhas demarcadas, acampamento, passeios a cavalo, ciclismo, veículos, drones, construção, filmagem, pesquisa, caça e pesca. Surtsey é fechada ao público, salvo com autorização. Náttúruverndarstofnun, a Agência de Conservação da Natureza da Islândia, é responsável pela conservação da natureza, áreas protegidas, fauna silvestre e administração da caça, guardas florestais, centros de visitantes e muitas licenças. Náttúrufræðistofnun, o Instituto Islandês de Ciências Naturais, realiza pesquisas e mantém informações sobre espécies, habitats e geologia, monitoramento, listas vermelhas, coleções e recomendações de conservação. O Parque Nacional de Þingvellir tem uma autoridade própria. Municípios e proprietários administram algumas áreas locais, enquanto a Orkustofnun administra os recursos energéticos e o Plano de Estrutura, conhecido como Rammaáætlun. Planos de gestão e proteção podem definir regras de uso do solo, medidas de infraestrutura, monitoramento, educação e organização de visitantes. Almannaréttur significa direitos de acesso público à natureza. Em geral, as pessoas podem caminhar com cuidado em terras não cultivadas, respeitando a propriedade, cercas, placas, rotas demarcadas, vegetação, fauna e restrições sazonais. A lei proíbe a condução motorizada fora de estrada, com uma exceção limitada para neve ou terreno congelado quando a condução não danificar a natureza. Em geral, é permitida uma noite de acampamento em barraca em terras não cultivadas, sujeita à sinalização e às regras locais; grupos devem consultar o proprietário, e os campings designados são preferíveis. A coleta de frutas silvestres, plantas e cogumelos depende das regras sobre o terreno, as espécies e as quantidades, e plantas protegidas não podem ser danificadas. Os direitos de pesca geralmente pertencem a proprietários de terras, associações de pesca ou outros titulares. Para caçar fora da própria propriedade, é necessário um cartão de caça e o cumprimento das regras sobre espécies e temporadas. A Islândia tem diversidade relativamente baixa de espécies terrestres porque a ilha foi colonizada após o último período glacial. Há cerca de 490 espécies de plantas vasculares silvestres, entre 5.000 e 6.000 espécies de plantas e fungos no total, mais de 2.000 espécies de animais terrestres e de água doce registradas e mais de 2.500 espécies de animais marinhos na zona econômica exclusiva da Islândia. A raposa-do-ártico é o único mamífero terrestre nativo da Islândia. A fauna também inclui mamíferos marinhos, aves marinhas e aquáticas, renas, visons, invertebrados e espécies de água doce. A Lei n.º 64/1994 protege amplamente as aves silvestres e os mamíferos terrestres, com exceções especificadas. É permitido caçar 29 espécies de aves, e filhotes ou ovos de outras cinco espécies podem ser coletados conforme as regras aplicáveis. Espécies invasoras, perda de habitat, mudanças climáticas, poluição, perturbação e pressão de coleta afetam a conservação. O uso da natureza inclui pastoreio, silvicultura, recuperação de terras, agricultura, pesca, caça, energia hidrelétrica, energia geotérmica, energia eólica e extração mineral. Rammaáætlun e as avaliações ambientais ponderam a conservação, as paisagens, a fauna, o patrimônio geológico, as atividades ao ar livre, a pesca, a caça e os interesses regionais, sociais e econômicos. Conflitos são comuns quando o acesso de visitantes, a infraestrutura ou o uso de recursos ameaça musgos frágeis, solos, crosta geotérmica, falésias com ninhos, zonas úmidas, lava, rios, geleiras ou áreas selvagens. A região de Mývatn–Laxá mostra como a biodiversidade, a geologia e a proteção da bacia hidrográfica podem influenciar decisões sobre geração de energia. A recreação na natureza inclui caminhada, trekking, visitas a geleiras e vulcões, observação de áreas geotérmicas, aves e fauna, pesca, passeios a cavalo, acampamento, caminhadas com guardas florestais e programas de centros de visitantes. O acesso ao ar livre não cria um direito irrestrito a todas as atividades recreativas. Capacidade de suporte, erosão, aglomeração, perturbação e necessidade de infraestrutura são especialmente relevantes em locais conhecidos. Os perigos naturais da Islândia incluem erupções, lava, cinzas, gases tóxicos, fluxos piroclásticos, raios, terremotos, movimento de fissuras, dolinas, deslizamentos de terra, quedas de rochas, gelo glacial instável, jökulhlaups, cheias de rios e inundações repentinas, marés de tempestade, ventos e precipitações intensos, avalanches, neve, gelo e condições costeiras perigosas. O Escritório Meteorológico da Islândia oferece monitoramento, previsões, alertas e um sistema vulcânico de quatro níveis. As previsões de avalanches cobrem cinco regiões e normalmente se estendem por cerca de três dias. Os visitantes devem verificar as condições atuais do clima, dos perigos, das estradas e do local, respeitar os fechamentos e as rotas demarcadas e seguir as instruções dos guardas florestais e das equipes de emergência. O Instituto de Ciências Naturais oferece mapas, dados geográficos, coleções, listas vermelhas, materiais on-line, palestras e educação pública. A Náttúruverndarstofnun e os guardas florestais oferecem informações em centros de visitantes, interpretação guiada e serviços de guarda florestal. Fræðsla, o termo islandês para educação ou interpretação, pode abranger geologia, paisagens, habitats, espécies, conduta de conservação, uso de recursos e segurança.
Natureza na Islândia
A natureza na Islândia inclui paisagens vulcânicas, geleiras, rios, zonas úmidas, áreas costeiras, espécies e processos naturais moldados pela geologia da ilha, pelo clima e pelo uso humano do solo. O país tem cerca de 130 áreas protegidas, três parques nacionais e 105 tipos de habitat mapeados. O acesso público é amplo, mas as regras de cada local, medidas de conservação, perigos e restrições de uso do solo determinam o que se pode fazer em cada lugar.
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