Samoa tem um sistema de meios de comunicação fragmentado, mas estabelecido, e não uma única instituição responsável por todos os meios. O Ministério das Comunicações e Tecnologias da Informação (MCIT) trabalha em políticas de comunicação, tecnologias da informação e comunicação, radiodifusão governamental e segurança online. O Gabinete do Regulador (OOTR) trata de telecomunicações, radiodifusão, espectro, licenças e questões de consumidores. O Ministério do Primeiro-Ministro e do Gabinete fornece informação governamental através da sua função de Imprensa e Comunicações e do jornal Savali. O Conselho de Meios de Comunicação de Samoa, ligado à Associação de Jornalistas de Samoa (JAWS), apoia normas jornalísticas, procedimentos de reclamação e autorregulação profissional. Empresas privadas, igrejas, a Universidade Nacional de Samoa (NUS) e grupos comunitários também produzem ou distribuem conteúdos. O acesso à imprensa inclui o Samoa Observer, um fornecedor privado de notícias impressas e online, e o Savali, jornal semanal governamental publicado em samoano e inglês, com uma edição mensal em samoano que inclui informações sobre o Tribunal de Títulos e Terras. A disponibilidade, os preços e a entrega em formato impresso ou online podem variar. Não se deve presumir que Samoa tem um procedimento geral de acesso à informação, a menos que a autoridade competente o confirme para o pedido específico; a análise jurídica disponível não identificou uma lei geral de liberdade de informação verificada. A radiodifusão é regulada pelo Broadcasting Act 2010. As categorias de licenciamento da OOTR incluem rádio comunitária, rádio não comercial, rádio comercial e televisão por subscrição. As listas de emissoras incluem rádio comercial, não comercial e comunitária, entre elas NUS FM e Radio 2AP; canais de televisão em sinal aberto, como TV1, TV2, TV3, TV4, TV5, TV6, TV7, TV8, TV9 e TV10; IPTV por subscrição através da Moana TV; e serviços de satélite por subscrição através da Digicel e Sky Pacific. O estado da licença, os custos e a cobertura devem ser confirmados diretamente junto da OOTR, pois podem mudar. A Radio 2AP funciona desde 1947 e fornece informação governamental e de emergência, bem como programação cultural. A TV9 é a televisão governamental. Os serviços governamentais e de radiodifusão também podem distribuir conteúdos pelas redes sociais e pela aplicação ZENO APP, mas uma função de radiodifusão governamental não equivale a uma perspetiva jornalística independente. A televisão em sinal aberto pode dispensar uma taxa de subscrição, mas continua a exigir um dispositivo adequado, eletricidade e sinal utilizável. O acesso à internet permite utilizar jornais online, redes sociais, streaming e outros serviços. O Censo da População e Habitação de 2021 indicou acesso à internet em 85,7% dos agregados familiares, à televisão em 68,8% e ao rádio em 31,7%. O Inquérito às Receitas e Despesas dos Agregados Familiares de 2023 contou 102.294 pessoas com três anos ou mais que usaram a internet e 106.739 pessoas que usaram telemóvel. Estas medidas têm grupos de referência e métodos diferentes e não devem ser combinadas como se medissem a mesma coisa. Preços dos dispositivos, eletricidade, custos de dados, cobertura, largura de banda e competências digitais continuam a criar acesso desigual, especialmente entre localidades e agregados familiares. Os equivalentes funcionais locais do streaming incluem serviços de IPTV e satélite por subscrição. Também é possível aceder a plataformas globais de streaming, mas a disponibilidade, os catálogos, preços, métodos de pagamento e consumo de dados específicos de Samoa não são suficientemente uniformes para presumir acesso universal. Governos, estações de rádio e redações de televisão usam as redes sociais para distribuição. Aplicam-se as condições das plataformas e as suas regras de moderação, e conteúdo criado por utilizadores não se torna automaticamente jornalismo. Os riscos incluem desinformação, assédio, falsificação de identidade, divulgação de dados pessoais, partilha de imagens sem consentimento, violações de privacidade e perda de controlo da conta. As reclamações jornalísticas podem ser apresentadas ao Conselho de Meios de Comunicação ao abrigo do Media Council Act 2015 e do seu Código de Prática. O procedimento do Conselho não constitui decisão judicial; podem também ser aplicáveis direitos e recursos jurídicos comuns. O contexto jurídico pertinente inclui o artigo 13 da Constituição, o Defamation Act 1993, o Newspapers and Printers Act 1993 e o Broadcasting Act 2010. A liberdade de expressão pode estar sujeita a restrições razoáveis relativas, entre outros aspetos, à segurança nacional, ordem pública ou moral, informação confidencial, desacato ao tribunal, difamação e incitamento. O Copyright Act 1998 protege obras, material audiovisual e gravações sonoras; a radiodifusão abrange transmissão por rádio, televisão, satélite e internet, mas os direitos de autor não conferem autorização automática para republicar material alheio. Os jovens encontram conteúdos pelos telemóveis, redes sociais, rádio, televisão, escolas, famílias e contextos comunitários. O MCIT disponibiliza recursos de segurança online em samoano e inglês. O Cyber SMART Samoa Roadshow trabalhou com escolas secundárias, estudantes, associações de pais e professores, docentes e pais, igrejas, anciãos e comunidades em Savai'i. A NUS FM oferece um canal de radiodifusão orientado para a comunidade e os jovens. Ciberassédio, aliciamento, exploração sexual, conteúdos nocivos, violações de privacidade e ausência de consentimento exigem atenção rápida; uma ameaça grave deve ser comunicada à Polícia de Samoa ou ao serviço de proteção infantil pertinente, depois de confirmar o procedimento local de denúncia. As pessoas podem participar enviando uma pista noticiosa ou carta ao Samoa Observer, contactando o Savali ou o Ministério do Primeiro-Ministro e do Gabinete, participando em programas de rádio com chamadas, enviando material para formatos comunitários, religiosos ou da NUS, respondendo a consultas da OOTR ou do MCIT ou usando o procedimento de reclamação do Conselho. Idioma, deficiência, localização numa ilha ou zona rural, largura de banda, dispositivos, literacia, moderação e segurança pessoal podem afetar a participação. Por isso, canais samoanos e comunitários locais podem oferecer acesso que um canal exclusivamente online ou em inglês não proporciona. O acesso aos meios de comunicação e os direitos em Samoa dependem do prestador, serviço, local e uso específicos. Confirme licenças, cobertura, cobranças, condições de subscrição, acesso a catálogos, prazos de reclamação e requisitos jurídicos atuais junto da entidade competente antes de confiar neles. A investigação disponível não identifica um único regulador dos meios de comunicação, direito universal a streaming, direito universal às redes sociais, sistema central de acreditação de meios ou quadro geral de privacidade e liberdade de informação verificado em Samoa.
Meios de comunicação em Samoa
Os meios de comunicação em Samoa incluem jornais, radiodifusão pública e privada, televisão por subscrição, serviços de streaming, redes sociais e participação comunitária. O acesso depende do sinal, dispositivo, eletricidade, dados, subscrições, idioma, competências e cobertura de rede, que variam entre agregados familiares e ilhas. Diferentes entidades supervisionam políticas, radiodifusão, normas jornalísticas, informação governamental e serviços dos prestadores.
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