A polícia mongol registou 47 480 crimes em 2025, um aumento de 6,3% em relação aos 44 673 registados em 2024. Os registos classificaram 40 000 casos como ligeiros e 7 480 como graves. Os crimes contra direitos patrimoniais corresponderam a 28 419 casos, incluindo 7 017 furtos, 4 948 casos de furto por carteirista e 16 906 casos de fraude. As estatísticas de 2025 também registaram 7 787 casos de violência doméstica, 838 crimes sexuais e 633 violações. Estes números descrevem casos registados, não a prevalência total da criminalidade. A Цагдаагийн байгууллага, organização policial da Mongólia, opera através de serviços nacionais e unidades locais em Ulaanbaatar, nos 21 aimags, distritos, soums, baghs e khoroos. Os seus serviços incluem investigação criminal, ordem pública e segurança pública, policiamento de trânsito e uma Unidade de Cibercrime. A responsabilidade local pode, por isso, variar conforme o local onde ocorreu o incidente. Ligue para o 102 em caso de emergência policial. A aplicação 102 Police aceita denúncias por texto, fotografia e vídeo, pode mostrar a localização dos veículos de patrulha e permite acompanhar o agente responsável e o estado do caso. Também é possível apresentar uma denúncia presencialmente numa unidade policial local ou na Цагдаагийн ерөнхий газар, a Organização Geral da Polícia. O número 75058000 fornece informações policiais, enquanto o 126 recebe reclamações sobre agentes da polícia. Os documentos de orientação policial indicam que os números 102, 107 e 108 são linhas telefónicas gratuitas, disponíveis 24 horas e acessíveis mesmo sem saldo. As informações formais sobre crimes podem ser prestadas oralmente, por escrito ou por outro meio de comunicação; têm de ser recebidas por um investigador ou procurador. Quando necessário, as diligências de inquérito podem demorar até cinco dias. Guarde o número de registo e os dados de identificação nacional para acompanhar o caso através de service.police.gov.mn. Os estrangeiros podem denunciar crimes, mas não é garantido apoio em inglês. Uma vítima pode obter formalmente o estatuto de vítima através de um investigador, procurador ou tribunal. Pode pedir um advogado ou assistência jurídica, apresentar provas e pedidos, solicitar proteção e intentar uma ação cível por danos físicos ou não físicos. Tem de comparecer a notificações, prestar depoimento verdadeiro, proteger informações confidenciais e cumprir o procedimento. Os prazos de resposta aos casos variam conforme a urgência e a região. A investigação não estabelece uma taxa geral para apresentar uma denúncia à polícia. Em casos de violência doméstica, ligue para o 102 ou 107. Se não for possível contactar a polícia, contacte o governador do soum, bagh ou khoroo pertinente. A polícia pode verificar a segurança imediata e avaliar o risco. Deve avisar-se um assistente social quando o risco for elevado ou estiver envolvida uma criança. O encaminhamento pode levar a um centro de atendimento integrado ou a um abrigo temporário. O Centro Nacional Contra a Violência, habitualmente designado NCAV, presta aconselhamento 24 horas pelo número 96490505 e proteção temporária a mulheres e crianças em risco, geralmente por períodos de sete dias a três meses. A capacidade de atendimento é maior em Ulaanbaatar do que nas zonas rurais, onde a polícia ou os assistentes sociais coordenam os encaminhamentos. O NCAV não presta ajuda financeira ou material direta. As crianças têm vias de proteção próprias. Em 2025, os registos policiais incluíram 2 339 crimes com crianças vítimas e 1 135 crimes praticados por crianças. O assédio escolar, as questões de proteção infantil e a exploração sexual em linha devem ser comunicados através do 108, a Linha de Apoio à Criança, que também presta apoio em matéria de proteção e encaminhamento. Desde dezembro de 2025, a resposta de proteção infantil e o abrigo temporário foram integrados no centro 108. Os crimes digitais envolvem frequentemente chamadas falsas em nome do governo, roubo de dados de contas ou cartões, roubo de PINs ou palavras-passe de utilização única, fraudes de investimento e no Facebook, fraude em jogos de azar em linha e software malicioso. Não partilhe credenciais nem palavras-passe de utilização única. Verifique a identidade de quem telefona através de dados de contacto da instituição obtidos de forma independente, conserve mensagens e comprovativos de pagamento e comunique incidentes urgentes ao 102. O E-Mongolia também disponibiliza um canal para denunciar conteúdos ilegais de jogos de azar em linha. Os furtos e carteiristas são mais prováveis em mercados, estações, transportes públicos e locais turísticos. O risco pode aumentar durante o Naadam, em julho, e o Tsagaan Sar, em janeiro ou fevereiro, bem como à noite em bares, discotecas e bairros desconhecidos. Proteja passaportes, telemóveis e carteiras, evite aceitar táxis sem licença e reserve transportes licenciados com antecedência. As fraudes financeiras, românticas, em nome de falsos funcionários e em vendas pelo Facebook exigem a mesma verificação e preservação de provas. Afaste-se de manifestações e considere alternativas de transporte.
Crime na Mongólia
A criminalidade na Mongólia inclui crimes contra o património, fraude, violência, crimes sexuais e ataques digitais. A polícia registou 47 480 crimes em 2025, em comparação com 44 673 em 2024; os casos registados não medem toda a criminalidade efetiva. Em geral, o risco quotidiano é controlável, mas aumenta em locais cheios, à noite, perto de álcool, durante grandes festivais e ao utilizar transportes sem licença.
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