A CEC é a autoridade eleitoral máxima da Moldova. É responsável pelo Registo Estatal de Eleitores, compara-o automaticamente com o Registo Estatal da População e utiliza o sistema de informação estatal “Alegeri” para a administração eleitoral. Os Conselhos Eleitorais Distritais organizam os procedimentos territoriais e apuram resultados; as mesas de voto verificam eleitores, entregam boletins, conduzem a votação e contam os votos. O CICDE proporciona formação e certificação aos responsáveis eleitorais. A Curtea Constituțională examina a legalidade das eleições nacionais e valida mandatos nacionais. Recursos relativos à Gagauzia seguem regras locais e podem chegar ao Tribunal de Recurso de Comrat. Em 2 de junho de 2026, o registo continha 3 304 312 eleitores elegíveis. Destes, 2 759 245 estavam afetos a um território, 266 935 não tinham residência registada ou estavam legalmente emigrados e 278 132 estavam associados à margem esquerda do Dniester, fora do controlo constitucional efetivo. Os eleitores podem verificar a inscrição em linha ou numa mesa de voto. Podem pedir correções até pelo menos sete dias antes do dia da eleição. Para eleições parlamentares, presidenciais e referendos republicanos, pode ser necessário um certificado do direito de voto ou uma notificação de residência até 25 dias antes da votação. As eleições locais exigem residência na unidade administrativa pertinente durante pelo menos três meses. As eleições nacionais realizam-se, em geral, num domingo em toda a Moldova. A CEC pode autorizar votação durante dois dias se uma razão objetiva o justificar. As mesas de voto abrem normalmente das 07:00 às 21:00. O eleitor comparece pessoalmente, mantém secreto o boletim e vota apenas num candidato, lista ou opção no concurso pertinente. É proibido fotografar ou filmar o boletim, exibi-lo publicamente, levá-lo ou entregá-lo a outra pessoa. Os documentos de identificação aceites incluem cartão de identidade, cartão temporário de identidade ou passaporte moldavo, incluindo um passaporte caducado quando não seja inválido por outro motivo. Os cidadãos no estrangeiro podem votar em qualquer mesa moldava fora do país. Mesas especiais servem eleitores da margem esquerda em território controlado pela Moldova. Estudantes e alunos podem usar uma lista especial com documento de identidade e cartão de estudante ou aluno quando o procedimento aplicável o permitir. Um eleitor que não consiga chegar à mesa pode pedir voto móvel por escrito durante as duas semanas anteriores ao dia da eleição e, no máximo, até às 14:00 do dia anterior. No próprio dia da eleição, o pedido é aceite até às 14:00 apenas mediante atestado médico. Pelo menos dois membros da mesa levam uma urna móvel ao eleitor. Este procedimento não se aplica no estrangeiro nem à margem esquerda do Dniester. O voto postal é uma alternativa disponível no estrangeiro, não um método geral interno. Exige inscrição para cada eleição, identificação digital, inclusão numa lista separada e aprovação pela CEC do país e procedimento. O pacote com o boletim tem de ser enviado até 20 dias antes do dia da eleição. As eleições parlamentares escolhem 101 deputados para quatro anos num círculo eleitoral nacional único. Podem concorrer partidos, blocos eleitorais e candidatos independentes. As listas partidárias contêm 51 a 111 candidatos. O limiar de representação é de 5% para um partido, 7% para um bloco partidário e 2% para um candidato independente. Os lugares são distribuídos por divisões sucessivas por 1, 2, 3 e divisores seguintes; os mandatos seguem a ordem da lista. Uma eleição nacional é inválida se a participação for inferior a um terço dos eleitores registados. A data da eleição é definida com pelo menos 70 dias de antecedência e não mais de três meses após o fim do mandato parlamentar ou dissolução do Parlamento. Um candidato parlamentar precisa de cidadania moldava, direito de voto e pelo menos 18 anos. Um candidato independente recolhe geralmente 2 000 a 2 500 assinaturas de apoio; uma candidata independente precisa de pelo menos 1 000. As listas partidárias têm de incluir pelo menos 40% de cada género e pelo menos quatro candidatos de cada género em cada grupo de dez posições na lista. O último resultado parlamentar confirmado foi registado em 28 de setembro de 2025. A participação foi de 52,24%, com 1 609 579 participantes e 1 578 722 votos válidos. Os 101 