O Ministério da Saúde, os Departamentos de Saúde dos aimags e da capital, os centros de saúde familiar, os centros de saúde de soum e aldeia, os hospitais gerais e os hospitais especializados partilham a responsabilidade pelos serviços de saúde na Mongólia. Um aimag é uma província, e um soum é um distrito administrativo rural. Nas zonas urbanas, o Centro de Saúde Familiar, chamado localmente Өрхийн эрүүл мэндийн төв, é normalmente o primeiro ponto de contacto. Nas zonas rurais, um centro de saúde de soum ou aldeia presta cuidados primários, por vezes com o apoio de serviços de proximidade ao nível do bag, serviços móveis, agentes comunitários de saúde e ferramentas móveis de saúde. Os Departamentos de Saúde locais determinam as áreas de cobertura e o âmbito dos serviços das unidades locais. Os cidadãos mongóis escolhem um médico de família local, e as pessoas nas zonas rurais podem escolher um médico de soum ou aldeia próximo, quando o sistema local o permite. Os cuidados primários abrangem promoção da saúde, prevenção, monitorização de riscos, deteção precoce, diagnóstico, vacinação, tratamento, cuidados ao domicílio e cuidados de dia. A sequência habitual de encaminhamento é: médico de família, de soum ou de aldeia e, quando necessário, hospital de aimag, de distrito, geral ou especializado. A informação do encaminhamento e o retorno de informação ajudam a assegurar a continuidade entre unidades. É permitido o acesso direto ao hospital em caso de acidente ou lesão, situação de risco de vida ou outra situação urgente. Os cuidados obstétricos podem começar numa unidade de cuidados primários e prosseguir numa maternidade, num hospital geral ou num hospital especializado, conforme a situação clínica. Os doentes em emergência devem dirigir-se à unidade adequada mais próxima. Os serviços de ambulância utilizam o número 103; o 101 é dos bombeiros, o 102 é da polícia e o 105 é o número de resposta a emergências. O Centro Nacional de Doenças Transmissíveis também utiliza o número 100 para emergências relacionadas com doenças transmissíveis. A prevenção é uma parte importante dos cuidados de saúde na Mongólia. O calendário nacional de vacinação inclui vacinas infantis de rotina e proteção contra a hepatite A e a doença pneumocócica. A Mongólia introduziu um programa nacional de vacinação contra o HPV em 2024, com uma dose para raparigas e rapazes de 11 anos; mais de 177 000 crianças entre os 11 e os 14 anos tinham sido vacinadas até ao primeiro trimestre de 2026. O rastreio do colo do útero com teste de Papanicolau é gratuito de três em três anos para mulheres dos 30 aos 60 anos. A estratégia de rastreio comunicada também inclui testes de ADN do HPV aos 30 e aos 40 anos. O Livro de Saúde Materno-Infantil regista informações relevantes sobre a saúde e vacinação das crianças, e as campanhas de recuperação podem ajudar quando foram perdidas vacinas de rotina. As necessidades de saúde variam na Mongólia. As doenças não transmissíveis representam cerca de 83% das mortes no perfil da OMS, com as doenças cardiovasculares a cerca de 44% e o cancro a cerca de 18%. Os cancros do fígado, estômago, colo do útero e pulmão estão entre os encargos de cancro comunicados. O tabaco e os cigarros eletrónicos, a poluição do ar no inverno em Ulaanbaatar, a água e o saneamento inseguros e os efeitos das alterações climáticas na saúde exigem prevenção e deteção precoce. A tuberculose continua a ser uma doença de elevada incidência, com cerca de 446 casos por 100 000 pessoas comunicados em 2024 e aproximadamente 1 000 casos multirresistentes ou resistentes à rifampicina. A estratégia para a tuberculose de 2025 a 2028 afasta-se de um modelo principalmente centralizado em dispensários e passa a integrar o rastreio, o diagnóstico e o tratamento nos cuidados primários. O Centro Nacional de Doenças Transmissíveis presta serviços de vacinação e de doenças transmissíveis. Os serviços de saúde mental incluem medicação psiquiátrica, psicoterapia, reabilitação psicossocial e reabilitação física. O Centro Nacional de Saúde Mental em Ulaanbaatar aceita marcações de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 15:00, pelo número 70150520-2, e presta assistência de emergência 24 horas pelo número 70150520-1. O acesso a cuidados especializados de saúde mental pode ser difícil fora dos principais centros. Os cuidados à distância continuam limitados pela conectividade e por outros obstáculos práticos. Até ao final de 2024, previa-se que mais de 92% dos 328 centros de soum tivessem equipamento