Um amigo, chamado motsoalle em sesoto, faz parte de uma relação que se desenvolve através de atividades partilhadas, conversa, escuta, ajuda prática e apoio mútuo. A forma plural metsoalle significa amigos. Em algumas fontes históricas ou especializadas, motsoalle pode ter também sentidos íntimos; por isso, deve ter-se em conta o contexto da relação e o seu caráter romântico ou não romântico, em vez de a classificar automaticamente. As amizades no Lesoto começam geralmente de maneira informal através da escola, grupos de pares, ligações familiares, vizinhos, atividades comunitárias e organizações juvenis. Algumas oportunidades estruturadas são oferecidas por escolas, redes juvenis, Parlamento das Crianças, Lesotho Youth Power e sessões de competências para a vida ou lideradas por pares. A Lesotho Youth Power centra-se em jovens entre os 10 e os 25 anos e inclui grupos como raparigas adolescentes e mulheres jovens, jovens rurais, jovens com deficiência, migrantes e membros da diáspora. O acesso a um programa específico pode depender da idade, distrito, residência, grupo-alvo, vagas disponíveis e condições de segurança. Não existe um processo nacional único para conhecer um amigo nem uma candidatura à amizade em si. As pessoas mantêm amizades através de contactos pessoais, telefónicos ou digitais regulares, atividades partilhadas, conversas honestas, escuta e ajuda recíproca. Nas comunidades basoto, familiares, irmãos, vizinhos, pares e ligações comunitárias podem constituir redes de apoio mais amplas. A expressão matsoho a hlatsana descreve a ajuda mútua num contexto cultural, mas não é uma regra universal que todas as amizades tenham de seguir. A amizade não cria um dever jurídico de lealdade, representação, herança, residência, benefícios sociais ou apoio financeiro. Não exige registo nem comprovativo. O dinheiro, os bens, o alojamento e as dívidas são tratados ao abrigo dos respetivos acordos e regras legais. Os custos e prazos dizem respeito a uma atividade ou programa específico, não à amizade em si; não existem dados nacionais fiáveis sobre a duração ou o custo habitual das amizades. A distância, os conflitos ou o fim do contacto continuam, em geral, a ser questões privadas. A pessoa pode abordá-los numa conversa, fazendo uma pausa no contacto ou recorrendo a um amigo de confiança, familiar, professor, líder comunitário ou serviço social. O Lesoto não dispõe de uma autoridade dedicada ao aconselhamento ou à mediação de amizades. Se uma amizade envolver violência, exploração, questões de proteção infantil, sofrimento psicológico grave, riscos de saúde ou informações erradas sobre saúde sexual e VIH, a questão passa a pertencer à área adequada de proteção, saúde ou serviços sociais. Os contactos possíveis incluem o Ministério do Desenvolvimento Social, professores, assistentes sociais, líderes comunitários, o Ministério da Saúde, o Ministério do Género, Juventude e Desenvolvimento Social, a Unidade de Proteção da Criança e do Género do Serviço de Polícia Montada do Lesoto, organizações comunitárias e religiosas e programas especializados apoiados pela UNICEF, UNFPA ou OMS. O acesso ao apoio pode variar consoante a localização rural ou urbana, deficiência, género, idade e acesso à Internet.
Amizade no Lesoto
No Lesoto, a amizade, chamada setsoalle em sesoto, é uma relação pessoal, não romântica e livremente escolhida, que se desenvolve através de contactos mútuos regulares. As pessoas formam e mantêm amizades muitas vezes através de escolas, famílias, bairros, comunidades, grupos juvenis e comunicação digital. No Lesoto, a amizade não tem registo estatal, estatuto jurídico especial, taxa de candidatura ou procedimento padrão para terminar.
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