Madagáscar utiliza procedimentos eleitorais diferentes para cargos nacionais e territoriais. O Presidente é eleito por sufrágio universal direto por cinco anos e pode exercer mais um mandato. Um candidato precisa de maioria absoluta dos votos válidos na primeira volta; se nenhum candidato a alcançar, os dois candidatos mais votados disputam uma segunda volta, realizada no máximo 30 dias após a proclamação do Alto Tribunal Constitucional, conhecido como HCC. A Assembleia Nacional é eleita diretamente por cinco anos em círculos uninominais, numa única volta, pelo candidato com mais votos. Em caso de empate, vence o candidato mais velho. Os candidatos à Assembleia Nacional devem ter pelo menos 21 anos, ser malgaxes, residir em Madagáscar, estar inscritos para votar e possuir os direitos civis e políticos. Também apresentam declarações fiscais e patrimoniais. O Senado tem 18 membros: 12 eleitos indiretamente e 6 nomeados pelo Presidente. Os membros eleitos são escolhidos por um colégio de presidentes de câmara, conselheiros comunais ou municipais e representantes regionais ou provinciais. Os círculos provinciais usam votação proporcional por listas numa única volta, pelo método da média mais alta. As comunas elegem os conselheiros diretamente através de votação proporcional por listas numa única volta. O presidente da câmara é o primeiro candidato da lista mais votada e os lugares são atribuídos pelo quociente e pelos maiores restos. As regiões e províncias usam eleições indiretas proporcionais por listas, pelo mesmo método de atribuição. Os mandatos territoriais duram cinco anos. A Comissão Eleitoral Nacional independente, CENI, organiza e supervisiona as eleições, mantém a informação eleitoral, gere a logística e as candidaturas e publica resultados provisórios. O trabalho de recenseamento local envolve o Fokontany, a unidade administrativa local básica, e as estruturas eleitorais distritais. O recenseamento eleitoral, denominado RALE, é revisto anualmente de 1 de dezembro a 15 de maio. Os pedidos de inscrição, inclusão ou eliminação são normalmente apresentados através do Fokontany entre 1 de dezembro e 15 de fevereiro. A lista provisória é publicada até 28 de fevereiro. Uma pessoa pode contestar uma inscrição no prazo de 20 dias, enquanto uma reclamação por omissão deve ser apresentada no prazo de 10 dias. Após uma rejeição, é possível recorrer para o Tribunal de première instance, ou TPI, no prazo de 15 dias; o TPI deve decidir no prazo de 10 dias. A lista definitiva é estabelecida até 15 de maio e permanece válida até 15 de maio do ano seguinte. Um eleitor só pode estar inscrito num Fokontany. A revisão total do registo eleitoral de 2026, estabelecida pelo Decreto 2026-942, teve início oficial em Analamanga em 28 de julho de 2026. A CENI descreveu cinco formas de acesso: recenseamento porta a porta, inscrição através do Fokontany, postos de recenseamento de Ambohimpihaonana, candidatura em linha e inscrição associada à primeira emissão de um cartão nacional de identidade. O material disponível da CENI não estabeleceu a data nacional de conclusão nem os números finais, pelo que se devem consultar as instruções locais atuais. Na assembleia de voto, o eleitor comprova a identidade com um CNI ou, se aceite e se já estiver inscrito, com passaporte ou carta de condução válidos. O eleitor recebe um boletim único com duas assinaturas escolhidas por sorteio, marca-o com um X ou uma impressão digital, coloca-o pessoalmente na urna e assina ou põe a impressão digital na lista de presenças. É colocada uma marca indelével no polegar. Um eleitor com deficiência pode receber assistência de uma pessoa à sua escolha. O voto é pessoal e secreto; as regras pesquisadas não preveem voto por procuração nem voto postal. Em geral, as assembleias de voto funcionam das 06:00 às 17:00. Candidatos, delegados e observadores acreditados podem acompanhar os procedimentos e registar protestos na ata oficial. Os eleitores presentes quando a assembleia encerra ainda podem ser admitidos para votar. A contagem começa publicamente na assembleia de voto logo após a votação. Os membros da mesa leem os boletins em voz alta e registam os números nas folhas de contagem e na ata oficial. Os boletins em branco e inválidos não contam como votos válidos. A CENI publica os resultados provisórios e o tribunal competente determina o resultado final. O HCC trata dos resultados definitivos e dos litígios relativos às eleições presidenciais, da Assembleia Nacional e do Senado. O Tribunal administratif trata dos litígios eleitorais territoriais. O Conseil d'Etat aprecia recursos de cassação e contestações das decisões da CENI. As reclamações devem ser apresentadas por escrito com provas de apoio; não são cobradas taxas de registo ou selo para estas reclamações eleitorais. Em geral, a reclamação relativa a uma eleição presidencial deve ser apresentada no prazo de dois dias após a publicação dos resultados provisórios. Um eleitor só pode contestar a realização da votação se estiver inscrito e tiver efetivamente participado na eleição em causa. Os candidatos podem ter de pagar uma contribuição para impressão dos boletins, cujo montante depende do tipo de eleição e do decreto aplicável; os candidatos presidenciais podem receber reembolso a partir do limiar de 10% na primeira volta. A convocação eleitoral é normalmente emitida pelo menos 90 dias antes da votação. As campanhas presidenciais duram 30 dias, ou 7 dias na segunda volta, e terminam 24 horas antes da votação. Os prazos exatos, contribuições e disposições locais dependem do decreto eleitoral e das notificações atuais da CENI. Após a proclamação definitiva, o resultado leva à tomada de posse do mandato eleito. O Primeiro-Ministro e o governo não são eleitos diretamente pelos eleitores.
Eleições em Madagáscar
As eleições em Madagáscar escolhem o Presidente, os membros da Assembleia Nacional, do Senado e os representantes territoriais. Para votar, é necessário ter cidadania malgaxe, pelo menos 18 anos, direitos civis e políticos, inscrição no recenseamento eleitoral e verificação da identidade na assembleia de voto. A CENI organiza as eleições, e os tribunais apreciam os litígios conforme o tipo de eleição.
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