de mHealth, mas a disponibilidade de equipamento não elimina todos os obstáculos à consulta ou ao acompanhamento. Os medicamentos são obtidos em farmácias licenciadas e devem ser medicamentos registados, fornecidos de acordo com as regras de prescrição aplicáveis. O Fundo do Seguro de Saúde, habitualmente designado ЭМД, concede descontos para determinados medicamentos e serviços cobertos, em vez de tornar gratuitos todos os medicamentos. O portal do Centro de Desenvolvimento da Saúde para preços e localização de farmácias está disponível em em.hdc.gov.mn. Antes da compra, os doentes devem confirmar o nome e a disponibilidade do medicamento, o preço, a necessidade de receita e o estatuto de comparticipação. Os preços e os stocks podem variar entre farmácias e localidades. A Agência Geral do Seguro de Saúde, ou ЭМДЕГ, trata de informações e reclamações relevantes sobre seguros. O seguro de saúde obrigatório abrange cidadãos mongóis e categorias específicas de estrangeiros ou apátridas definidas por lei. As crianças dos 0 aos 18 anos, as pessoas que recebem apenas pensão, os estudantes, os pastores, os grupos de baixos rendimentos que recebem prestações sociais, os pais que cuidam de uma criança com menos de dois anos e outros grupos previstos na lei têm regimes específicos de cobertura. Em geral, as pessoas seguradas utilizam prestadores contratados para os cuidados cobertos. Os visitantes e outros estrangeiros podem receber cuidados de emergência, enquanto o acesso de rotina e a elegibilidade para pagamento dependem do estatuto jurídico, do prestador e das regras em vigor. O financiamento dos cuidados primários públicos combina verbas do orçamento estatal com componentes por caso do Fundo do Seguro de Saúde. O Estado e o fundo de seguro financiam os serviços de ambulância, emergência e obstetrícia definidos de acordo com a legislação aplicável, enquanto os serviços adicionais ou não cobertos podem exigir pagamento direto. Os tarifários, horários de consulta, reembolsos e critérios de elegibilidade variam conforme a localidade, o prestador, o contrato e a resolução em vigor. Os doentes têm direito a cuidados seguros, equitativos, acessíveis e de qualidade, a informações sobre a cobertura e a um recibo pelos pagamentos diretos. As reclamações podem ser apresentadas ao prestador, à Agência Geral do Seguro de Saúde ou ao Conselho Nacional do Seguro de Saúde. Os registos eletrónicos de prémios e serviços podem ajudar a verificar informações sobre o seguro. As pessoas obrigadas a pagar prémios têm o dever de o fazer e de declarar corretamente os rendimentos; espera-se que os doentes cumpram as exigências legais dos prestadores ou inspetores, respeitem os encaminhamentos e colaborem nos cuidados de acompanhamento. Após o tratamento, o plano de alta deve indicar os medicamentos, os exames repetidos, os sinais de alerta, os encaminhamentos e o prestador responsável pelo acompanhamento. Os serviços de cuidados continuados disponíveis incluem cuidados ao domicílio, tratamento de dia, enfermagem, cuidados paliativos, reabilitação e tratamento em sanatório. A reabilitação pode envolver médicos de reabilitação, terapeutas do movimento, terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala e psicoterapeutas. O tratamento da tuberculose também depende da adesão e do apoio comunitário. Os indicadores nacionais de saúde comunicados para 2024 incluíam uma esperança de vida de 71,8 anos, mortalidade infantil de 12,2 por 1 000 nados-vivos, mortalidade materna de 22,5 por 100 000 nados-vivos, mortalidade de menores de cinco anos de 15,2 por 1 000 crianças, cerca de 3 040 internamentos por 10 000 pessoas e 7,2 consultas externas por pessoa. O acesso efetivo depende muito da distância, do clima, da capacidade das unidades, do estatuto do seguro e da disponibilidade de medicamentos ou especialistas.
Saúde na Mongólia
Os cuidados de saúde na Mongólia combinam prestadores públicos, privados e de propriedade mista. Os cuidados primários começam normalmente num Centro de Saúde Familiar nas zonas urbanas ou num centro de saúde de soum ou aldeia nas zonas rurais, com encaminhamento para hospitais quando é necessário tratamento especializado. Os cuidados de emergência são prestados pela unidade mais próxima, e os serviços de ambulância utilizam o número 103. A prevenção inclui vacinação, rastreios e monitorização de riscos importantes, como doenças cardiovasculares, cancro, tuberculose, consumo de tabaco e poluição do ar.
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