Cultura em Madagáscar

A cultura em Madagáscar relaciona etapas da vida, história, arte, religião, língua, tradições e formas de convivência. Ela varia conforme a região, a família, a comunidade, a fé, a geração e o contexto social, por isso nenhum costume isolado representa todo o país. A língua malgaxe (Malagasy) e o francês, as práticas cristãs e outras práticas religiosas, a memória oral e escrita e formas como a forma musical e performática (Hiragasy) e o estilo musical e performático (Tsapiky) mostram como a vida cultural combina instituições compartilhadas com diferenças locais.

Fases da vida

As etapas da vida em Madagáscar são influenciadas pela idade, responsabilidades familiares, educação, trabalho, deficiência, dependência e crises importantes. Madagáscar não tem um único serviço que abranja todas as etapas; comunas, escolas, entidades de proteção social, empregadores, tribunais e redes comunitárias prestam formas de apoio distintas. O acesso depende frequentemente de documentos de estado civil, localização, rendimentos, regras dos programas e serviços locais disponíveis.

História

A história de Madagáscar reflete a interação de influências austronésias, africanas, árabes e europeias. O povoamento, o comércio regional, os reinos, o domínio colonial francês e a independência moldaram as línguas, comunidades, instituições e a paisagem cultural da ilha. Registos escritos, arqueologia, tradições orais e cultura material fornecem evidências complementares, embora os historiadores ainda debatam alguns acontecimentos e datas.

Arte

A arte em Madagáscar inclui artes visuais, música, literatura, cinema, performance, arquitetura, design, fotografia e formas digitais. Instituições formais, centros culturais, associações, festivais, comunidades e espaços autogeridos contribuem para o setor, com acesso concentrado em Antananarivo e desigual entre as regiões. A produção artística vai de tradições comunitárias como Hiragasy e Tsapiky à pintura contemporânea, edição, produção audiovisual e criação digital.

religião

A população de Madagáscar é predominantemente cristã e inclui também comunidades muçulmanas, tradicionais malgaxes, hindus, judaicas e sem religião. A identidade religiosa combina frequentemente práticas cristãs ou muçulmanas com crenças ligadas aos antepassados e a lugares sagrados. Madagáscar protege a liberdade religiosa e exige que os grupos religiosos e certos eventos públicos cumpram regras de registo ou licenciamento.

Linguagem

O panorama linguístico de Madagascar centra-se no malgaxe, a língua nacional, e no francês, uma língua oficial usada a seu lado na vida pública. O Malagasy Ofisialy é uma variedade padronizada institucionalmente, historicamente baseada no merina e no uso de Imerina, e funciona como variedade de comunicação comum em todo o país, enquanto as variedades regionais do malgaxe formam um contínuo dialetal diversificado. O censo de 2018 registou capacidade de falar malgaxe entre 99,9% das pessoas com três anos ou mais, em comparação com 23,6% para o francês e 8,2% para o inglês; estes valores medem a capacidade de falar, não o uso ativo nem a língua materna. A escolha da língua afeta o acesso à administração, educação, meios de comunicação, cultura e participação pública, sobretudo onde as instituições de língua francesa são mais comuns.

Tradições

As tradições em Madagascar são práticas, símbolos e expressões herdados e transmitidos socialmente, associados ao ciclo anual, acontecimentos da vida, família, vestuário, música, fala, artesanato e vida regional. Variam muito conforme a região, comunidade étnica, família e ocasião; nenhum costume nacional representa todo o país. Elementos religiosos, históricos e alimentares estão muitas vezes ligados às tradições, mas são temas distintos. A participação, o significado e o custo dependem do parentesco, das regras comunitárias, dos fady locais e dos materiais ou eventos envolvidos.

Convivência

A convivência quotidiana em Madagáscar é moldada por direitos constitucionais, administração local, práticas consuetudinárias e acordos informais, e não por um único sistema nacional. Um Fokontany, uma área administrativa local dentro de uma Commune, é muitas vezes o primeiro contacto local para questões de vizinhança e de espaço público. A discussão local, os mecanismos consuetudinários e as autoridades formais têm, cada um, o seu papel, mas as regras locais não podem sobrepor-se à lei nacional nem aos direitos fundamentais.

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