O árabe formal predomina no governo, na educação e na comunicação pública escrita. O hassânia é a principal variedade árabe mauritana usada no quotidiano, mas a Constituição não o enumera separadamente do árabe. O pulaar, também escrito Pular ou Poular, o soninquê e o uólofe têm estatuto de línguas nacionais, mas não são línguas cooficiais. Os registos linguísticos do RGPH5 de 2023 indicaram árabe em 74,5% das respostas válidas, pulaar em 16,8%, soninquê em 3,3%, uólofe em 1,4% e outras línguas em 4%; a ANSADE salienta que estes valores descrevem registos válidos e não são estimativas da população. O zenaga e o imraguen também estão documentados na Mauritânia, mas nenhum dos dois tem estatuto constitucional de língua nacional e não foram apurados dados atuais fiáveis sobre o número de falantes. O francês não é uma língua oficial constitucional, mas continua a ser uma língua de trabalho prática em áreas técnicas, económicas e em parte da documentação administrativa. As evidências disponíveis não confirmaram um direito geral e exigível de receber serviços públicos em pulaar, soninquê ou uólofe. A Constituição protege a diversidade cultural, a igualdade e a liberdade de expressão e atribui ao Estado um papel na preservação e promoção das línguas nacionais. A Lei n.º 2022-023 prevê uma abordagem gradual de educação multilingue que começou em caráter experimental. A formação de professores envolveu cinco Écoles normales d'instituteurs, com articulação regional para o pulaar em Hodh Ech Chargui, Hodh El Gharbi, Assaba, Gorgol, Brakna e Tagant, para o soninquê em Guidimakha e para o uólofe em Trarza; Nouakchott também está incluída na formação. A preparação começou em 2023/2024, o ensino-piloto começou no ano letivo de 2024–2025, 60 professores tinham recebido formação até maio de 2025 e 89 tinham recebido formação em didática multilingue até dezembro de 2025. Em abril de 2026, o Institut national pour la promotion et l’enseignement des langues nationales comunicou a existência de manuais escolares para o ensino primário e secundário em pulaar, soninquê e uólofe. A disponibilidade continua desigual, pois o programa ainda está a ser ampliado e consolidado. O Estado assegura a estrutura escolar e a via de formação de professores, e as fontes consultadas não documentaram uma taxa individual para os utilizadores. Desde janeiro de 2025, a Agence Mauritanienne d'Information disponibiliza informação oficial numa plataforma em pulaar, soninquê e uólofe, enquanto o árabe continua a ser central na informação pública. Não foi possível verificar de forma fiável a cobertura e a regularidade de serviços específicos de rádio e televisão. O hassânia transmite a tradição oral do T'heydinn, e a mahadra transmite conhecimentos tradicionais e formas de expressão oral. O Ministère de l'Éducation nationale et de la Réforme du Système éducatif, o instituto de línguas, a AMI, o Ministère de la Culture, des Arts, de la Communication et des Relations avec le Parlement e o Secrétariat Général du Gouvernement são órgãos públicos relevantes para a educação, a promoção linguística, a informação, a cultura e a documentação oficial.
Língua na Mauritânia
O árabe é a única língua oficial da Mauritânia, enquanto o árabe, o pulaar, o soninquê e o uólofe são reconhecidos como línguas nacionais. O hassânia é a variedade dominante no quotidiano, e o francês continua a ser amplamente usado em áreas técnicas, económicas e em parte da atividade administrativa. O acesso a serviços em cada língua varia conforme a região, a instituição e o contexto.
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