As evidências sobre o passado do Maláui vêm da arqueologia, das histórias orais, da linguística, de registos escritos e de arquivos coloniais. Essas fontes nem sempre descrevem os acontecimentos da mesma forma; por isso, os historiadores comparam-nas e consideram quem produziu cada registo e com que finalidade. Antes do domínio colonial, as comunidades da região estavam ligadas pela agricultura, pesca, metalurgia do ferro, comércio e migração. Os Estados Maravi influenciaram grandes áreas a partir de cerca do século XVII, enquanto os Yao, Tumbuka, Chewa, Ngoni e outras sociedades desenvolveram as suas próprias instituições políticas e ligações regionais. As redes comerciais árabes e suaílis ligavam as zonas em redor do lago Maláui a mercados mais amplos, incluindo o comércio de marfim e de pessoas escravizadas. O controlo britânico expandiu-se no final do século XIX. O território tornou-se o Protetorado Britânico da África Central em 1891 e recebeu o nome de Niassalândia em 1907. A administração colonial alterou a posse da terra, o trabalho, os impostos, a educação e o comércio, enquanto as missões cristãs criaram escolas e igrejas. A Niassalândia juntou-se à Rodésia do Norte e à Rodésia do Sul na Federação da Rodésia e Niassalândia em 1953; a federação terminou em 1963. O Maláui conquistou a independência em 6 de julho de 1964, tendo Hastings Kamuzu Banda como primeiro-ministro e, mais tarde, presidente. O governo de Banda estabeleceu um longo período de regime de partido único. Um referendo de 1993 apoiou a política multipartidária, e as eleições multipartidárias realizaram-se em 1994. Assim, os relatos modernos da história do Maláui relacionam as sociedades pré-coloniais, a transformação colonial, a independência, o governo autoritário e a mudança democrática, em vez de tratarem a independência como o único grande ponto de viragem.
História no Maláui
A história do Maláui inclui o desenvolvimento de sociedades locais, o comércio de longa distância, migrações, o domínio colonial britânico e a criação de um Estado independente. Os Estados Maravi, os Chewa, Yao, Tumbuka, Ngoni e outras comunidades moldaram o desenvolvimento político e cultural do país. O Maláui tornou-se independente em 1964 e, mais tarde, passou do regime de partido único para a democracia multipartidária.
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