mandatos foram distribuídos da seguinte forma: PAS 55, Bloco Patriótico 26, ALTERNATIVA 8, Partidul Nostru 6 e Democrația Acasă 6. O Presidente é eleito diretamente por quatro anos através de voto universal, igual, secreto e livre. Um candidato vence na primeira volta com pelo menos metade dos votos expressos pelos eleitores participantes. Se nenhum alcançar esse nível, os dois candidatos mais votados concorrem numa segunda volta duas semanas depois; vence quem tiver mais votos. A primeira volta é inválida com participação inferior a um terço; a segunda é inválida com participação inferior a um quinto dos eleitores registados. Um candidato presidencial tem de ter pelo menos 40 anos, residido permanentemente na Moldova durante pelo menos dez anos, falar a língua oficial, o romeno, e possuir licenciatura ou qualificação equivalente. Tem de recolher entre 15 000 e 25 000 assinaturas de apoio em pelo menos metade das unidades administrativas de segundo nível, incluindo pelo menos 600 assinaturas qualificadas de cada unidade contribuinte. As eleições locais escolhem presidentes de câmara e conselhos raionais, municipais e comunitários para quatro anos. As eleições locais gerais realizam-se normalmente no último domingo de outubro ou primeiro domingo de novembro. Um presidente de câmara precisa de mais de metade dos votos válidos na primeira volta; caso contrário, os dois candidatos mais votados concorrem duas semanas depois. Os lugares nos conselhos utilizam o mesmo método de maiores quocientes e princípio de ordem das listas descrito para as eleições parlamentares. Uma eleição local é inválida com participação inferior a um quarto; uma segunda volta para presidente de câmara é inválida com participação inferior a um quinto. A Gagauzia elege o Bashkan e a Assembleia Popular segundo regras locais adicionais, incluindo a Lei n.º 344/1994. A terminologia e os procedimentos eleitorais centrais não podem ser automaticamente aplicados à Gagauzia quando existam normas próprias. A campanha está sujeita a tratamento igualitário, e a CEC publica informações sobre candidatos, mesas de voto e resultados preliminares. O orçamento estatal financia a organização eleitoral. Observadores nacionais e internacionais acreditados podem acompanhar o processo; espera-se que a cobertura mediática seja justa, equilibrada e imparcial. Depois da votação, a mesa conta os boletins, prepara uma ata e afixa imediatamente uma cópia em local público na entrada. Em eleições nacionais, o Conselho Eleitoral Distrital envia os registos à CEC no prazo de 48 horas; nas eleições locais, o prazo é de 72 horas. A CEC apura resultados nacionais e locais gerais, enquanto os Conselhos Eleitorais Distritais tratam dos resultados locais. Pode apresentar-se uma reclamação por escrito, correio ou via eletrónica. O prazo geral é de três dias a contar do dia seguinte ao ato, omissão ou decisão contestados. Pode pedir-se recontagem no prazo de três dias após a publicação dos resultados preliminares se o alegado erro puder afetar o resultado ou um mandato. Uma violação ilegal que tenha afetado o resultado pode levar à anulação e repetição da eleição, não antes de duas semanas. A Curtea Constituțională examina a legalidade e valida mandatos nacionais; os conselhos locais confirmam a legalidade e distribuem ou validam mandatos locais. Depois das eleições parlamentares, o Presidente convoca o Parlamento no prazo máximo de 30 dias. Um candidato a Primeiro-Ministro tem de pedir um voto de confiança no prazo de 15 dias; a aprovação exige maioria de todos os deputados eleitos.
Eleições na Moldova
As eleições na Moldova escolhem o Parlamento, o Presidente, as autoridades locais e, na Gagauzia, o Bashkan e a Assembleia Popular. A Comissão Eleitoral Central, denominada Comisia Electorală Centrală ou CEC, mantém o registo eleitoral e organiza eleições nacionais; os conselhos eleitorais distritais e as mesas de voto gerem a execução local, votação e contagem. Cidadãos com 18 anos ou mais podem votar se tiverem cidadania moldava e não estiverem sujeitos a uma restrição de proteção imposta por tribunal; o voto é pessoal, secreto e limitado a uma mesa de voto e um boletim por eleição. Eleições parlamentares, presidenciais e locais têm diferentes limiares, condições de residência, regras de segunda volta e procedimentos de revisão.
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