O direito penal da Moldávia aplica-se em todo o país e baseia-se principalmente no Codul penal (CP) e no Codul de procedură penală (CPP). Segue os princípios da legalidade, os requisitos constitucionais e de direitos humanos e a responsabilidade pessoal. A responsabilidade criminal exige geralmente dolo ou negligência. O CP também regula a preparação e a tentativa, a participação de várias pessoas, a reincidência e o tratamento de vários crimes. Os crimes classificam-se desde ușoară e mai puțin gravă até gravă, deosebit de gravă e excepțional de gravă. As pessoas singulares tornam-se geralmente responsáveis criminalmente aos 16 anos; entre os 14 e os 16 anos, a responsabilidade aplica-se apenas aos crimes previstos na lei. As pessoas coletivas também podem ser criminalmente responsáveis por violações ilícitas de deveres ou proibições, com exceção das autoridades públicas. O CP abrange crimes contra a vida, a integridade física, a liberdade, a autonomia sexual, a propriedade, as relações familiares, a segurança pública, a segurança rodoviária, os sistemas informáticos e as comunicações eletrónicas. Abrange também o tráfico, a corrupção e os crimes relacionados com o exercício de funções públicas. As infrações rodoviárias comuns continuam a ser contravenții, e não crimes. Por exemplo, a violação das regras rodoviárias ou de segurança dos veículos por um condutor, que cause por negligência lesões corporais de gravidade média, pode constituir crime nos termos do artigo 264.º do CP e levar a uma multa até 650 unidades convencionais, 180 a 240 horas de trabalho comunitário não remunerado ou prisão até três anos; também pode aplicar-se uma proibição de conduzir até dois anos. Lesões mais graves ou a morte podem dar origem a responsabilidade criminal agravada. Uma denúncia ou queixa dirigida à Poliția ou à Procuratura pode dar início ao processo. Depois do registo, urmărire penală significa investigação criminal. A Procuratura dirige ou supervisiona legalmente a investigação e pode conduzir a acusação, enquanto a Poliția e a sua Inspectoratul Național de Investigații efetuam o trabalho de investigação. Consoante o caso, a CNA, a PCCOCS ou a CTCEJ podem tratar de assuntos especializados. Os investigadores podem usar declarações, documentos, buscas, apreensões, perícias forenses, provas digitais e medidas especiais de investigação; nos casos previstos na lei, é necessária autorização judicial. Uma pessoa suspeita ou acusada tem o direito de permanecer em silêncio, de não se autoincriminar, de ter um advogado, de receber informação escrita sobre a acusação, de recorrer a um intérprete ou a tradução quando necessário, de contestar provas e de apresentar queixa contra atos de investigação. Um adulto pode ficar detido até 72 horas e um menor até 24 horas; o auto de detenção tem de ser elaborado no prazo de três horas. A prisão preventiva inicial não pode exceder 30 dias, e cada prorrogação não pode exceder 30 dias. Antes de uma sentença de primeira instância, o período total da prisão preventiva está limitado a 12 meses para um adulto e a 8 meses para um menor. Deve dar-se prioridade a medidas cautelares não privativas da liberdade quando estas sejam suficientes para responder aos riscos, e as decisões de prisão preventiva podem ser contestadas. Quando a investigação termina, o procurador pode arquivá-la ou enviar o processo para tribunal. Em geral, a pessoa acusada, a defesa e a parte lesada podem consultar o processo antes do rechizitoriu, o documento que envia a acusação para julgamento. O processo segue depois para um tribunal de primeira instância e pode ser sujeito a recurso ordinário. Aplica-se a presunção de inocência. As audiências são geralmente públicas, embora o tribunal as possa realizar à porta fechada quando a lei o justificar para proteger a privacidade, a segurança ou outros interesses protegidos. A assistência judiciária internacional em matéria penal e a extradição são tratadas por canais que envolvem a Procuratura e o Ministério da Justiça. As sanções possíveis incluem multa, proibição de exercer uma profissão ou atividade, revogação ou cancelamento da carta de condução, perda de patentes ou títulos militares ou especiais, trabalho comunitário não remunerado, prisão e prisão perpétua. Os tribunais também podem ordenar o confisco e outras medidas especiais, a suspensão condicional da pena ou a liberdade condicional, incluindo a substituição de parte da pena ainda não cumprida quando a lei o permitir. As pessoas coletivas podem ser sujeitas principalmente a multas, restrições de atividade ou liquidação. A Agenția Națională a Penitenciarelor executa a detenção, enquanto a Inspectoratul Național de Probațiune supervisiona a liberdade condicional, as alternativas à detenção e a reintegração antes ou depois da sentença. Os custos e os prazos dependem do processo; a Moldávia não tem um único tarifário ou prazo geral que abranja todos os processos penais. Uma pessoa lesada pode obter o estatuto de parte vătămată através de despacho fundamentado, quando os danos tiverem sido comprovados. A vítima menor recebe automaticamente esse estatuto, sem necessidade de consentimento. A vítima pode ser informada da acusação, prestar declarações, apresentar documentos e provas, requerer o afastamento de um interveniente, consultar o processo depois da investigação, apresentar um pedido cível de indemnização e recorrer das decisões relevantes. Ao abrigo do CPP e da Lei n.º 105/2008, a proteção pode incluir proteção da identidade, uma audição segura, uma audiência à porta fechada ou videoconferência, em especial quando a vida, a integridade física, a liberdade ou a propriedade estão em risco em casos graves, particularmente graves ou excecionalmente graves. A Procuratura pode assegurar a proteção de vítimas e testemunhas. A assistência jurídica do Estado através da CNAJGS pode estar disponível para vítimas vulneráveis ou abrangidas pela lei, incluindo vítimas de crimes graves contra pessoas, tortura, violência sexual, violência familiar ou tráfico. A assistência gratuita geral e a assistência parcial dependem da elegibilidade; pode haver acesso parcial quando o rendimento não excede em mais de 30% o salário mínimo nacional. A justiça juvenil aplica-se a pessoas com menos de 18 anos. Em certas circunstâncias, um menor pode ser dispensado de responsabilidade criminal por um primeiro crime ușoară ou mai puțin gravă, se for possível corrigi-lo sem aplicar uma pena. As medidas educativas podem incluir uma advertência, supervisão pelos pais ou pelo Estado, reparação dos danos, reabilitação psicológica, educação obrigatória, um programa de liberdade condicional ou uma qualificação profissional. As vítimas e testemunhas menores devem ser ouvidas em salas adaptadas à idade, com gravação áudio ou vídeo, observação em espaço separado e salvaguardas contra a revitimização. As investigações criminais relativas a sistemas informáticos, acesso ilícito, interceção, interferência em dados ou sistemas, ferramentas ou dados de acesso ilícitos, falsificação informática e fraude informática podem recorrer a provas digitais, rastreio financeiro, análise de criptoativos ou cadeias de blocos e cooperação internacional. A INI ou a CTCEJ, a Procuratura e, quando apropriado, a CNA ou a PCCOCS podem participar nessas investigações. Um acordo informal não substitui a ação penal por crimes públicos, salvo se se aplicar uma regra legal de extinção ou reconciliação.
Direito penal na Moldávia
O direito penal na Moldávia define os crimes, a responsabilidade pessoal, as investigações, os processos judiciais e as sanções. O Codul penal estabelece os crimes e as penas, enquanto o Codul de procedură penală regula as investigações, as provas, a detenção, a defesa e o julgamento. O sistema também protege as vítimas e prevê regras específicas para menores, infrações rodoviárias e crimes digitais.
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