O acesso ao emprego começa geralmente aos 15 anos e exige aptidão geral para o trabalho. Um trabalhador com menos de 18 anos também precisa de consentimento escrito de um progenitor ou tutor e de confirmação de saúde. Os empregadores comunicam as vagas ao Zavod za zapošljavanje Crne Gore (ZZZCG), que presta serviços de inscrição de candidatos a emprego, aconselhamento, correspondência entre candidatos e vagas, serviços de emprego sazonal e medidas ativas de emprego. A qualificação exigida costuma decorrer do sistema de classificação de funções do empregador; as profissões regulamentadas podem exigir também o reconhecimento de qualificações. O empregador e o trabalhador assinam o contrato antes do início do trabalho, e o trabalhador recebe uma cópia no primeiro dia de trabalho. O contrato identifica ambas as partes, a qualificação, a descrição da função, o local de trabalho, a duração, a data de início, o horário, a remuneração, as férias anuais, o período de aviso prévio e as condições de segurança e saúde no trabalho. O período experimental pode durar até seis meses. Em geral, um contrato a termo não pode exceder 24 meses, embora existam exceções para substituição, trabalho sazonal e trabalho por projeto. Os trabalhadores a termo têm os mesmos direitos laborais que os trabalhadores sem termo; a continuação ilegal pode resultar numa relação laboral sem termo. O empregador inscreve o trabalhador nos seguros de saúde, pensões e invalidez e desemprego na data de início. O registo deve ser concluído no prazo de oito dias úteis, e o trabalhador deve receber prova no prazo de cinco dias úteis. Os documentos habituais dos cidadãos incluem o contrato, documento de identidade, JPR, Apêndice B e caderneta de trabalho. Normalmente, um trabalhador estrangeiro precisa do contrato, passaporte, autorização de residência temporária e de trabalho, JPR, Apêndice B e caderneta de trabalho. A Poreska uprava trata do registo dos trabalhadores, dos impostos e dos seguros sociais. O salário líquido mínimo é de EUR 600 para funções até ao nível de qualificação 5 e de EUR 800 para o nível 6 ou superior. A remuneração a tempo parcial é proporcional ao horário, e os salários devem ser pagos numa conta à ordem pelo menos uma vez por mês. Para referência, o MONSTAT comunicou um salário bruto médio de EUR 1,238 e um salário líquido médio de EUR 1,037 em julho de 2026; estas médias não garantem um salário específico. O horário a tempo inteiro é de 40 horas por semana. Em geral, o trabalho a tempo parcial deve corresponder a pelo menos 10 horas semanais, e vários contratos a tempo parcial podem, em conjunto, atingir 40 horas semanais. O trabalho suplementar é excecional e exige acordo escrito. A média semanal não pode exceder 48 horas ao longo de quatro meses, com um máximo semanal absoluto de 50 horas; um acordo coletivo pode fixar um limite anual de 250 horas extraordinárias. O descanso diário é de pelo menos 12 horas, e o descanso semanal combina pelo menos 24 horas com o direito ao descanso diário. As férias anuais remuneradas são de pelo menos 20 dias úteis, 24 dias para uma semana de seis dias e 30 dias para trabalho reduzido perigoso. Os feriados públicos e religiosos remunerados, a baixa por doença, a licença parental, a licença por adoção e a licença de acolhimento familiar regem-se pela lei aplicável. O emprego pode ser sem termo, a termo, sazonal, remoto ou ao domicílio, ou organizado através de uma agência de trabalho temporário. O trabalho sazonal é especialmente comum no turismo, na agricultura e na silvicultura e pode durar até oito meses num ano. Em regra, um trabalhador estrangeiro precisa de uma autorização associada à atividade e ao empregador aprovados. Uma autorização normal é geralmente válida por um ano, com prorrogação de até dois anos; uma autorização sazonal pode abranger até seis meses num ano. Em 2026, a quota para trabalhadores estrangeiros é de 28,988, incluindo uma reserva de 5,000 lugares para atribuição adicional. As exceções que dão livre acesso ao mercado de trabalho incluem certos casos de reagrupamento familiar, o estatuto de refugiado ou de proteção subsidiária e a residência por motivos humanitários, salvo quando se aplique uma regra especial. O prazo previsto para a decisão sobre a autorização é de 20 dias úteis, e o pedido de prorrogação deve ser apresentado pelo menos 30 dias antes do termo. Após a autorização, o empregador tem de celebrar o contrato e concluir o registo na segurança social no prazo de oito dias úteis, e deve notificar a autoridade no prazo de três dias úteis se o emprego não começar. Segundo o guia do Ministério dos Assuntos Internos, os custos administrativos de um trabalhador estrangeiro são de aproximadamente EUR 60 pelo registo e EUR 30 por uma apólice de saúde. O trabalhador apresenta a demissão por escrito, com um prazo de aviso prévio de pelo menos 30 dias, salvo acordo diferente entre as partes; a demissão exige autenticação notarial ou certificação por um tribunal ou autoridade local. A cessação por mútuo acordo tem de ser escrita e certificada. O empregador só pode despedir um trabalhador por um motivo legal e seguindo o procedimento exigido. As consultas sobre despedimentos coletivos aplicam-se quando pelo menos 20 trabalhadores são abrangidos num período de 90 dias e duram pelo menos 30 dias. Após pelo menos 18 meses de emprego, a indemnização por despedimento é de, no mínimo, um terço do salário líquido mensal médio por cada ano de serviço, sujeita ao mínimo de três salários líquidos mensais médios quando esse cálculo for mais favorável. As férias anuais não gozadas são pagas quando o emprego termina. O empregador deve fornecer um contrato escrito, efetuar o registo, pagar atempadamente, garantir um local de trabalho seguro e manter os registos laborais. O trabalhador deve executar o trabalho acordado, seguir instruções lícitas, comparecer ao trabalho e cumprir as regras de segurança. A Inspeção do Trabalho fiscaliza o cumprimento. A Agência de Resolução Amigável de Litígios Laborais oferece conciliação gratuita antes de uma ação judicial, enquanto o Fundo do Trabalho pode cobrir créditos não pagos definidos em caso de insolvência se o pedido for apresentado no prazo de 90 dias após a decisão sobre a lista de créditos.
Emprego no Montenegro
O emprego no Montenegro é, em geral, trabalho remunerado subordinado prestado para um empregador ao abrigo de um contrato de trabalho escrito, denominado ugovor o radu. O contrato tem de ser assinado antes do início do trabalho e indicar a função, o local de trabalho, a duração, o horário, a remuneração, as férias e as condições de aviso prévio. O registo no seguro de saúde, pensões, invalidez e desemprego começa na data de início. A remuneração, o horário, as férias, as autorizações para trabalhadores estrangeiros e os direitos de cessação dependem do vínculo laboral e da situação do trabalhador.
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