A arte no Sudão do Sul inclui artes visuais, fotografia, artesanato, música, dança, teatro, literatura, cinema, arquitetura e criação digital. Muitas práticas têm raízes em tradições comunitárias e étnicas, incluindo canções, instrumentos, danças, histórias, provérbios, rituais e técnicas artesanais. Os artistas também trabalham por meio de coletivos, festivais, oficinas, grupos culturais, escolas, universidades, ONGs e plataformas digitais. O acesso e o financiamento variam consideravelmente conforme o local e o projeto, e há mais instituições e eventos documentados em Juba do que em outras partes do país. O Ministério da Cultura, dos Museus e do Património Nacional coordena a política cultural nacional e apoia os direitos culturais, as artes e o artesanato, a documentação, a infraestrutura, a formação e a possível assistência técnica ou financeira. Seu trabalho inclui a Direção de Cultura e Património, a Direção de Museus e os Arquivos Nacionais. Ministérios estaduais, grupos comunitários, a Universidade de Juba e redes culturais também contribuem. O Centro Cultural Nyakuron, a Semana Cultural do Sudão do Sul e o Festival de Cinema de Juba oferecem plataformas públicas para apresentações, exposições, exibições e intercâmbio cultural. Essas plataformas não representam um sistema uniforme de galerias, teatros ou mercado comercial em todo o país. Há estudos formais por meio do currículo do Sudão do Sul e da Universidade de Juba. As disciplinas escolares incluem artes visuais e artesanato, música e dança, teatro, performance e apreciação crítica. A Universidade de Juba oferece cursos de bacharelado de quatro anos em Música e Teatro e um Bacharelado em Ciências em Arquitetura de cinco anos. Outras vias incluem ensino comunitário, oficinas, programas de ONGs, festivais, coletivos e prática independente. A produção cinematográfica organiza-se sobretudo por meio de coletivos, oficinas, festivais e autofinanciamento; as evidências disponíveis não confirmam a existência de uma escola nacional de cinema ou de uma comissão de cinema localmente verificada. O trabalho criativo é afetado pelas liberdades de expressão, publicação e associação previstas na Constituição de Transição. A Constituição também protege o desenvolvimento das culturas, línguas e costumes. O Sudão do Sul ratificou, em 2016, a Convenção da UNESCO de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Não foi possível verificar uma lei de direitos de autor específica do país: a UNESCO informou que um projeto de lei de direitos de autor estava em consulta, enquanto o quadro mais amplo de propriedade intelectual permanecia incompleto. Por isso, os artistas devem confirmar a proteção vigente, os contratos, as autorizações e os canais para apresentar reclamações em cada projeto, sem presumir a existência de um sistema completo de royalties ou de uma sociedade de gestão coletiva. O trabalho cinematográfico e de radiodifusão tem requisitos regulatórios adicionais. A Autoridade de Meios de Comunicação do Sudão do Sul regula as licenças de radiodifusão, o cumprimento das normas, as reclamações e as sanções, e o mapeamento cultural nacional documentou a exigência de autorização antes de filmar. O Ministério da Informação, Comunicação, Tecnologia e Serviços Postais também tem responsabilidades relacionadas à radiodifusão. As taxas atuais de licença e os prazos de processamento não foram publicados de forma confiável. Portanto, antes de filmar ou transmitir, confirme a autoridade competente, as autorizações, as restrições do local e as condições de distribuição aplicáveis. Os custos artísticos não são padronizados nacionalmente. Materiais, equipamento, aluguel de estúdio ou espaço, transporte, acesso à internet, formação e participação em eventos podem gerar diferenças substanciais entre projetos. A cooperação pública, privada, de ONGs e internacional pode apoiar o trabalho cultural, mas não foi estabelecida uma tabela nacional confiável de preços, uma tabela de comissões de galerias, um sistema de leilões, um quadro de seguros de arte ou um sistema nacional de estatuto para artistas. As oportunidades mais bem documentadas são música, dança e artesanato comunitários, programas para jovens e atividades ligadas à identidade e à construção da paz; as artes visuais contemporâneas, o teatro, o cinema e a criação digital têm especial visibilidade em Juba.
Arte no Sudão do Sul
A arte no Sudão do Sul desenvolve-se por meio de tradições comunitárias, educação formal, festivais, instituições culturais e trabalho criativo independente. O sistema é fragmentado, em vez de estar organizado em torno de um único mercado nacional de arte ou de um estatuto uniforme para artistas. A música tradicional, a dança, o artesanato e a literatura oral têm ampla relevância social, enquanto as artes visuais contemporâneas, o teatro, o cinema e a criação digital concentram-se sobretudo em Juba.
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